quarta-feira, 24 de março de 2010

O LIVRO DE ELI

Estou me organizando no tempo para ir ao cinema na próxima semana. O filme que eu desejo ver é o novo com Denzel Washington: O Livro de Eli (dirigido por Hughes Bros.). Segundo sinopses, após a guerra, num cenário apocalíptico, Eli (Denzel), um solitário herói procura proteger um livro, considerado poderoso e perigoso. Quem o tiver poderá controlar a nova humanidade. O livro é o que você está pensando mesmo. Veja no trailer abaixo que aparecem passagens e Gênesis. O livro é uma Bíblia. Curiosamente, o nome Eli é composta pelo substantivo "Deus" e a marca do possessivo da primeira pessoa (-i). Pode não ser mera coincidência, mas Eli quer dizer "Meu Deus". Será o "Livro de Meu Deus"? Será simples acaso que o personagem que protege uma bíblia tenha este nome. Mas não é por acaso que Denzel Washington é filho de pregador pentecostal e membro da igreja West Angels Church of God in Christ, New York. Não vejo a hora de ver o filme e, depois, tirar algumas conclusões. Ainda abaixo segue uma matéria da Cristianismo Hoje sobre o filme. Ah, o filme, segundo o trailer, tem muita, mas muita ação mesmo. Tipo "Mad Max".

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Guardando a Fé

Traduzido por Daniel Leite Guanaes

Denzel Washington é mais do que apenas uma estrela vencedora do Oscar. Ele é um cristão que leva a sério os papéis que interpreta, mesmo quando eles são um pouco mais sangrentos, como no filme O Livro de Eli.

Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores; além disso, o vencedor de duas edições do Oscar (por Tempo de glória em 1989 e Dia de treinamento em 2001) também é um dos mais respeitados cristãos de Hollywood.

Filho de um pregador pentecostal de Mount Vernon, New York, Washington, 55 anos, é membro ativo, há cerca de 30 anos, da igreja West Angels Church of God in Christ. Ele lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre que possível escolhe papéis através dos quais ele pode direcionar uma mensagem positiva ou até mesmo refletir a profundidade de sua fé pessoal.

Denzel Washington, como Eli, portador da última Bíblia na terra.

É possível encontrar fé por todo lado nesse novo e pós-apocalíptico filme de Washington, O Livro de Eli, que estreia esta sexta-feira [nos EUA] e está sendo anunciado nos outdoors americanos com as palavras ‘A-CRE-DI-TE’ e ‘LI-VRAI-NOS’. No filme, Washington encena o papel de um misterioso viajante que se chama Eli, guiado por Deus para proteger a última cópia da Bíblia que se encontra na terra, e para levá-la para fora do oeste, enquanto vilões tentam tomá-la e usá-la como ‘arma’ de controle.

O personagem de Washington nesse filme é intensamente violento – que acaba com a reputação dos homens vilões com os quais se encontra – até que começa a mudar, depois de encontrar uma menina inocente (Mila Kunis) que o faz lembrar que nós podemos ficar tão obcecados em proteger a Palavra de Deus que acabamos por nos esquecer de viver por meio dela.

Para Washington, ‘viver por meio dela’ é, principalmente, caracterizado pelo amor e sacrifício. A grande mensagem de Eli, segundo o ator, é: “Faça mais pelos outros do que você faria por você mesmo”. Foi uma mensagem apresentada a Washington quando ele ainda era um garoto.

“Nós orávamos por tudo, todos os dias”, disse Washington aos membros da imprensa religiosa na semana passada, em Los Angeles. “E nós sempre terminávamos com ‘Amém, Deus é amor’. Eu pensava que ‘Deus é amor’ fosse apenas uma expressão. Levou um tempo até que eu entendesse o verdadeiro significado daquelas palavras. Não me importo com o livro que você lê, ou com suas convicções – se você não tem amor, se você não consegue amar aqueles que estão ao seu redor, então você não tem nada”.

Embora o ator não seja um grande fã da palavra “religião”, e evita todo tipo de discurso como “eu estou certo e você está errado”, ele não tem vergonha de falar abertamente sobre suas convicções cristãs.

“Creio que Jesus é o Filho de Deus”, ele afirma. “Fui certa vez preenchido em meu coração com o Espírito Santo, e eu sei que isso é real. Eu estava no meu quarto. Comecei a chorar como um bebê, e assustar-me com tamanha realidade. Tentei resistir, para ser honesto. Não entendia o que estava acontecendo. Foi uma experiência muito forte”, completou o astro de Hollywood.

Sentado em sua casa recentemente, lendo a Bíblia (é a terceira vez que ele lê a Bíblia de capa a capa), Washington se deparou com uma passagem sobre sabedoria e entendimento em provérbios 4, que o fez refletir sobre sua vida.

“Estou nessa casa enorme, com todas essas coisas”, ele disse a si mesmo. “Era como se algo estivesse me dizendo, ‘você nunca viu coisas estonteantes seguindo um carro funerário, já? Você não pode carregar todas estas coisas com você. Os egípcios tentaram; eles foram roubados’. Disse a mim mesmo, ‘O que você deseja, Denzel?’ Uma das palavras de minha devocional era ’sabedoria’. Então, eu comecei a orar sobre aquilo, Deus, me dê uma porção de tua sabedoria. Não posso ser mais bem sucedido. Mas eu posso ser alguém melhor. Posso aprender a amar mais, a ser mais compreensivo, a obter mais sabedoria”.

A campanha de marketing inclui toda sorte de terminologia religiosa.

