sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ESCOLHENDO O INIMIGO ERRADO

Daqui de São Paulo, aproveito para postar esta matéria acerca de José Saramago. Assim que eu estiver em minha casa, farei o devido comentário. Por enquanto, leiam, comentem.
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Saramago ataca Deus outra vez


Depois de padecer de uma grave enfermidade respiratória que quase lhe custou a vida, o escritor português José Saramago comprova ter recuperado o fôlego e a disposição para a polêmica. Em outubro, ele lança seu novo romance, Caim, em que redime o personagem bíblico do assassinato do irmão Abel e credita a Deus a autoria intelectual do crime, ao depreciar o sacrifício que Caim Lhe havia oferecido. "Deus não é confiável. Que diabo de Deus é esse que, para enaltecer Abel, despreza Caim?", comentou Saramago, em entrevista divulgada ontem pela agência espanhola de notícias EFE.

O escritor respondeu às questões por e-mail da ilha de Lanzarote, onde encerra as férias de verão, preparando-se para voltar a Lisboa. Lá, no fim de outubro, o livro deverá ser lançado, segundo o editor português Zeferino Coelho, confirmando ainda que Caim vai ser apresentado antes na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, que ocorre entre 14 e 18 do mesmo mês - depois, chegará também à Espanha e ao Brasil.

Ateu confesso, Saramago já havia provocado uma enorme polêmica com a comunidade católica ao lançar, em 1991, O Evangelho Segundo Jesus Cristo (editado no Brasil, assim como toda a obra do autor, pela Companhia das Letras). Ali, conta a história do filho de Deus sob uma ótica mais terrena, anticlerical, humanizando Cristo ao evidenciar seu caráter frágil e vulnerável, além de insinuar uma relação com Maria Madalena.

"O filho de José e Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo", diz um trecho do livro, que também ressalta o caráter punitivo de Deus: "Dizer um anjo que não é anjo de perdões, ou nada significa, ou significa demasiado, vamos por hipótese, que é anjo das condenações, é como se exclamasse Perdoar, eu, que ideia estúpida, eu não perdoo, castigo."

A reação foi imediata e violenta. Em Portugal, o então subsecretário de Estado adjunto da Cultura, Sousa Lara, vetou o livro de uma lista de romances portugueses candidatos a um prêmio literário europeu. A medida foi apoiada pelo primeiro-ministro do momento, Aníbal Cavaco Silva, alegando que o escritor não representava o pensamento da maioria dos portugueses. Revoltado, Saramago decidiu deixar o país e se estabelecer em Lanzarote, onde ainda mantém residência fixa.

A fogueira voltou a arder em 1998, quando Saramago foi eleito pela Academia Sueca como vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. A decisão foi atacada pelo Vaticano, que condenou a oferenda a "um comunista com visão antirreligiosa do mundo", segundo noticiou na época o diário oficial do Vaticano L?Osservatore Romano. O escritor retrucou no mesmo tom. "Em vez de opinar sobre literatura, tema sobre o qual não entende, o Vaticano deveria se preocupar com os esqueletos que tem guardados no armário", comentou. "Só podia se esperar isso desta Igreja que em toda a História vem se metendo onde não é chamada e opinando sobre coisas que não tem capacidade de compreender."

Apesar de retomar o mesmo estilo feroz e iconoclasta, Saramago não teme ser novamente crucificado ao lançar Caim. "Certamente haverá vozes contrárias, mas o espetáculo será menos interessante", disse ele à EFE. "O Deus dos cristãos não é Jeová. Além disso, os católicos não leem o Antigo Testamento. Caso os judeus se manifestem, não serei surpreendido. Já estou habituado."

Sobre o assunto, aliás, Saramago confessou não entender os motivos que levam os judeus a transformar o Antigo Testamento em seu livro sagrado. "Trata-se de uma enxurrada de absurdos que apenas um homem não seria capaz de inventar. Foram necessárias gerações e gerações para produzir esse texto."

O escritor também não considera esse livro seu particular e definitivo ajuste de contas com Deus - "até porque as contas com Deus não são definitivas, e sim com os homens, que O criaram", afirmou. "Deus, demônio, o bem, o mal, tudo está em nossa cabeça e não no céu ou no inferno, que também foram inventados pelo homem. Não nos damos conta que, ao inventar Deus, imediatamente nos tornamos Seus escravos."

Perguntado se o risco de morte pelo qual passou no ano passado o teria feito pensar em Deus, Saramago foi enfático. "Como venho assumindo que Deus não existe, não teria motivos para chamá-Lo durante minha gravíssima enfermidade. Mas, caso eu O chamasse e se Ele aparecesse, o que eu poderia pedir? Que me prolongasse a vida?" Se há méritos, segundo o autor, devem ser divididos entre os médicos, sua mulher Pilar e seu excelente coração - resistente, apesar da idade. "O resto é literatura. E da pior qualidade."

A ideia da trama de Caim surgiu há alguns anos, mas Saramago conta que a história só começou a tomar forma em dezembro do ano passado. A partir daí, foram necessários apenas quatro meses para o livro nascer. "Fui tomado por uma espécie de transe", relembra. "Isso nunca tinha me acontecido antes; ao menos, não com tal intensidade."

Fonte: Estadão

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AINDA HÁ JUIZA EM SÃO PAULO!

Lá do blogão do Reinaldo!

VITÓRIA DA RAZÃO CONTRA O PRECONCEITO! JUSTIÇA DECIDE QUE SÍMBOLOS RELIGIOSOS PODEM PERMANECER EM PRÉDIOS PÚBLICOS. DERROTA DO CCC!


A Razão ganhou! O Comando de Caça ao Crucifixo perdeu!

A Razão ganhou! O Comando de Caça aos Católicos perdeu!

A Razão ganhou! A brutalidade do preconceito contra o cristianismo, disfarçado de laicismo, perdeu!

Ainda há juízes em São Paulo. Maria Lúcia Lencastre Ursala, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, indeferiu pedido do Ministério Público Federal, que queria a retirada de símbolos religiosos dos prédios públicos — leia-se: de crucifixos e Bíblias.

Sabem o que escreveu a juíza?

1 - que é natural a presença de símbolos religiosos cristãos num país de formação cristã — isso pertence à nossa história;
2 - que, “sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que, para os agnósticos, ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa, assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos”;
3 - que estado laico não quer dizer estado anti-religioso. Dando uma pequena aula de lógica e de história à boçalidade do CCC, escreveu: “O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto, e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico, e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos.”

Que bom!

Sei o quanto apanhei nesses dias!

Bom saber que este blog esteve, sempre — e promete continuar — ao lado da tolerância e da razão. E de braços dados, como se vê, com a lógica e os bons argumentos.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

terça-feira, 18 de agosto de 2009

OS PACIFISTAS DO FATAH!

Vejam o vídeo abaixo e leiam o post. Deixo o comentário para vocês.
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Oficial da Fatah: "Nossa Meta Nunca Foi a Paz. A Paz É Só Um Meio. A Meta É A Palestina"




" Todas as formas de luta existem, e nós não descartamos a possibilidade de luta armada ou de qualquer outro tipo. A batalha existe em todas as suas formas, com base no que somos capazes naquele devido tempo, e de acordo com o que parece correto ..."

A AP irá recomeçar com a violência e o terror contra Israel quando a Fatah for "capaz", e de "acordo com o que parecer correto", a oficial da Fatah, Kifah Radayeh disse em uma entrevista na TV da AP. Radayeh, membra do Comitê Regional da Fatah para Jerusalém, declara abertamente que a paz não é o objetivo da Fatah:

"Foi dito que nós estamos negociando para a paz, mas nosso objetivo nunca foi a paz. Paz é um meio; o objetivo é a Palestina". Radayeh afirma que a "luta armada" não foi descartada e irá continuar, dependendo de quão "capazes" estiverem as forças da AP.

