quarta-feira, 14 de abril de 2010

MORRE O EX-ATEU MAIS FAMOSO DO SÉCULO PASSADO

Antony Flew é, sem dúvida, o ex-ateu mais famoso desde o século passado. Em 2004 passou a abraçar uma forma de Teísmo (Deísta). Hoje de manhã recebi o link com a matéria. Assim que comecei a traduzir lá pelas 10h, o Eliel Vieira o traduziu. Um trabalho a menos; uma indicação a mais para o Apologia. Parabéns ao Eliel pela excelente tradução e contribuição. Abaixo o obtuário do Filósofo Antony Flew.
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Faleceu dia 8 de Abril, aos 87 anos, Professor Antony Flew – o filósofo racionalista que gastou a maior parte da sua vida negando a existência de Deus até que, em 2004, dramaticamente mudou sua mente.

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Flew sempre descreveu a si mesmo como um “ateu negativo”, declarando que “proposições teológicas não podem ser ou verificadas ou falsificadas pela experiência”, uma posição que ele expôs em seu clássico Theology and Falsification [Teologia e Falsificação] (1950). Honrosamente a mais citada publicação filosófica da segunda metade do século XX.

Ele argumentava que qualquer debate filosófico sobre Deus deve se dar com a pressuposição do ateísmo, deixando o ônus da prova para aqueles que acreditam que Deus existe. “Nós rejeitamos todos os sistemas sobrenaturais transcendentes, não porque nós examinamos exaustivamente cada um deles, mas porque não parece a nós existir qualquer boa evidência racional para postular alguma coisa atrás ou entre este universo natural”, ele disse. Uma chave principal de sua filosofia era o conceito socrático de “siga a evidência, para onde quer que ela conduza”.

Quando Flew revelou que havia chegado à conclusão de que afinal de contas Deus poderia existir, isto veio como uma bomba sobre seus seguidores ateístas, que há muito o consideravam como um de seus grandes representantes. Pior, ele parecia ter abandonado Platão por causa de Aristóteles, uma vez que foram duas das famosas “Cinco Vias” de Aquino para a existência de Deus – os argumentos do Desing e para o “Primeiro Motor” – que aparentemente encerraram a questão para Flew.

Após meses de busca espiritual, Flew concluiu que a pesquisa sobre o DNA “mostrou, em vista da complexidade quase inacreditável dos arranjos necessários para a produção de vida, que inteligência foi envolvida no processo”. Além disto, embora aceitasse a evolução darwiniana, ele sentiu que ela não podia explicar a origem da vida. “Fui convencido de que está simplesmente fora de questão a possibilidade de que a primeira matéria viva evoluiu de uma matéria morta e então se desenvolveu em uma criatura extraordinariamente complexa”, ele disse.

Flew então fez um vídeo sobre sua conversão, chamado Has Science Discovered God? [A Ciência Descobriu Deus?] e pareceu querer reparar seus erros passados: “Como as pessoas foram certamente influenciadas por mim, eu quero tentar corrigir o enorme dano que eu posso ter causado”, ele disse.

Mas os cristãos que estavam à espera de dar as boas vindas para o mais pródigo de todos os filhos pródigos ficaram decepcionados. A conversão de Flew não abraçou conceitos como o de Céu, bem e mal ou vida após a morte – e menos ainda intervenção divina nos assuntos humanos. Seu Deus era estritamente minimalista – muito diferente dos “monstros opressores orientais das religiões cristã e islâmica”, como ele gostava de chamá-los. Deus pode ter chamado sua criação à existência. Mas por que então ele se incomodaria? A esta questão, ao que parece, Flew não tinha resposta.

Antony Garrard Newton Flew nasceu em 11 de Fevereiro de 1923 e estudou na escola Kingswood, Bath. Seu pai, um ministro metodista, encorajou-o a tomar interesse sobre questões religiosas, mas ele perdeu qualquer fé religiosa que tinha aos 15 anos de idade.

Os estudos de Flew foram interrompidos pela explosão da guerra, na qual ele serviu na RAF Intelligence e posteriormente na Aeronáutica. Em 1942-43 ele estudou japonês na Escola de Estudos Orientais e Africanos de Londres.