Como seu personagem em O Livro de Eli, Washington acredita em chamadas proféticas, e tenta fazer o máximo que pode para cumprir o chamado de Deus em sua vida, através do trabalho que Ele o deu para fazer. No seu caso, fama mundial e uma brilhante carreira fazem parte de sua história. O ator relembra um episódio de quando tinha 20 anos, que demonstra como ele relaciona sua fé com sua carreira.

Aconteceu no dia 27 de março de 1975, Washington, que tinha sido expulso da escola, estava sentado no salão de beleza de sua mãe. Uma senhora idosa que estava secando seu cabelo e o olhando, e pediu a ele um pedaço de papel, no qual ela escreveu a palavra “profecia”. O nome daquela senhora era Ruth Green, uma das mais idosas de uma das igrejas de sua cidade – conhecida na região por ter o dom da profecia. Naquele dia ela disse a Washington, “meu filho, você viajará o mundo e falará a milhões de pessoas”.

Naquele verão, Washington foi um conselheiro no acampamento da ACM (Associação Cristã de Moços) em Connecticut. Os conselheiros realizavam diversas atividades para as crianças, e alguém sugeriu que Denzel atuasse, pois ele tinha habilidade com aquilo. No outono daquele ano, Washington começou a estudar na Universidade Fordham, no campus Lincoln Center, onde começou a se preparar para ser ator.

“Anos depois”, relembra Washington, “perguntei ao meu pastor se ele pensava que eu tivesse sido chamado para ser um ministro do evangelho, e ele me disse, Bem, você não está falando para milhões de pessoas? Você não tem viajado pelo mundo?”

Reconhecendo que ele foi colocado em uma posição única, Washington se sente compelido a fazer o seu melhor ‘pregando’ mensagens positivas sempre que pode, através de seus papéis.

“Tenho tentado atuar desta forma”, diz ele, “ainda nos piores papéis, como em Dia de treinamento“. A primeira coisa que escrevi em meu script [para Dia de treinamento] foi ‘o salário do pecado é a morte’. No script original, você pode ver que meu personagem morre na televisão. E eu disse ‘Não, não. Para justificar a vida que ele viveu no pior dos estilos, ele deve morrer também da pior forma possível. Ethan [Hawke] me joga para fora do carro, e eu deslizo como uma cobra. Toda a vizinhança se vira contra mim, e então eu tenho um trágico final”.

Foi um pouco mais fácil encenar o papel de Eli em uma direção positiva?; “nem tanto”, afirmou Washington, “porque aquele cara era mais violento do que o personagem de Dia de treinamento“. Ele é mais violento do que Malcolm X”.

De forma similar ao personagem de Washington em Chamas da vingança, entretanto, a violência de Eli é a serviço de proteger um inocente.

“Quando eu fiz Dia de treinamento, havia um oficial da polícia que falava sobre uma porção das Escrituras que menciona que aqueles que estão responsáveis por cuidar dos inocentes recebem o direito de usarem de violência, caso necessário. Ele disse, ‘é com base nisso que eu e meus companheiros de trabalho vivemos. Isso é o que fazemos’. Talvez ele precisasse daquilo para justificar suas ações”, ressaltou Washington.

Ele está guardando a espada do Espírito… e provavelmente a outra espada também.

Embora tenha encenado papéis violentos em filmes como Dia de treinamento, O gângster, e agora em Eli, Washington é, na vida real, um homem dócil, calmo e de família. Casado há 26 anos com Pauletta e pai de quatro filhos – John David, Katia e os gêmeos Malcolm e Olivia – Washington está longe de ser como aquele estereótipo de Hollywood.

Além de seu envolvimento na igreja (ele doou 2.5 milhões de dólares para a construção das novas instalações de sua igreja, em 1995), Washington – que sempre dá seus autógrafos escrevendo “Deus te abençoe” – é um grande patrocinador do programa Boys and girls clubs of America (do qual ele participou quando criança), dentre outra ações de caridade.

Washington, que estará na Broadway nessa primavera, sabe que tem sido abençoado com muito, e não hesita em atribuir toda sua fama e sucesso à graça de Deus.

“Não tem nada a ver comigo”, disse o ator em 2007 a uma entrevistadora da Reader’s Digest. “Recebi algumas habilidades, e as encaro da seguinte forma: O que você fará com o que você tem? Quem será exaltado com isso tudo?”.

Quase no fim de Eli, o personagem de Washington cita a famosa passagem de 2 Timóteo 4.7: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé”.

É uma frase que combina com Washington. Ele é uma estrela de Hollywood que, embora não seja perfeito, oferece um raro exemplo de viver cristão em um lugar extremamente aclamado, sem deixar que seu sucesso mexa com sua cabeça. Ao invés disso, permanece firme na Bíblia e em sua aliança com Deus.

Em seus trinta anos de carreira, Denzel Washington tem lutado o bom combate e feito o que muitos não conseguem. Ele tem guardado sua fé.

Traduzido por Daniel Leite Guanaes

Copyright © 2010, no Brasil por Cristianismo Hoje




Trailer:

Um comentário:

Geraldo B. A. J. disse...

Deve ser, realmente, um bom filme de ficção científica. Gosto de todos os filmes que assisti com o Denzel Washington: ele é um excelente ator!!!

Quanto à questão envolvendo a Bíblia afirmo que HOLLYWOOD sempre fará de tudo para conseguir lucrar cada vez mais, sem se preocupar, necessariamente com a verdade. Ainda bem que o gênero do filme é ficcção científica, pois, eu ficaria mais desconfiado se se propusesse a ser histórico.

Achei bem pertinente esta frase do seu post: "nós podemos ficar tão obcecados em proteger a Palavra de Deus que acabamos por nos esquecer de viver por meio dela". Que isto sirva de advertência para nós!

Forte abraço.
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