É importante se notar que sempre que a Fatah se refere a "Palestina", está rotineramente se referindo a toda Israel. Alguns exemplos:


1. A bandeira do grupo ainda mostra o mapa de Israel entre rifles. O mesmo símbolo aparece no site da Fatah e em outras publicações oficiais da mesma.

2. O deputado da Fatah Najat Abu-Bakr afirmou em uma entrevista na TV da AP ano passado que o objetivo da Fatah continua a ser a destruição de Israel, mas que seus planos políticos são focados em Judéia, Samária e na Faixa de Gaza: "Isto não significa que nós não queremos as fronteiras de 1948 [toda Israel]...mas nosso programa político atual é dizer que nós queremos as fronteiras de 1967">[TV da AP, 25 Ago. 2008]

3. Um documentário educacional da TV da AP que tem sido transmitido mensalmente desde 2007, inclui o seguinte texto negando a existência de Israel:


"Outro setor na Palestina, que é a costa da Palestina que corre ao lado do Mar Mediterrâneo, de ...Ashkelon no sul, até Haifa nas Montanhas de Carmel. Haifa é um porto palestino extremamente conhecido. Haifa sempre teve uma boa fama entre os árabes e palestinos, especialmente antes de ter caido diante da "ocupação" de 1948. Ao norte, encontramos Acre. Ao leste de Acre, encontramos uma cidade de história e importância, Tiberias, que fica ao lado de um famoso lago, o lago de Tiberias [Kineret - Mar da Galiléia]. Jaffa, outra cidade costeira é o "orgulho" do oceano e portão de saída da Palestina para o mundo".[TV da AP, desde 7 Junho 2007 até os dias de hoje, dezenas de vezes]

4. Muhammad Dahlan, oficial graduado da AP, recentemente declarou que a Fatah se recusa terminantemente a reconhecer Israel, e que até mesmo o reconhecimento da Autoridade palestina é pro forma, de modo a conseguir receber ajuda internacional: "Eu desejo falar pela milésima vez, em meu nome e no de todos meus companheiros do movimento Fatah: Nós não exigimos que o movimento Hamas reconheça Israel. Ao contrário, nós exigimos que movimento não reconheça Israel, porque o movimento Fatah não reconhece Israel, mesmo hoje... Isto é requerido do governo, mas não do Hamas; é requirido do governo, mas não da Fatah, de modo a que o governo tenha capacidade de oferecer a ajuda necessária a população, a levar adiante as reconstruções necessárias, oferecer tratamento aos doentes, e trazer alívio as famílias necessitadas... Isto só pode ser feito por um governo que tem relações com a comunidade internacional, um que seja aceitável para a mesma, de forma a que possamos trabalhar em conjunto e receber os benefícios da comunidade internacional" [TV da PA, 17 de Março, 2009]

Fonte: De Olho na Mídia

CATOLICISMO E EVOLUÇÃO

A matéria pode ser antiga, mas a discussão é sempre nova.
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A igreja católica é a favor da evolução?

A maioria dos não-católicos ficou surpresa quando o papa João Paulo II, num documento enviado à Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano em outubro de 1996, falou a favor da evolução. Na verdade, ele estava apenas reiterando a posição oficial do catolicismo. Considere os seguintes excertos:

Em sua encíclica Humani generis [Sobre o Gênero Humano], de 1950, meu predecessor Pio XII já havia afirmado não haver oposição entre a evolução e a doutrina da fé a respeito do homem... Pio XII enfatizou este ponto essencial: se o corpo humano tem sua origem na matéria orgânica pré-existente, a alma espiritual é imediatamente criada por Deus... O exegeta e o teólogo precisam manter-se informados sobre... as ciências naturais... verdade não pode contradizer a verdade...

A teoria da evolução... tem sido progressivamente aceita pelos pesquisadores em vários campos do conhecimento. A convergência... dos resultados de pesquisas conduzidas independentemente é, em si mesma, um argumento significativo em favor dessa teoria.(1)

Sem dúvida, o fiasco embaraçoso do julgamento de Galileu veio à mente do papa quando ele advertiu os teólogos da Igreja a "[se manterem] informados sobre... as ciências naturais..." O papa Urbano VIII ameaçou de tortura um Galileu idoso e muito enfermo se este não renunciasse às alegações de que a Terra girava em torno do Sol. Ajoelhado diante do Santo Ofício da Inquisição de Roma, temendo pela própria vida, Galileu renunciou à sua "heresia" – mas não em seu coração. A idéia, repetidamente afirmada por papas "infalíveis", de que o Sol e todos os corpos celestes giravam em torno da Terra permaneceu como dogma católico oficial até 1992, quando o Vaticano finalmente admitiu oficialmente que Galileu estava certo.

Para evitar que a ciência continue a fazer de tola a hierarquia "infalível" da Igreja, o papa admoestou os teólogos católicos a consultarem os cientistas antes de interpretarem as Escrituras. No entanto, Pedro, que os católicos insistem ter sido o primeiro papa, declarou que as Escrituras foram inspiradas pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). Certamente o Espírito Santo não precisa da ajuda dos cientistas! Se a Bíblia não for infalível quando fala do que pertence ao campo da ciência, por que confiar nela no que diz respeito a Deus e à salvação? Edward Daschbach, um sacerdote católico, explica que tomar a Bíblia literalmente exigiria admitir que a mulher que se assenta sobre a besta em Apocalipse 17 é a Igreja Católica Romana! Ele escreve:

A Igreja, portanto, não aceita... a interpretação literal dos primeiros capítulos do livro de Gênesis... Quando os que advogam o criacionismo aplicam suas ferramentas fundamentalistas a este último livro [Apocalipse], a Igreja muitas vezes se torna alvo de veementes ataques.(2)

Protestantes que, como Charles Colson, juntaram forças com Roma, advogam que o catolicismo concorda com eles sobre a inerrância da Bíblia. Pelo contrário, o Concílio Vaticano II declara: "Daí afirmarmos que a Bíblia é livre de erro naquilo que pertence à verdade religiosa revelada para nossa salvação. Não é necessariamente livre de erro em outros assuntos (por exemplo, ciências naturais)" [ênfase no original].(3)

Isso não é uma questão trivial. Se o relato da criação em Gênesis não é digno de confiança, o restante da Bíblia também não pode ser confiável, pois depende desse relato. Além disso, prova-se que Cristo não era realmente Deus, mas um mero mortal que, tolamente interpretou literalmente a história de Adão e Eva (Mt 19.4-5), e não pode, portanto, ser nosso Salvador. O periódico The American Atheist [O Ateu Americano] sabe muito bem qual é a questão: "Destruam-se Adão e Eva e o pecado original, e nos escombros se encontrarão os restos mortais do Filho de Deus, eliminando-se assim qualquer significado para sua morte."(4)

Em maio de 1982, honrando o centenário da morte de Darwin, a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano publicou a seguinte declaração: "Grande quantidade de evidências torna a aplicação do conceito de evolução... acima de qualquer discussão séria".(5) A Nova Enciclopédia Católica diz:

Especialistas... por mais de cem anos, reuniram as provas necessárias... a evolução está estabelecida tão firmemente quanto a ciência é capaz de estabelecer fatos...(6)

Cientistas descartam Darwin!