Após a guerra ele se concentrou em Filosofia, ganhando um concurso e depois uma bolsa para o Colégio St John’s, Oxford. Ele se graduou com louvor e conquistou um prêmio da Universidade em Filosofia – o John Locke Scholarship in Mental Philosophy – em 1948. No ano seguinte ele foi indicado professor em Filosofia na Christ Church.

Como graduado, Flew se entusiasmou com a nova abordagem da análise lingüística para a Filosofia proposta por JL Austin e Gilbert Ryle e foi considerado um dos seus maiores defensores. Em 1955 ele editou Logic and Languages[Lógica e Linguagem], um influente clássico que popularizou esta nova abordagem.

Logo ele começou a abordar esta nova técnica às questões religiosas e, com Alasdair MacIntyre, editou New Essays in Philosophical Theology [Novos Ensaios em Teologia Filosófica] (1955). Em seu estudo da religião, Flew foi grandemente influenciado por David Hume, sobre quem ele se tornou uma autoridade. Seu livro Hume’s Philosophy of Belief [A Filosofia da Crença, de Hume] (1961) se tornou o estudo referencial sobre o livro Inquiry Concerning Human Understanding [Investigação Sobre o Entendimento Humano], de Hume.

O interesse de Flew era prolífico e abrangente, e ele aplicou sua abordagem da análise lingüística em estudos de psicanálise, física, ética, dentre outros tópicos.

Em Filosofia Política, Flew defendeu o liberalismo clássico contra as falácias do igualitarismo, argumentando que tanto o Socialismo como a Social Democracia são baseados em pressupostos sobre o mundo que são demonstradamente falsos.

Ele se tornou um forte crítico do filósofo de Havard John Rawls, que tentou conciliar liberdade e igualitarismo em seu aclamado pela crítica Theory of Justice [Teoria da Justiça]. Em Politics of Procrustes: Contradictions of Enforced Equality [Política de Procusto: Contradições da Igualdade Forçada] (1981), Flew rejeita a reivindicação de Rawls de que, uma vez que as pessoas não adquirem seus talentos naturais por meio do mérito moral, estes talentos estão então à disposição da “sociedade”. Qualidades morais, argumentou Flew, não são necessárias para nos permitir lucrar com nossas habilidades.

Em Sociology, Equality and Education [Sociologia, Igualdade e Educação] (1976), Flew atacou a influência maligna do igualitarismo ideológico na educação. Nos anos 1990 ele foi o autor de uma série de panfletos para o Instituto Adam Smith chamando o então governo conservador a retornar a uma seleção educacional, para aumentar a escolha dos pais, e a adotar um currículo mais desafiador para as crianças mais brilhantes.

Em 2002, se referindo à meta do governo trabalhista de conseguir mais filhos da classe trabalhadora na educação superior, ele observou que em 1969, quando o sistema de educação em gramática ainda funcionava, o ministro da educação Shirley Williams orgulhosamente alardeou que “cerca de 26% da população universitária e 35% dos estudantes de todas as instituições de ensino superior são de origem da classe trabalhadora”. Isto, ele apontou, era quase o dobro do resultado do segundo melhor país europeu, Suécia.

De Oxford, Flew começou a ensinar Filosofia Moral na Universidade de Aberdeeny antes de ser apontado Professor de Filosofia na Universidade de Keele em 1954. Em 1973 ele foi transferido para a Reading Universit, onde ele permaneceu até reforma de 1982. Posteriormente, ele trabalhou meio tempo por três anos como Professor de Filosofia na Universidade de York, Toronto.

Flew escreveu 23 livros de Filosofia, incluindo God and Philosophy [Deus e Filosofia] (1966), Evolutionary Ethics [Ética Evolucionista] (1967), An Introduction to Western Philosophy [Uma Introdução à Filosofia Ocidental] (1971), The Presumption of Atheism [A Pressuposição do Ateísmo] (1976), A Rational Animal [Um Animal Racional] (1978),Darwinian Evolution [Evolução Darwiniana] (1984), Atheistic Humanism [Humanismo Ateísta] (1993) e Philosophical Essays of Antony Flew [Ensaios Filosóficos de Antony Flew] (1997).