Nem tanto assim. Um número cada vez maior de cientistas, a maioria deles não-cristãos, se opõe à evolução. O astrônomo e matemático Sir Fred Hoyle diz: "O mundo científico foi iludido e acabou crendo que a evolução fora provada. Nada poderia estar mais longe da verdade".(7) O biólogo Michael Denton, autor de Evolution: A Theory in Crisis [Evolução: Uma Teoria em Crise], diz que a ciência desacreditou tão completamente o evolucionismo darwiniano que este deveria ser descartado. O professor de matemática Wolfgang Smith chama a evolução de "um mito metafísico... completamente desprovido de aprovação científica..."(8)

Colin Patterson, paleontólogo-chefe do Museu Britânico de História Natural, confessou depois de mais de vinte anos envolvido com o movimento evolucionista: "Nada havia que eu realmente conhecesse sobre a evolução. É um choque enorme descobrir-se enganado por tanto tempo". Patterson "começou a pedir a outros cientistas que lhe apresentassem uma coisa de que tinham certeza sobre a evolução." Os biólogos do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque ficaram mudos. Diz Patterson:

Experimentei a pergunta com o pessoal da geologia do Museu de Campo de História Natural, e a única resposta que recebi foi o silêncio. Tentei obter resposta dos membros do Seminário de Morfologia Evolucionista na Universidade de Chicago, um grupo prestigioso de evolucionistas, e recebi de volta um longo silêncio, até que, por fim, uma pessoa disse: "Eu sei uma coisa – não deveria ser ensinada no primeiro e segundo grau."(9)

A despeito disso, no caso Edwards versus Aguillard, 482 U.S. 578 (1978), a Suprema Corte americana decidiu que era inconstitucional que as escolas ensinassem o criacionismo lado a lado com o darwinismo como uma outra teoria de origens. Os evangélicos reclamam com justiça por ver a evolução ensinada como fato nas escolas públicas, mas ela também é ensinada como fato em escolas católicas.(10) Na revista The Catholic World Report, Stephen F. Smith escreve: "Na escola arquidiocesana de Washington, fomos ensinados que a teoria da evolução de Darwin era tão verdadeira quanto o evangelho."(11) Michael Behe, bioquímico, relembra seus dias em escolas católicas:

Fui ensinado... a vida... veio de Deus, e que... a principal explicação científica de como Ele o fizera era a teoria darwiniana da evolução. Eu não... via qualquer conflito com o ensino da Igreja.(12)

A evolução é matematicamente impossível

Em seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego], o zoólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, um destacado evolucionista, chama a biologia de "o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com algum propósito."(13) Sem dúvida! Uma célula, a menor unidade viva, chega a ter 100.000 moléculas, e 10.000 reações químicas interrelacionadas simultâneas. As células não podem ter surgido por acaso! Dawkins admite que cada célula contém, no seu núcleo, um banco de dados digitalmente codificado que é maior... do que a soma de todos os 30 volumes da Enciclopédia Britânica."(14) É impossível sequer imaginar a ínfima probabilidade do acaso criar uma enciclopédia de 30 volumes! E isso equivale apenas a uma célula – e há trilhões de células no corpo humano, milhares de tipos diferentes, operando em relacionamentos incrivelmente complexos e delicadamente equilibrados!

A probabilidade astronomicamente pequena torna a evolução matematicamente impossível. Hoyle calculou que a probabilidade da produção ocasional apenas das enzimas básicas para a produção da vida são de 1 sobre 1 seguido de 40.000 zeros. Em comparação, a chance de, por acaso, pegar um átomo específico em todo o universo seria de apenas 1 sobre 1 seguido de 80 zeros. Mesmo que cada átomo existente se tornasse outro universo, as chances de pegar um átomo qualquer em todos esses universos seria de apenas 1 sobre 1 seguido de 160 zeros. Uma chance em 1040.000 só para produzir as enzimas básicas! Mas as enzimas realizam coisas notáveis, e esse fato complica ainda mais o problema da evolução com essas chances infinitamente pequenas.

Por que razão o sangue só coagula no ponto de sangramento e não dentro das veias e artérias? E por que pára quando cessa o sangramento? Imagine os bilhões de animais que teriam sangrado até morrer, ou teriam morrido por uma coagulação inadequada antes que esse processo incrível tivesse sido aperfeiçoado por mero acaso! O sistema imunológico é ainda mais surpreendente, diz Behe. "A complexidade do sistema garante o insucesso de qualquer explicação darwiniana..."(15) E assim acontece com centenas de outros sistemas que sustentam a vida. Lembre-se de que esses sistemas precisavam ser operacionais para serem úteis; não poderiam ter evoluído em estágios.

Em seu excelente livro, publicado em 1996, Darwin’s Black Box [A Caixa Preta de Darwin], Behe documenta a incompreensível complexidade da vida em seu nível químico celular mais básico – uma complexidade inimaginável para Darwin. Behe, que afirma que a evolução "deveria ser banida",(16) demole a teoria darwiniana oferecendo múltiplos exemplos, no nível bioquímico, de elementos "irredutivelmente complexos" intrincadamente planejados, que nunca poderiam ter evoluído:

[A evolução] não pode explicar a origem das complexas estruturas bioquímicas que sustentam a vida. Sequer tenta explicar... A conclusão de um plano inteligente flui naturalmente dos próprios dados – não de livros sagrados nem de crenças sectárias.(17)

A evolução teísta contradiz a Bíblia

Em apoio ao papa, Donald Devine escreve: "O homem pré-humano aparentemente existiu por milhões de anos... Isso não é uma refutação da Bíblia, mas uma confirmação – pois indica que foi preciso que Deus soprasse nele uma alma antes que o homem pudesse ser homem."(18) Pelo contrário! A evolução teísta, que exige ancestrais pré-humanos para o homem (para os quais nenhuma evidência jamais foi encontrada), não contradiz apenas o livro de Gênesis, mas toda a Bíblia.

Moisés afirma que Deus formou Adão "do pó da terra", e que depois formou Eva a partir de uma de suas costelas (Gn 2.7, 18-22). Ancestrais pré-humanos não podem ser reconciliados com o relato autenticado por Jesus: "Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mt 19.4-5). Cristo confirma o relato de Gênesis ao citá-lo em Seu ensino. Paulo também atesta a veracidade do relato ao declarar que "primeiro foi formado Adão, e depois Eva" (1 Tm 2.13-14 – ver também 1 Co 15.22, 45; Judas 14). Eles não eram um par de criaturas pré-humanas nas quais Deus infundiu almas humanas.

Além disso, Paulo afirmou que o pecado entrou no mundo por meio de Adão, e pelo pecado a morte (Rm 5.12). Se Adão e Eva tivessem tido ancestrais que viveram e morreram por milhares (ou milhões) de anos de evolução até que Deus os humanizasse, a morte teria operado na terra antes que Adão pecasse – uma contradição clara do relato de Gênesis, do ensino de Cristo, da pregação de Paulo e do Evangelho. O cardeal de Nova Iorque, John O’Connor, diz que Adão e Eva podem ter sido "animais inferiores".(19)

Evolução – uma artimanha satânica

A evolução, "a mais gorda das vacas sagradas",(20) tem sido uma poderosa ferramenta de Satanás para convencer milhões de pessoas de que a Bíblia não é digna de confiança. Como afirmou Phillip Johnson, professor de direito em Berkeley: "O único propósito da história evolucionista darwiniana é... demonstrar que não é necessária a existência prévia de um ser inteligente...[para] haver a criação."(21) Johnson causou um choque no mundo acadêmico em 1991 ao lançar seu livro Darwin on Trial [Darwin no Banco nos Réus]. Com a precisão de um promotor, ele destruiu o darwinismo e acusou os evolucionistas de terem "abandonado o relato verdadeiro e preciso com o qual a ciência estava tradicionalmente compromissada, no seu zelo por extirpar e descartar a religião..."(22)

A evolução teria preenchido o registro fóssil de bilhões de criaturas intermediárias, e no entanto nem um sequer desses "elos perdidos" foi encontrado! Imagine a quantidade necessária de restos mortais desses milhões de pequenos incrementos evolutivos ao longo de milhões de anos para a passagem de guelras a pulmões, de pernas dianteiras para asas, para produzir estômagos e sistemas digestivos, olhos, rins, cérebros e sistemas nervosos que se estendessem por todo o corpo, a corrente sanguínea, o esperma e o óvulo dos mamíferos, o ovo e sua casca para os répteis e pássaros, etc. A impossibilidade aumenta geometricamente, pois cada um desses sistemas é incrivelmente complexo e não poderia evoluir gradativamente, mas precisaria ser funcional para sustentar a vida e ajudar na "sobrevivência" – como seria o caso, por exemplo, do sofisticado sistema de radar dos morcegos.

Quantos milhões de andorinhas do Ártico morreram afogadas antes que a primeira "aprendesse", por acaso, a navegação aérea sobre milhares de quilômetros de oceano? Quantos salmões se perderam e jamais conseguiram chegar ao riacho em que haviam nascido para desovar antes que essa estranha capacidade fosse desenvolvida? Quantas aranhas morreram de fome antes que o fantástico mecanismo de criação de teias tivesse, por acaso, surgido – e quem teria ensinado as aranhas a usar tal recurso? Quantos ovos de toda espécie de ave apodreceram antes que surgisse o instinto de chocá-los? Como foi aprendido e transmitido? Há incontáveis impossibilidades para o acaso.

A preocupação atual com as "espécies ameaçadas" contradiz Darwin. A evolução elimina os incapazes. É impossível crer na evolução e trabalhar em prol da preservação ecológica das espécies. Como o produto final da evolução, o homem deveria, sem misericórdia, eliminar todos os rivais na luta pela sobrevivência. As contradições são intermináveis.

Em seu último livro, Reason in the Balance [A Razão na Balança], Phillip Johnson argumenta que somente a criação divina pode explicar a consciência moral do homem. A natureza não tem moral. O senso ético e moral do homem desaprova a evolução. Se a evolução fosse verdadeira, deveríamos fechar os hospitais, parar a produção de remédios e permitir que os doentes e os fracos morressem. É impossível reconciliar bondade e compaixão com a sobrevivência dos mais capazes.

No entanto, o homem é compelido por consciência e compaixão, prova de que é feito à imagem de um Deus santo e amoroso. Ao rejeitar a massacrante evidência de propósito no mundo que o cerca (Rm 1.18-32), e por recusar-se a obedecer às leis de Deus gravadas em sua consciência (Rm 2.14-15), o homem tornou-se vítima de seu próprio ego e de toda sorte de males. Apesar disso, Deus ama o homem, e em amor e graça veio a esta terra pelo nascimento virginal para que, como o Homem perfeito, sem pecado, pudesse morrer em nosso lugar, pagando a penalidade infinita que a Sua própria justiça exigia pelo pecado. É apenas com base nisso – o pleno pagamento da penalidade do pecado, efetuado por Cristo, e a aceitação desse pagamento por parte do homem – que este pode se tornar uma nova criatura em Cristo. Vamos permanecer leais a esse Evangelho de Jesus Cristo e à Palavra de Deus que o declara; e vamos lutar com determinação contra toda tentativa de diluir, perverter ou comprometer a verdade de Deus. (TBC 2/97, traduzido por Carlos Osvaldo Pinto)

Notas:

  1. Papa João Paulo II, "Mensagem à Pontifícia Academia de Ciências", L’Osservatore Romano (30 de outubro de 1996), 3.7.
  2. Frei Edward Daschbach, S.V.D., "Catholics and Creationism", Visitor (21 de outubro de 1984), 3.
  3. Vaticano II, Vatican Council II, Divine Revelation (edição parafraseada da organização Knights of Columbus), III.I 1e.
  4. The American Atheist (1978), 19, conforme citado em The Christian News (11 de novembro de 1996), 15.
  5. Daschbach, loc. cit.
  6. New Catholic Encyclopedia, vol. 5 (McGraw-Hill, 1967), 689.
  7. George W. Cornell, "Scientist calls Darwin evolution theory absurd", Times-Advocate, 10 de dezembro de 1982, A10.
  8. Wolfgang Smith, Teilhard and the New Religion (Tan Books, 1988), 242.
  9. Thomas E. Woodward, "Doubts About Darwin", Moody Monthly (setembro de 1988), 20.
  10. The Times Picayune (Flórida, 25 de outubro de 1996), A-30.
  11. Stephen F. Smith, "Is Darwinism a Religion?", The Catholic World Report (dezembro de 1996), 50.
  12. William Bole, "Of Biochemistry and Belief", Our Sunday Visitor (1 de dezembro de 1996), 6.
  13. Richard Dawkins, The Blind Watchmaker (England: Longman, 1986), 1.
  14. Dawkins, op. cit., 18.
  15. Michael J. Behe, Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution (The Free Press, 1996), 139.
  16. Ibid., 186.
  17. Ibid., 192-93. 18. Donald Devine, Human Events (13 de dezembro de 1996), 19.
  18. Los Angeles Times (30 de novembro de 1996), B13.
  19. Doug Bandow, "Fossils and Fallacies", National Review (29 de abril de 1991), 47.
  20. Russell Schoch, "The Evolution of a Creationist", California Monthly (novembro de 1991), 22.
  21. The Catholic World Report (dezembro de 1996), 50.
Fonte: Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 1998.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um Novo Jesus?

O Apóstolo Paulo já havia dito que temia que os cristãos de Corinto fossem separados da simplicidade que há em Jesus Cristo, dando ouvidos à Serpente, aceitando outro Jesus, um falso, despido de glória, nem humano, nem Deus. Desde o Schweitzer e Seminário Jesus, a busca pelo "Jesus Histórico", o homem comum (que era) que viveu em Nazaré, sem poder algum, sem divindade, enfim, um pecador, parece-me que apenas os "Eruditos" o encontraram. O artigo abaixo, de Dave Hunt, trata desta questão. Não deixem de ler e comentar.
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JESUS E OS ERUDITOS

Atualmente estão em voga nos EUA (com reflexos para quase todo o mundo – N.R.) conferências e programas de TV amplamente divulgados onde "especialistas" alegam estar examinando as evidências para descobrirem quem Jesus realmente era. No programa de entrevistas Larry King Live foi debatido há algum tempo o tema "Quem é Jesus?" Pouco antes, Peter Jennings apresentou um outro especial com o título "Em Busca de Jesus".

As universidades americanas também vêm se envolvendo no assunto há alguns anos. Um simpósio chamado "Jesus em 2000" foi realizado na Universidade Estadual do Oregon e transmitido ao vivo para todos os Estados Unidos, com o objetivo de "explorar o que os especialistas têm a dizer sobre o homem descrito como místico, curandeiro e Filho de Deus". Segundo a publicidade feita, os debatedores eram "seis dos mais renomados eruditos em religião do mundo..." Essa mesma universidade também produziu um programa para o qual convidou outros "eruditos" para oferecerem uma "nova imagem de Deus para o século XXI" – como se Deus fosse um mito que criamos para nos dar uma falsa sensação de conforto e como se o homem precisasse de um novo "deus" que tenha um apelo mais moderno.


Uma Revelação Especial Para os Eruditos?

É possível sentirmos que há um certo elitismo na implicação de que os eruditos são capazes de conhecer Jesus melhor do que nós, que não temos as mesmas "qualificações". Por acaso Deus é parcial e se revela de modo diferente para os que tiveram acesso à educação superior? Esses "especialistas" nunca são apresentados como servos humildes de Cristo, que conhecem o Senhor e estão vivendo em obediência à Sua Palavra. Ao invés disso, a ênfase recai sobre sua formação acadêmica. Seus títulos de PhD são usados como uma espécie de "permissão especial" para revisar, aviltar, contradizer e questionar a Palavra de Deus.

O Senhor não se impressiona com as credenciais acadêmicas deste mundo. Como é trágico quando a Igreja chega ao ponto de valorizar tanto a sabedoria mundana que as escolas cristãs, e até os seminários, acabam comprometendo a verdade para poderem receber algum crédito dos inimigos da cruz. Os critérios usados por Deus são bastante distintos.