A mudança de visão de Flew sobre a existência de Deus foi ainda mais notável dado o grande volume de seus escritos na causa ateísta e também sua negação veemente em relação aos rumores circulados na internet em 2001 de que ele havia renunciado ao ateísmo. Sua resposta na época foi entitulada Sorry To Disappoint, but I’m Still an Atheist! [Desculpe Por Desapontá-los, Mas Eu Ainda Sou Ateu]. Em 2007, entretanto, ele publicou There is a God: How the World’s Most Notorious Atheist Changed his Mind [Um ateu garante: Deus Existe, lançado no Brasil pela Editora Ediouro].

Por várias vezes ele foi vice-presidente da Rationalist Press Association, presidente da Voluntary Euthanasia Society e membro da Academy of Humanism. Em acréscimo a estes postos acadêmicos permanentes, ele ocupou várias cadeiras como professor visitante em universidades ao redor do mundo.

Antony Flew se casou em 1952 com Annis Harty. E eles tiveram duas filhas.


Fonte: Telegraph via Apologia

sábado, 10 de abril de 2010

ORAÇÕES E DEVOCIONAIS DE JOÃO CALVINO

17
Boieiro e profeta
Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros
Am 7.14

Se Amós tivesse meramente negado que era profeta, provavelmente teria sido alijado do seu ofício magisterial por conta dessa declaração. Mas ele queria dizer que não era um profeta que ensinado na lei de Deus desde a infância para ser um intérprete da Escritura, e, por isso, afirmava também não ser discípulo de profeta; pois sabemos que, à época, existiam colégios para profetas, instituídos para que houvesse sempre alguma sementeira e não faltassem mestres bons e fiéis à Igreja de Deus. Amós afirma que não era um profeta dessa categoria, antes confessa ser iletrado, mas por isso obteve para si maior autoridade, já que o Senhor lançara mão dele, como que à força, e o pusera sobre o seu povo para o ensinar. Milagre maior foi Cristo ter escolhido primeiro homens rudes e ignorantes como seus apóstolos, e não Paulo e outros doutores da lei iguais a ele. Se no princípio Cristo tivesse selecionado discípulos assim, a autoridade dele pareceria menor, mas como ele preparara pelo seu Espírito aqueles que, contrariamente, eram indoutos, ficou ainda mais evidente que eles tinham sido enviados do alto.

Oração
Concede, ó Deus onipotente, já que dás liberdade assim tão frouxa a Satanás, a ponto de ele tentar, com toda espécie de astúcia, subverter os teus servos, — o concede que aqueles a quem enviaste, e também supriste do poder invencível do teu Espírito, perseverem até o final no cumprimento do ofício deles; e ainda que seus adversários os ataquem com maquinações e se lhes oponham com violência impudente, que eles não se desviem do rumo mas se consagrem totalmente a ti com prudência, e também coragem, perseverando assim em obediência contínua; e que também disperses toda obscuridade e armadilha espalhadas por Satanás para enganar os inexperientes, até que venha à tona a verdade, vencedora do maligno e do mundo inteiro, e surja o teu Filho, o Sol da Justiça, reunindo a todos a fim de que no seu reino de paz desfrutemos da vitória, que devemos conquistar diariamente nas nossas lutas constantes contra os inimigos do teu Filho unigênito. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 46 e 47
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

ORAÇÕES E DEVOCIONAIS DE JOÃO CALVINO

16
Uma exortação solene
Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.
Am 4.12

Esta passagem pode ser explicada de duas maneiras: como uma frase irônica, ou como uma simples e grave exortação ao arrependimento. Se a considerarmos ironicamente, o sentido seria: “Venham agora, encontrem-se comigo com toda a obstinação de vocês e com tudo o mais que lhes possa valer. Acaso conseguirão escapar da minha vingança opondo-se a mim, como têm feito até agora?”. E, por certo, ao denunciar o juízo final sobre o povo, é como se aqui o profeta quisesse tocar de propósito no âmago deles, quando diz: “Encontrem-se agora com o seu Deus e preparem-se”, quer dizer, “reúnam todas as energias, forças e auxiliares de vocês; apelem a tudo quanto esses recursos lhes oferecem”. Mas como no capítulo seguinte o profeta exorta novamente os israelitas ao arrependimento, e põe diante deles a esperança da graça, esse trecho deve ser tomado com outro sentido, como se o profeta dissesse: “Já que vocês se consideram culpados e parecem admitir que buscam subterfúgios inúteis, sendo totalmente incapazes de deter a mão do juiz de vocês, então procurem, pelo menos, ir ao encontro do seu Deus, antecipando-se à ruína iminente”. Os profetas, depois de ameaçarem o povo eleito de destruição, sempre amenizavam a aspereza da doutrina deles, visto que sempre havia um remanescente, embora oculto.