Enquanto no meio secular um alto nível de escolaridade pode ser algo benéfico, isso não tem relação alguma com se conhecer, obedecer e agradar ao Senhor. Abraão, que foi chamado "amigo de Deus" (Tg 2.23), não era um erudito. Na verdade, a sabedoria deste mundo é um empecilho para se conhecer a Deus e as coisas reveladas pelo Espírito Santo. Paulo escreveu: "...aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação ...nós pregamos a Cristo crucificado ...loucura para os gentios ...Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus ...a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus" (1 Co 1.19-29; 3.19).

Jesus disse: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). "Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado" (Lc 10.21). Tudo aquilo que caracteriza os "eruditos de boa formação" opõe-se à atitude que devemos ter em nossa humilde caminhada com o Senhor.

Deus declara: "habito... com o contrito e abatido de espírito... eis para quem olharei: para o pobre [humilde] ...que treme da minha palavra" (Is 57.15; 66.2). Mas os "eruditos da Bíblia", como os do Jesus Seminar (um grupo de teólogos liberais formado nos EUA para discutir a veracidade das palavras de Jesus nos Evangelhos – N.T.), entre outros aos quais a mídia recorre devido ao seu suposto conhecimento de Deus e de Cristo, estão muito longe de tremer diante da Palavra de Deus. Quando são solicitados a dar sua opinião sobre Deus e Cristo, eles colocam a si mesmos como juízes da Bíblia, como se tivessem autoridade para destrinchá-la.

Durante esse processo eles violam o bom-senso, tentando impor suas idéias pré-concebidas na sua leitura do texto bíblico. O que esses eruditos fazem nunca seria aceito num tribunal de justiça. Apesar de terem nascido mais de 1900 anos depois da ocorrência dos fatos, eles têm a audácia de contradizer os relatos das testemunhas oculares – mas mesmo assim milhões de pessoas os levam a sério, fazendo-os se sentirem capazes de reinventar a história e o passado. Ao contemplar tal situação, lembro-me da expressão satírica que era sussurrada nos tempos da Cortina de Ferro: "A União Soviética é o único país com um passado imprevisível".

Um Deus Sem Poder

Caso esses "experts" realmente acreditem em um deus, ele não faz milagres. Por isso eles dizem que o Mar Vermelho não poderia se abrir para que os israelitas atravessassem em terra seca, que as muralhas de Jericó não poderiam ter caído como relatou Josué (que estava lá e viu aquilo acontecer), que Jesus não poderia ter literalmente caminhado sobre a água, curado os doentes, ressuscitado pessoas, alimentado 5.000 com alguns pães e peixes, morrido por nossos pecados e ressurgido dentre os mortos (deve haver alguma outra explicação para a sepultura vazia!). Tal incredulidade é televisionada para o mundo inteiro como sendo a verdade, enquanto aqueles que podem provar a veracidade da Bíblia raramente têm oportunidade de expressar suas opiniões. Como resultado, milhões de pessoas passam a acreditar que a Bíblia é uma coleção de mitos, como afirmam os apresentadores de TV.

Esses simpósios altamente prestigiados, transmitidos pelo rádio, pela televisão e divulgados na mídia impressa, exploram novas idéias sobre Deus e Cristo para o homem moderno. Considerando o grande entusiasmo com que a série de livros sobre Harry Potter foi recebida, os eruditos parecem estar em sintonia com o tempo em que vivemos. Um novo mito, aceitável por todos, poderia dar sustentação a uma nova religião mundial que unificaria o mundo – algo que Jesus não tentou fazer. Cristo não veio para "dar paz à terra... antes, divisão" (Lc 12.51).

A Religião da Unificação

Os povos da terra, entretanto, querem um homem que seja capaz de trazer paz e unidade. Quem conseguiria tal feito senão o Anticristo, como a Bíblia prevê? Jesus disse aos judeus: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis" (Jo 5.43). Essas conferências conduzidas por "especialistas em Bíblia" e os especiais exibidos pelas emissoras de TV servirão apenas para preparar o mundo para o "homem da iniqüidade".

A Influência do Cristianismo

Numa discussão realizada na internet depois de um programa de tom humanista e cético apresentado na TV, alguém perguntou: "Por que os rabinos e as autoridades romanas não mostraram o corpo de Jesus, se Ele continuava morto?" O apresentador respondeu: "Eu confesso que esse assunto é muito complicado de entender..." Mas esse é o cerne do cristianismo! Como um programa de TV poderia hipoteticamente falar sobre Jesus e minimizar a ressurreição? O apresentador enfatizou o impacto positivo que Jesus, Seus exemplos e ensinamentos tiveram sobre o mundo. Porém, se os primeiros seguidores de Jesus Cristo eram mentirosos e tentaram fazer com que um homem que estava morto parecesse estar vivo, que tipo de influência é essa? Ele tratou do assunto com evasivas, dizendo: "a questão da ressurreição talvez seja a mais delicada de todas elas".

O mesmo apresentador afirmou que quase todos os entrevistados em seu programa eram cristãos. O título de "cristão" foi usado apenas para designar os discípulos de Cristo (At 11.26). Para ser um cristão a pessoa precisa ser um discípulo/seguidor de Cristo, crer nEle e obedecer aos Seus ensinamentos. Os eruditos alegam que o Novo Testamento não é preciso, portanto, não podemos ter certeza de quem Jesus realmente era, o que Ele fez e o que ensinou. Se esse é o caso, usar o título de "cristão" é tanto falso quanto tolice. Como uma pessoa pode ser um seguidor de alguém sobre o qual não há um registro preciso de quem era, do que disse e o que fez?

O apresentador ainda afirmou que a "busca por Jesus" foi "uma das experiências mais enriquecedoras de minha vida como jornalista... quando tive a oportunidade de ir em busca daquilo que é possível saber sobre Jesus, o homem". Mesmo assim essa "busca" substituiu os registros de testemunhas oculares por meras especulações. Perguntado por que acreditava que os Evangelhos foram escritos numa data posterior, o jornalista respondeu: "Baseamo-nos nos historiadores e eruditos". Não, ele se baseou em alguns "especialistas" que não acreditam na veracidade da Bíblia, ignorando multidões de outros que são igualmente qualificados e poderiam provar que ela é verdadeira.

Abordagem Tendenciosa

Ele também foi questionado sobre o porquê de seu programa ter sido "tão tendencioso em favorecer aqueles que rejeitam a precisão histórica da narrativa nos Evangelhos" (até mesmo o padre católico presente era cético quanto a isso) e por que apresentou mais especulações do que fatos". Sua resposta foi: "para aqueles que interpretam os Evangelhos literalmente... o que existe de mais poderoso neles é precisamente o fato de que, por exemplo, a narrativa do nascimento de Jesus... comprova as profecias e mostra que ele era o Messias". Mas ele nunca explicou porque ignorou essa prova na TV.

Um dos especialistas convidados (John Dominic Crossan, "o mais famoso especialista em Jesus do mundo" e co-fundador do Jesus Seminar) foi perguntado porque o programa "não teve a presença de mais eruditos conservadores". Ele desculpou-se, dizendo que: "nós sempre damos ouvidos ao outro lado [o conservador]". Isso não é verdade, pois escutamos muito mais o lado dele, que afirma que os Evangelhos são "uma história cheia de metáforas e não um evento histórico" e que os primeiros cristãos "não permitiram que a morte [de Cristo] desse fim ao seu movimento... mas insistiram [falsamente] que Deus havia vindicado a Jesus ao ressuscitá-lo dos mortos".