Oração
Concede, ó Deus onipotente, que assim como a tua palavra nos convida amorosamente a ti mesmo, que não te fechemos os nossos ouvidos, mas nos antecipemos à tua vara é à tua disciplina; e quando, em razão da estupidez e insensatez com as quais nos embriagamos, tu acrescentas as punições com que nos instas incisivamente ao arrependimento, ó concede que não continuemos completamente intratáveis, mas que ao final volvamos nosso coração ao teu serviço, submetendo-nos ao jugo da tua palavra, e aprendamos pelos castigos com que nos afligistes, e ainda afliges, de sorte que volvamos a ti, de fato e de coração, oferecendo-nos em sacrifício, para que nos governes conforme a tua vontade, e assim domines todos os nossos sentimentos pelo teu Espírito, para que durante toda a nossa vida nos empenhemos na glorificação do teu nome, em Cristo Jesus, teu Filho nosso Senhor. Amém.


Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 45 e 44
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

NATURALISMO: UMA COSMOVISÃO

Queridos leitores(e leitoras, claro!), após uma semana envolvido com um módulo do Mestrado - que ocorreu no Seminário Presbiteriano do Norte em parceria com o Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ), Mackenzie - estamos de volta aos trabalhos. Não houve descanso. O Prof. Fabiano Oliveira (Prof. do CPAJ) é exigente e altamente competente na exposição e transmissão da disciplina Cosmovisão Reformada, especialmente na exposição da Filosofia Reformada (Dooyeweerd, Bavinck, Kuyper, Vollenhoven etc). Não se podia perder nenhuma de sua explicações. O módulo foi muito puxado: de 8h às 17h, com uma pausa para o almoço. Se nós, alunos, ficamos cansados, o que dirá do professor que ministrou o curso. Agora é fazer as tarefas e leituras; muitas, por sinal. Porém, desde a recepção pelo SPN, até pela formação de novas amizades, o cansaço pode ser visto como uma luta que valeu a pena. O Rev. José Roberto, coordenador da pós-graduação no SPN, o Diretor Rev. Marcos André e o Capelão Rev. Stéfano Alves, deram os devidos atendimentos ao Professor Fabiano e aos Alunos, principalmente na provisão dos livros necessários e primários para o Módulo. Agredecemos, também, à Livraria Luz e Vida por providencia rapidamente a literatura precisa.
Ao Prof. Fabiano Oliveira nossos agradecimentos pelo esmero e dedicação. Deus continue a abençoá-lo.

Como estamos de volta, iniciarei com uma tradução sobre o tema do título da postagem. Será o Naturalismo uma visão coerente consigo? Será que suas bases são sustentáveis? Se aplicássemos ao Naturalismo seus pressupostos, poderia ele permanecer? O artigo mostrará que o Naturalismo é auto-contraditório. Não deixem de ler e postar seus comentários. Sejam bem-vindo de volta.
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por L. Russ Bush III (Filósofo da Religião, Apologista, Escritor, Professor e Pastor) - Southeastern Baptist Theological Seminary in Wake Forest, N.C.

A palavra “natureza” geralmente se refere ao mundo físico em sua condição normal. Se algo é “natural”, isto significa que não foi modificado pela ação humana (inteligência). Muitos de nós amamos a “natureza”, o ar puro, o mundo das florestas e rios e montanhas e prados.

No entanto, ao acrescentar o sufixo “ismo” temos um significado diferente relacionado. “Naturalismo” é a crença de que, em última análise, a natureza é tudo que existe, e que a “natureza” é essencialmente inalterada por qualquer outra coisa a não ser ela própria. Em outras palavras, a própria natureza é considerada a realidade última.

A natureza é dinâmica e ativa, mas de acordo com a cosmovisão conhecida como “naturalismo”, nada existe além da natureza que tenha influência causal ou aja sobre a natureza. Se existe ou não Deus, ele não tem influência ou ação sobre a natureza. Alguém pode sugerir ou pensar que a natureza por si mesma possa ser um ser criativo. O Naturalismo afirma que a vida na terra surgiu de substâncias naturais por seleção natural para fins naturais. Não existe realidade que possa ser adequadamente chamada de sobrenatural. Realidades espirituais, de acordo com o naturalismo, são ilusões ou, senão, são simplesmente complexos ou realidades naturais incomuns.

Desde o século dezoito, uma filosofia materialista vem ganhando influência no mundo ocidental. Anteriormente, a maioria das pessoas no Ocidente acreditava que o mundo era uma criação divina; mas o pensamento naturalista gradualmente desafiou esta visão e procurou substituí-la, primeiro com métodos naturalistas e, em seguida, com uma filosofia naturalista mais abrangente.

Antes do surgimento do naturalismo como uma cosmovisão proeminente (ou tendência abrangente), a maioria dos ocidentais cria que Deus havia criado o mundo e era responsável por sua forma e por sua existência. Entendia-se que Deus estava sustentando todas as coisas pela palavra de seu poder, pois no princípio Deus tinha criado todas as coisas. Uma vez que Deus era um ser vivo (N.T – auto-existente), era lógico esperar a vida no mundo, porque a vida vem da vida. O naturalismo do século vinte construiu-se sobre a idéia de que o universo (e todas as coisas nele, incluindo a vida em si) veio a ser o que é por causa de uma flutuação quântica natural (ou por outros meios estritamente naturais) e desenvolveu-se por processo natural desde seu estado original natural até o estado atual natural. A vida surgiu da não-vida.

O naturalismo não afirma nenhum Deus, exceto o deus do impessoal, não-vivo, não-planejado químico-fisico. Um processo natural de mudança é essencialmente aleatório e/ou não direcionado, mas os processos naturais realmente parecem “selecionar” alguns processos e atividades na direção de o “melhor” ou mais forte sobrevivam, enquanto os outros pereçam. Naturalistas crêem que este processo de “seleção” inconsciente, não-dirigida juntamente com as flutuações genéticas aleatórias (i.e, mutações) são as chaves que explicam a origem mundo dos seres vivos como nós os conhecemos hoje.

Assim, a “cosmovisão” naturalística é a crença geral de que a natureza é tudo que existe. Deus não a projetou. Inteligência foi resultado, não a causa do desenvolvimento do mundo. A natureza formou a si mesma por processos estritamente naturais. Esta afirmação tem várias implicações.

Na terra parece existir uma série de diferente personalidades conscientes. O naturalismo, por definição, diz que a personalidade surgiu (evoluiu) do não-pessoal, de que era apenas matéria e energia. Não existe nada no universo naturalístico que seja essencialmente pessoal.

Não só a personalidade tem surgido do não-pessoal, como também, supostamente, surgiu espontaneamente, sem direção ou orientação de qualquer fonte pessoal. Isto parece violar a lei natural da causa e efeito. Energia se dissipa. Complexidades mudam por simplificação. Nenhum sistema torna-se espontaneamente mais complexo, a menos que energia e ordem adicionais venham de fora do sistema. Uma “causa’"deve, ou conter o “efeito” ou, ao menos, ser suficientemente complexa para ser capaz de produzir o “efeito” menos complexo. No entanto, personalidade é muito mais complexo que a ordem físico-química naturais de coisas observadas na natureza. Como isto pode ser? O naturalista geralmente varre tais questões intelectuais para a lata de lixo. Seres pessoais estão aqui (eles, você e eu existimos), e mesmo assim, os naturalistas aceitam o fato independente da improbabilidade significante de alta complexidade e inteligência e autoconhecimento da personalidade naturalmente decorrente da realidade não-pessoal da matéria não-inteligente e não-consciente.