Crossan foi perguntado porque não deu atenção ao encontro do Cristo ressurreto com Saulo de Tarso, que levou à conversão deste, fazendo com que deixasse de ser um perseguidor da Igreja e se tornasse seu principal apóstolo. Ele tentou responder essa pergunta evasivamente, admitindo que os eruditos do Jesus Seminar não têm uma opinião unânime e que suas conclusões foram decididas por votação. É isso que eles chamam de "erudição"?

O ceticismo é válido apenas para evitar que uma pessoa seja enganada por uma fraude. As seitas crescem apenas porque as multidões estão dispostas a seguir um líder religioso autoritário (apesar de seus ensinos e profecias falsos que contradizem diretamente o que a Bíblia ensina). Pessoas como Joseph Smith, Mary Baker Eddy, as Testemunhas de Jeová, o papa ou Maomé, e qualquer um que diga ser o único detentor da verdade, são exemplos disso. Contudo, qualquer pessoa racional deveria exigir evidências sólidas antes de confiar o seu destino eterno a uma crença religiosa.

A Supremacia da Bíblia

A Bíblia prova sua validade com fatos e eventos reais da história que foram profetizados milhares de anos antes de ocorrerem, um cumprimento que o mundo pôde testemunhar. O mesmo não pode ser dito do Corão, dos Vedas hindus, das palavras de Buda ou Confúcio, do Livro de Mórmon ou de qualquer outro escrito religioso. Irvin H. Linton expressou isso em seu livro A Lawyer Examines the Bible (Um Advogado Examina a Bíblia): "duvidar não é pecado, mas satisfazer-se em continuar tendo dúvidas enquanto Deus providenciou ‘tantas provas infalíveis’ para solucioná-las, é [pecado]..."

Esses eruditos dão a impressão de que nenhuma pessoa, com um mínimo de inteligência, pode crer na Bíblia. Pelo contrário, muitos dos maiores intelectuais da história (alguns dos quais fariam os "experts" de hoje parecerem tolos) afirmaram que a Bíblia oferece provas concretas de tudo aquilo que afirma. Foi o que testemunhou Daniel Webster, que certamente pode ser considerado uma das mentes mais brilhantes dos últimos séculos: ele cria no nascimento virginal de Jesus, em Sua divindade, em Seus milagres, na Sua morte vicária pelos nossos pecados e em Sua ressurreição.

Ninguém é mais capacitado a examinar as evidências do que aqueles que exercem profissões relacionadas com a lei e os aspectos legais – e a maioria dos mais famosos advogados, juízes e criminologistas humildemente reconheceu que a Palavra de Deus é verdadeira, dando testemunho de fé em Jesus Cristo, baseando-se nas evidências que eles próprios examinaram criticamente. Entre eles estava Sir Robert Anderson, chefe da Divisão de Investigações da Scotland Yard. É inegável que ele foi um dos maiores investigadores de todos os tempos. Os livros que escreveu tornaram-se clássicos, especialmente The Coming Prince (O Príncipe Vindouro). Essa obra prova que Cristo cumpriu a incrível profecia de Daniel 9, que descrevia o dia em que o Messias entraria em Jerusalém montado num jumentinho e seria exaltado, mas quatro dias depois seria crucificado. Seu outro livro, Daniel in the Critics’ Den (Daniel na Cova dos Críticos), confronta as tentativas dos críticos em desacreditar as profecias do livro de Daniel que validam a Bíblia.

Lord Caldecote, ministro da Justiça da Inglaterra, declarou: "...o Novo Testamento... daria um caso tremendo... se considerarmos apenas as evidências, pois os fatos nele contidos... [incluem] a ressurreição..." Lord Lyndhurst, um dos maiores conhecedores de legislação da Inglaterra, disse: "Eu sei muito bem o que é uma evidência e posso assegurar que as evidências da ressurreição permanecem inquestionáveis até hoje". O professor Thomas Arnold, um renomado historiador inglês, afirmou: "Não conheço outro fato na história da humanidade que possa ser comprovado com qualquer evidência maior e melhor... do que Cristo ter morrido e ressuscitado dentre os mortos".

Da mesma forma, Simon Greenleaf, co-fundador da Escola de Direito de Harvard (que foi "a maior autoridade nas cortes americanas", de acordo com Fuller, presidente da Suprema Corte de Justiça dos EUA), depois de examinar exaustivamente as evidências, aceitou Jesus como Salvador. Greenleaf escreveu Testimony of the Evangelists (Testemunho dos Evangelistas), no qual declara que a Bíblia pode ser submetida a qualquer teste de evidências que poderia ser exigido numa corte de justiça e desafia seus companheiros especialistas em Direito a examiná-la de maneira honesta.

Mártires da Verdade

Muitos religiosos zelosos morreram como mártires – mas o martírio dos apóstolos foi único. Eles não morreram apenas por seu amor e lealdade a Cristo, mas por testificar dos fatos que são a base do cristianismo: o nascimento virginal de Cristo, Sua divindade, Seus milagres, Sua vida sem pecado, Sua morte pelos nossos pecados e Sua ressurreição. Ninguém é tolo o bastante para morrer por aquilo que sabe ser uma mentira. Todos os apóstolos tiveram mortes horríveis, mas nenhum deles pediu para ser poupado da pena negando seu testemunho sobre Cristo.

Poderíamos citar ainda uma multidão dos mais eminentes eruditos, cientistas, historiadores e advogados que confirmaram as declarações citadas ao afirmar, baseados num exame minucioso, que cada uma das palavras da Bíblia é verdadeira. Por que os especiais de TV, filmes, conferências e simpósios que procuram "o Jesus histórico", não chamam essas testemunhas para mostrar as inegáveis evidências da veracidade da Bíblia? Será que eles realmente estão preocupados com a verdade?

A Importância da Ressurreição

Paulo argumentou corretamente que, se Cristo não ressuscitou dentre os mortos, ele e os outros apóstolos eram mentirosos. Esses supostos "eruditos" estão afirmando que os apóstolos eram mentirosos, mas que aquilo que ensinavam com sua mentira era tão bom que mudou o mundo para melhor. Isso não faz sentido. Como podem mentiras ser o fundamento para a maior influência positiva na história?

Sim, "a maior história de todo os tempos" é totalmente verdadeira. Devemos nos convencer disso não só emocionalmente, mas também baseados na sólida evidência que Deus graciosamente nos deu em Sua Palavra. Nós, como verdadeiros discípulos de Cristo, temos a obrigação de ensinar isso em nossas igrejas, escolas e lares. Precisamos também usar essas evidências em nossa proclamação do Evangelho, oferecendo àqueles que ganhamos para Cristo uma base sólida para a fé. É necessário que "examinemos as Escrituras" todos os dias, para crescermos em Sua graça, no amor e no conhecimento de Sua Palavra, comunicando, no poder do Espírito Santo, essa inegável verdade aos outros.

Fonte: Chamada

Vinte Fatos Sobre Israel e o Oriente Médio

Estes 20 pontos servem como uma boa introdução para os que buscam entender o contexto histórico do conflito no Oriente Médio.

A atenção de todo o mundo está voltada para o Oriente Médio. Todos os dias somos confrontados com imagens de carnificina e destruição. Será possível entender tamanha violência? Sim, mas apenas se analisarmos a situação estando firmemente alicerçados nos fatos básicos relacionados, que muitas vezes são esquecidos, se é que chegamos a tomar conhecimento deles. Listaremos aqui 20 fatos que pensamos ser úteis para um entendimento maior da situação atual, mostrando como as coisas chegaram ao ponto em que se encontram e como uma solução poderia ser alcançada.

As Raízes do Conflito

1. Quando as Nações Unidas propuseram o estabelecimento de dois Estados naquela região – um árabe e outro judeu – os judeus aceitaram a proposta e declararam sua independência em 1948. O Estado judeu tem apenas 1/6 de 1% da extensão do que é conhecido como "mundo árabe". Os países árabes, no entanto, rejeitaram a proposta das Nações Unidas e desde então têm lutado contra Israel constantemente, através de conflitos militares abertos, de guerras de atrito e de ataques terroristas. Em 1948, as forças armadas de cinco nações árabes invadiram Israel numa tentativa de erradicá-lo. Jamal Husseini, do "Alto Comitê Árabe", falou por muitos árabes ao jurar "encharcar o solo de nossa amada nação com a última gota de nosso sangue".