O mesmo acontece com a vida! Os naturalistas admitem que existe vida (geralmente eles estão vivos). Mas para manter seu naturalismo, eles argumentam que a natureza espontaneamente e sem sentido ou causa externa produziu vida a partir da não-vida. A falta de prova e a alta improbabilidade deste tipo de evento não dissuadem estes pensadores, porque (eles dizem) isto aconteceu apenas uma vez. Na verdade, a semelhança genética de todas as formas de vida conduz o naturalista a presumir que toda vida deve ter vindo de uma simples célula ou conjunto de processos químicos que se aproximassem um trabalho de uma célula. Esta simples célula deve ter, aleatoriamente (e sem orientação e programação) iniciado o uso de energia ordenada e um processo de replicação ao longo dos anos. A atividade de alterações química e física, supostamente levou a um arranjo mais complexo que, em seguida, transformou e começou a usar energia e replicar-se em novas formas. Com o tempo, todas as coisas vivas supostamente surgiram daquele simples e aleatório conjunto de substâncias químicas, com cada vez mais decorrentes de processos complexos e aleatório e sem um planejamento inteligente.

Isto também significa que em algum estágio de desenvolvimento, os estados mentais surgiram a partir de precursores absolutamente não-racionais. O pensamento racional foi e é, para o naturalista, simplesmente um complexo de interações químicas naturais. A razão nunca foi planejada por um processo natural e não-inteligente, pois intencionalidade é uma característica racional. Assim, intenção ou propósito não poderia existir até que a razão passasse a existir, mas o naturalismo nega que a razão existiu no começo. A razão evolui apenas no final do processo. Antes do aparecimento da razão, aquilo só poderia ser caracterizado por não-razão.

Isto nos leva, finalmente, a uma compreensão importante. A própria razão, na cosmovisão naturalista, não é nada mais do que resultado natural e aleatório de uma mudança aleatoriamente particular pouco original da matéria. A razão não é realmente um processo avaliativo independente que possa criticar a si mesma. A razão é apenas o que a química permite através da auto-configuração e auto-organização, e a formação da lógica, racionalidade e linguagem gramatical é simplesmente uma mudança resultado de um processo não-planejado que não tem relação necessária com a verdade ou o significado. Toda verdade seria meramente uma qualificação pragmática de um conjunto de ideias. Nenhuam verdade intrínseca existe, e, ainda assim, o naturalista afirma que o próprio naturalismo é verdadeiro. Mas como poderia escapar da afirmação de que a conclusão é inevitavelmente cética? Nada pode ser conhecido pela certeza de ser objetivamente verdadeira, pois não existe nenhuma norma a não ser o padrão químico que esteja ocorrendo em alguém naquele momento. Por que a razão seria confiável? Como o naturalista poderia conhecer a verdade? A resposta é: ele não pode.

Assim, o naturalismo falha por não ser capaz de sustentar sua pretensão de verdade. Na verdade, todo conhecimento torna-se temporariamente simples comportamento químico no cérebro, que é um produto de processos químico sem significado e aleatório. Você e eu não somos nada mais do que dois conjuntos de processos temporariamente químicos na atual configuração. Nada pode ser verdade, no sentido tradicional, pois não existe padrão objetivo. A mente humana é apenas um efeito temporário de um conjunto de processos químicos e, portanto, não é uma verdadeira observadora da realidade de fato.

O naturalismo afirma ser a melhor e mais científica maneira de encontrar a verdade, mas é um caso extremo de raciocínio circular que esqueceu suas raízes objetivas no conhecimento do mundo que está na revelação divina (“No Princípio Deus criou os céus e a terra”). Apenas no Teísmo temos uma causa pessoal, viva e inteligente. Apenas o Teísmo tem uma explicação suficiente da vida no mundo. Deus é um Ser Necessário, mas é exatamente isto que o naturalismo nega. Portanto, [no naturalismo], a razão está perdida; a verdade está perdida; o conhecimento está perdido; o significado está perdido.

O naturalismo nega seu próprio sucesso.

Leitura Recomendada
L. Russ Bush, The Advancement: Keeping the Faith in an Evolutionary Age. Nashville: Broadman & Holman, 2003.