2. A Organização pela Libertação da Palestina (OLP) foi fundada em 1964 – três anos antes de Israel controlar a Margem Ocidental do Jordão (a Cisjordânia) e Gaza. O propósito declarado da OLP era exterminar o Estado de Israel através da luta armada. Ahoje o site da Autoridade Palestina (AP) de Yasser Arafat afirma que toda a extensão de Israel é território "ocupado". É impossível conciliar essa posição com as declarações da OLP e da AP diante de audiências ocidentais, em que afirmam que a origem do conflito é a ocupação israelense da Margem Ocidental e de Gaza.

3. A Margem Ocidental e Gaza (controladas, respectivamente, pela Jordânia e pelo Egito de 1948 a 1967) passaram para o controle israelense durante a "Guerra dos Seis Dias" em 1967, que teve início quando o Egito fechou o Estreito de Tiran e os exércitos árabes ultrapassaram as fronteiras de Israel para invadir e tentar acabar com o Estado judeu. É importante destacar que durante os 19 anos em que exerceram domínio sobre aquela região, nem a Jordânia, nem o Egito fizeram qualquer esforço para estabelecer um Estado Palestino naquelas terras. Pouco antes das nações árabes iniciarem a guerra contra o Estado de Israel em 1967, Hafez Assad, o então ministro da Defesa da Síria (posteriormente presidente), declarou: "Agora nossas forças estão inteiramente preparadas... para iniciar a libertação e explodir a presença sionista em nossa pátria árabe... chegou a hora de iniciar a batalha de aniquilação". Na véspera da guerra de 1967, o presidente egípcio Gamal Nasser disse: "Nosso objetivo básico é a destruição de Israel".

4. Devido ao seu ódio por Israel, muitos líderes da causa palestina têm apoiado os inimigos dos EUA. O grão-mufti de Jerusalém aliou-se a Adolf Hitler durante a II Guerra Mundial. Yasser Arafat, líder da OLP e presidente da AP, repetidamente atacou e matou cidadãos americanos. Em 1973, Arafat ordenou a execução de Cleo Noel, o embaixador americano no Sudão. Sabe-se que durante a Guerra Fria Yasser Arafat tinha ligações muito fortes com a União Soviética e outros países inimigos dos Estados Unidos. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, Arafat uniu-se a Saddam Hussein, que declarou ser "o defensor da nação árabe, dos muçulmanos e de todos os homens livres".

5. Na verdade, Israel devolveu a maior parte das terras que invadiu durante a guerra de 1967. Logo após o término da guerra, Israel ofereceu a devolução de todo o território ocupado em troca de paz e de relações normais, mas sua oferta foi rejeitada. Como resultado dos acordos firmados em Camp David em 1978 – quando o Egito reconheceu o direito da existência de Israel e as relações diplomáticas foram estabelecidas entre os dois países – Israel devolveu o deserto do Sinai, uma região três vezes maior que o Estado de Israel e que representava 91% dos territórios tomados por Israel durante a guerra de 1967.

6. No ano 2000, durante as negociações por uma paz consistente e durável, Israel se dispôs a devolver a Yasser Arafat a maior parte dos territórios que ainda mantinha sob controle. Mas a proposta foi rejeitada quando o líder da OLP abandonou Camp David e deu início aos conflitos que perduram até hoje.

7. Arafat sempre deixou claro quais eram os seus planos – ao menos quando se expressava em árabe. No mesmo dia em que assinou os acordos de Oslo em 1993 – quando prometeu abdicar do terrorismo e reconhecer Israel – ele dirigiu-se ao povo palestino pela TV jordaniana, dizendo abertamente que havia dado o primeiro passo "do plano de 1974". Essa foi uma referência velada ao "plano de fases", segundo o qual qualquer obtenção territorial era aceitável como uma maneira de se atingir o alvo final: a destruição de Israel.

8. Faisal al-Husseini (recentemente falecido), um dos principais porta-vozes dos palestinos, declarou o mesmo em 2001, quando afirmou que a Margem Ocidental e Gaza representavam apenas "22% da Palestina" e que o processo de Oslo era um "cavalo de Tróia". Ele explicou: "Quando pedimos às forças e facções palestinas que vejam o acordo de Oslo e outros semelhantes como procedimentos ‘temporários’, ou objetivos de uma fase, queremos dizer que estamos enganando os judeus e preparando uma emboscada para eles". Ele acrescentou: "Nosso alvo é a libertação da Palestina desde o rio [Jordão] até o mar [Mediterrâneo]", ou seja, todo o território de Israel.

9. Até hoje, a facção Fatah da OLP (a ala "moderada" da organização, que foi fundada e é controlada pelo próprio Arafat) tem como emblema um mapa do território completo de Israel com a imagem de dois fuzis cruzados e uma granada sobrepostos a ele. Isso mostra que não são verdadeiras as afirmações de que Arafat deseja apenas a Margem Ocidental e Gaza.

10. Mesmo que críticas a Israel não sejam necessariamente sinais de "anti-semitismo", devemos lembrar que a imprensa do Oriente Médio está, sem dúvida, dominada por idéias anti-semitas. Há mais de 15 anos atrás, o erudito Bernard Lewis destacou: "A demonização dos judeus [na literatura árabe] vai muito além do que é apresentado na literatura ocidental, com exceção da Alemanha durante o nazismo". Desde que ele fez tal declaração, e durante todos esses anos de "processo de paz", as coisas somente pioraram. A maneira de retratar os judeus na mídia árabe é semelhante ao que se fazia na Alemanha nazista e os libelos de sangue da Idade Média – incluindo alegações de que os judeus usam o sangue de cristãos e muçulmanos para preparar sua comida típica durante os feriados religiosos – têm sido divulgados rotineiramente com destaque. Um exemplo foi um sermão transmitido pelo canal de TV da Autoridade Palestina, em que o xeque Ahmad Halabaya declarou: "Eles [os judeus] devem ser mortos e destroçados, como disse o todo-poderoso Alá: ‘Combata-os: Alá irá torturá-los através de suas mãos’. Não tenha piedade dos judeus, não importa onde eles estejam, em qualquer país. Combata-os, onde quer que você esteja. Quando encontrá-los, mate-os".

11. Mais de 3/4 dos palestinos aprovam a ação dos homens-bomba suicidas – uma estatística aterradora, mas pouco surpreendente à luz do que já relatamos.

O Estado de Israel

12. Existem 21 países árabes no Oriente Médio e apenas um Estado judeu: Israel, que também é a única democracia naquela região.

13. Israel é o único país daquela região que permite a cidadãos de todas as crenças praticarem sua religião livre e publicamente. Vinte por cento dos cidadãos israelenses não são judeus.

14. Enquanto os judeus não podem viver em muitos países árabes, em Israel os árabes têm garantida a cidadania israelense e o direito de votar. Eles também podem ser eleitos como membros do Knesset (o Parlamento de Israel). Na verdade, muitos árabes já foram democraticamente eleitos e desempenham suas funções parlamentares há anos. Os árabes que vivem em Israel têm mais direitos e mais liberdades que a maioria dos árabes que vivem nas nações árabes.

15. Israel é muito pequeno [tem aproximadamente o tamanho de Sergipe] e está cercado de nações que se opõem à sua existência. Algumas propostas de paz – incluindo a que foi feita recentemente pela Arábia Saudita – exigem a retirada de toda a Margem Ocidental, o que deixaria o território israelense com menos de 15,5 km de largura em seu ponto mais vulnerável.