Fonte: 4Truth.Net

Traduzido e Adaptado por Gaspar de Souza

quinta-feira, 1 de abril de 2010

POESIA MATUTA DO MEU POVO


Sei que esse negócio de "regionalismo" é bobagem. Sei que no Brasil existem "brasileiros", com muitas caras, muitos sotaques, muitos "brasis", claro. É nessa unidade diversificada que podemos ver a riqueza da cultura nacional. No caso agora, apresento algo que sou apaixonado: Poesia de Viola, o Repente. Especialmente os "Matelos à Galopado", as "Sextilhas", os "Desafios", as Prosas, os Poemas etc. Quem, no nordeste repentista (é diferente de "embolada", ok?), não se lembra de Ivanildo Vila Nova, Rogério Menezes, Raimundo Caetano, Os Nonatos, Oliveira de Panelas, Patativa, Edmilson Ferreira, Antônio Lisboa, Geraldo Amâncio e outros tantos? Aqui em Recife o Canal 22 (TV Pernambuco), todo sábado, 18 h30min, apresenta "O Canto dos Violeiros". É uma maneira de não deixar esta rica cultura nordestina morrer. É triste ver quantos jovens, crianças e até mesmo adultos não se interessarem por esta coisa que é nossa. Há um documentário que postarei, talvez, logo após este post. O documentário é de domíno público e é possível encontrar no site Domínio Público- Poetas do Repente. Ah, detalhe, o poema é feito de improviso, como se requer de todo Repentista.

Na minha visão cristã, eu não tenho como não ver a Criatividade fruto da Imagem de Deus no Homem. Para mim, este talento é um dom divino. São entusiastas(quem lê, entenda)

Por isso, como minha homenagem a estes grandes poetas, deixo alguns vídeos que retratam a gigantesa de nossos poetas. Parabéns, Repentistas dos meu Nordeste.
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O Corpo Humano - Rogério Menezes e Raimundo Caetano: "Galope à Beira Mar"




Sou matuto Assumido - Valdir Teles e Raimundo Caetano - Mote em Dez



Nordeste Independente - Ivanildo Vila Nova e Braulio Tavares - Sextilha



Postado por Gaspar de Souza

Coelho, ovo e a cruz de Cristo


Ricardo da Mota Leite

Os supermercados estão abarrotados de ovos de chocolate. Que delícia!


Muitos perguntam novamente para o inocente bichinho: “coelhinho da páscoa, que trazes para mim?” O coelho, símbolo de fertilidade, e o ovo de chocolate, símbolo de poder e vigor, são apreciados por todos, principalmente nesta época em que se comemora a Páscoa. Mas, por mais estranho que pareça, a cruz também é um símbolo da Páscoa.

Páscoa tem a ver com libertação provinda do sangue derramado. Vamos recordar? A palavra “Páscoa” em hebraico quer dizer “passagem, passar sobre”. O povo hebreu, estava cativo no Egito por quatrocentos e trinta anos. Mas chegou o dia da libertação.

O grande Faraó egípcio iria experimentar como nunca, a mão pesada de um Deus diferente daqueles deuses que ele adorava. Um Deus pessoal, que ouve o clamor do povo sofrido, que vê a injustiça praticada pelos poderosos, que sabe e conhece tudo e todos, um Deus Soberano.

A décima praga seria a morte dos primogênitos. Todas as criaturas no Egito que abriram a madre morreriam. À meia noite, um anjo passaria por cima daquela terra, e onde estivesse um primogênito, a morte entraria e o levaria. Todavia, havia uma esperança para se livrar de tão grande aflição. Um cordeiro deveria ser morto. Um cordeiro sem defeito, cujo sangue seria aplicado nas ombreiras e na verga da porta de entrada.

O sangue seria o sinal, e quando o anjo passasse por cima, pouparia todas as casas onde existisse o sinal feito pelo sangue do cordeiro. Aquele cordeiro sacrificado simbolizava Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Páscoa é muito mais que coelho ou ovos de chocolate. Páscoa é Jesus. Páscoa aponta para a cruz de Cristo onde seu sangue foi vertido por mim e por você. Jesus “padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou, subiu ao céu e está sentado junto ao trono de Deus”.