16. A resolução 242 das Nações Unidas (aprovada depois da guerra de 1967) é muito citada, mas na verdade não requer a retirada completa de Israel da Margem Ocidental. Conforme explicou o especialista em Direito Eugene Rostow: "A resolução 242, que eu, como subsecretário de Estado encarregado de questões políticas entre 1966 e 1969, ajudei a produzir, requer que seja feita a paz entre ambas as partes. Ela permite que Israel administre os territórios que ocupou em 1967 até que seja alcançada ‘uma paz justa e duradoura no Oriente Médio’. Quando essa paz for alcançada, Israel deve retirar suas forças armadas ‘de’ territórios que ocupou durante a Guerra dos Seis Dias – ela não diz ‘dos’ territórios ou de ‘todos’ os territórios, mas de alguns deles".

17. Israel, na verdade, já admitiu que os palestinos têm direitos legítimos de requerer os territórios em disputa e está disposto a negociar essa questão. Como já observamos, o primeiroministro israelense Ehud Barak ofereceu quase todos esses territórios a Arafat nas negociações em Camp David no ano 2000.

18. Apesar das alegações de que os assentamentos israelenses na Margem Ocidental são obstáculos para a paz, os judeus viveram ali durante séculos antes de serem massacrados ou expulsos pelos exércitos árabes invasores (em 1948-1949). Além disso, ao contrário da errônea idéia comumente aceita, os assentamentos israelenses – que perfazem menos de 2% dos territórios em questão – raras vezes desabrigaram habitantes palestinos.

19. A Margem Ocidental inclui alguns dos lugares mais importantes da história judaica. Entre eles estão Hebrom, Belém e Jericó. Na parte oriental de Jerusalém, muitas vezes chamada de "cidade árabe" ou "território ocupado", encontra-se o local mais sagrado do judaísmo [o Muro das Lamentações]. Enquanto esteve sob domínio dos árabes (entre 1948 e 1967), essa área era totalmente fechada para os judeus. Desde que Israel a controla, ela passou a ser acessível para pessoas de todas as religiões.

20. Por último, consideremos a exigência de que certos territórios do mundo muçulmano devem ser proibidos para os judeus. Ela equivale à proclamação de Hitler de que a Alemanha deveria ser "livre de judeus". Os árabes podem viver em liberdade e exercer sua cidadania sem restrições em qualquer parte de Israel. Por que os judeus devem ser proibidos de viver ou de possuir terras numa região como a Margem Ocidental, apenas porque a maioria dos que vivem ali são árabes?

Em suma, uma análise justa e equilibrada da situação no Oriente Médio revelará que apenas uma nação está bem acima das outras em seu respeito aos direitos humanos e à democracia, do mesmo modo que em seu compromisso com a paz e a segurança mútuas. Essa nação é Israel.

(extraído de www.empoweramerica.com - http://www.beth-shalom.com.br)

Fonte: Beth-Shalom (Casa da Paz)

O INIMIGO MORA AO LADO

Lá do mais movimentado blog de notícias políticas do país, o blog do Reinaldo Azevedo. Mais uma vez chamamos a atenção para o que se passa na América Latrina, digo, Latina: ditadores e projetos de ditadores tomam conta das partes baixas das américas. Tiranetes como Chávez, Lugo, o Índio, Correa e o Coma Andante (não morreu ainda???) Fidel e, por que não, o nosso projeto Lula, o amante das ditaduras. Do jeito que a situação vai, acho que tá chegando a hora de pedir arrego, mas, a quem? Só nos resta esperar os homens-bombas do Hezbollah, amparados pelo Tiranete Chapolim Colorado, concretizar seus planos.
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Jornal diz que Hezbollah teria bases na Venezuela com intenções de atacar até o Brasil

A Venezuela tornou-se uma base aliada do movimento xiita libanês Hezbollah, que pretende atacar países sul-americanos, inclusive o Brasil, publicou nesta quinta-feira o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”, um dos principais periódicos do país.

A publicação de Tel-Aviv, que cita uma fonte governamental do Estado israelense, afirma que, durante o governo do presidente Hugo Chávez, as relações com o grupo islâmico se estreitaram, de modo que existem até células do Hezbollah na Venezuela, pertencentes ao braço operativo da organização, usado para atentados no exterior e denominado “órgão de pesquisas especiais”.

De acordo com o jornal, os serviços secretos israelenses acreditam que o movimento xiita esteja trabalhando para atacar alvos israelenses na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru.

As ações teriam o objetivo de vingar a morte de um de seus líderes, Imad Mughnieh, que faleceu no ano passado em Damasco, na Síria. O Hezbollah, por sua parte, culpa Israel pela morte do dirigente.

O Yedioth Ahronoth ressalta que células da agrupação na América do Sul estão ativamente empenhadas em recolher informações para realizar os ataques, aproveitando a aproximação da Venezuela com o Irã para consolidar sua presença no continente.

O chamado órgão de pesquisas especiais era comandando por Mughnieh, que seria responsável, entre outros, pelos atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires.

A primeira ação diz respeito a um atentado a bomba contra a embaixada de Israel, que deixou 29 mortos. O outro alvo foi a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), onde morreram 85 pessoas.

No início do ano, a Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel, em repúdio à ofensiva realizada contra a Faixa de Gaza entre 27 de dezembro do ano passado e 18 de janeiro de 2009, que matou cerca 1.400 palestinos. No último mês, o governo do presidente venezuelano negou a existência de células do Hezbollah no país. As informações são da Ansa

Comento
Marco Aurélio Garcia, o mago das Relações Exteriores, diria que isso tudo é bobagem, gente! O Hezbolhah nos deixará em paz. Afinal, o Brasil considera que aquelas doces criaturas integram um movimento de resistência, não um grupo terrorista. Ou, agora, um grupo de resistência não pode mais praticar seqüestros e usar crianças como escudos humanos? Tenham paciência!

Ainda voltarei a este assunto: é bom lembrar que a Polícia Federal prendeu — e soltou — um membro da Al Qaeda no Brasil. O país não dispõe de uma lei para combater o terror. E o governo Lula não quer tal lei. Porque ela acabaria alcançando alguns de seus aliados internos.


Fonte: Reinaldo Azevedo

GOVERNO DE CUMPADRIO


Eis o que pensam "os de fora". Quando eu jogava xadrez, alguns jogadores viam as melhores jogadas. Tinhamos a impressão de que os que estavam de fora viam mais. De fato, pois, enquanto estávamos (eu e o outro jogador) sentados, os "outros" estavam de pé, vendo o tabuleiro de cima. É isto que acontece com o Economist. Ele está lá de cima (nós, cá embaixo, bem embaixo - e depois dos últimos acontecimentos, lá embaixo, na moral).
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Revista Economist cita fiasco da reunião da Unasul e ressalta dificuldade do Brasil para levar adiante agenda de integração do continente.

Ao contrário de Fernando Henrique Cardoso, que priorizava o relacionamento com os EUA e a Europa, Lula colocou ênfase nos laços com países do hemisfério sul. O atual governo duplicou o número de embaixadas na África, e levou o país a aderir ou mesmo a liderar a criação de novos blocos de países.

A Economist diz que Lula tem uma “queda” por Cuba, e que o antiamericanismo da política externa, apontado pelos críticos, vem principalmente de funcionários do Itamaraty — ministério no qual, segundo a revista britânica, o presidente brasileiro vem colocando quadros ultranacionalistas.

O convite de Hugo Chávez à Venezuela para integrar o Mercosul é classificado como “ingênuo” pela publicação, que lembra o fato de que a “diplomacia da generosidade” para com os governos de esquerda da América do Sul fez o Brasil pagar mais pelo gás boliviano e pelo excedente de energia da usina de Itaipu vendido pelo Paraguai.

Fonte: Opinião e Notícia