Páscoa significa vitória, liberdade da opressão. O povo hebreu se viu livre, como um pássaro diante de um laço que se desfez. Assim acontece com aquele cujo sangue de Cristo lhe é aplicado. O sangue de Jesus derramado na cruz não foi em vão. O sangue do Cordeiro livra da morte espiritual. Isto porque Ele venceu a morte ressuscitando ao terceiro dia. Páscoa é redenção. A eucaristia ou Santa Ceia, é o grande símbolo da vitória do Cordeiro e do seu povo. O pão simboliza o corpo, o vinho simboliza o sangue do cordeiro. Quando o Destruidor vê o sangue aplicado em nossas vidas, ele apenas passa.

Então agora, “quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas...” (Êxodo 12.23-27). Que o coelhinho da páscoa e os ovos de chocolate não roubem do seu coração, o verdadeiro sentido da Páscoa.

Fonte: Igreja Presbiteriana do Brasil

No fim dos tempos, a fé verdadeira será raríssima

Abaixo um texto traduzido por meu irmão e amigo Marcos Vasconcelos. Não deixem de visitar o blog Mens Reformata. É um blog voltado para tradução de textos devocionais, especialmente de autores protestantes reformados. Marcos é o tradutor das Orações e Devocionais de João Calvino que publico aqui nos fins de semana. O que se segue é um texto que reflete o pensamento de alguém que consegue ver o tempo além das aparências. Atentem para a data do texto do J. C. Ryle. Se ele já percebia a decadência espiritual e moral da sociedade naquela época, o que diremos da época de agora?
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Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra? – Lucas 18.8
O Senhor Jesus mostra isso ao fazer pergunta mui solene: “quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?”.

A indagação que temos diante de nós é deveras vexatória e mostra a inutilidade de esperarmos que o mundo inteiro esteja convertido antes que Cristo volte. Mostra a tolice de supormos que todas as pessoas são “boas” e que, apesar de diferirem em questões externas, todas estão certas no coração, e vão todas para o céu. Essas noções não encontram apoio no texto diante de nós.

Afinal, de que adianta ignorar os fatos que estão diante dos nossos olhos: fatos no mundo, fatos nas igrejas, fatos nas congregações a que pertencemos, fatos lado a lado das nossas portas e lares? Onde a fé deve ser vista?

Quantos ao nosso redor creem realmente naquilo que está na Bíblia? Quantos vivem como se cressem que Cristo morreu por eles e que há um juízo, um céu é um inferno? Essas são perguntas dolorosas e graves. Mas exigem e merecem uma resposta.

E nós mesmos, temos fé? Se temos, louvemos a Deus por isso. É uma grande bênção crer na Bíblia inteira. É motivo para ações de graças diárias, se temos consciência dos nossos pecados e confiamos realmente em Jesus. Podemos ser pecadores débeis, frágeis, imperfeitos, insuficientes; mas cremos de fato? Essa é a grande questão. Se crermos, seremos salvos. Quem não crê, porém, não verá a vida e morrerá em seus pecados (João 3.36; 8.24).

Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J. C. Ryle, org. Eric Russell, Christian Focus Pub., p.100

Riso de seres humanos e de animais é assunto sério para os cientistas


Piadas como as de 1º de abril são responsáveis por no máximo 15% das risadas, diz estudioso


Marty Lederhandler/AP
Marty Lederhandler/AP
O presidente dos EUA Lyndon Johnson e o sindicalista George Meany riem em reunião em 1967

E aí o cientista entra na loja para ver as pessoas rirem. Não é piada: o riso é um tema científico sério, que pesquisadores ainda se esforçam para entender. O riso é primitivo, a primeira forma de comunicação.

Macacos riem. Assim como cães e ratos. Bebês riem antes de aprender a falar. Ninguém precisa ser ensinado a rir. E frequentemente o riso é involuntário, aparecendo num ritmo específico e em certas partes de uma conversação.

Você pode rir de uma brincadeira do 1º de abril mas, surpreendentemente, apenas de 10% a 15% das risadas são resultado de alguém fazendo uma piada, disse o neurocientista Robert Provine, que estuda o riso há décadas. A risada tem mais a ver com respostas sociais do que com a reação a uma piada.

"O riso é, acima de tudo, uma coisa social", disse Provine. "Para haver riso, é preciso haver outra pessoa".

Ao longo dos anos, Provine, professor da Universidade de Maryland, reduziu o riso a seus componentes fundamentais:

"Todos os grupos linguísticos riem 'ha-ha-ha', basicamente da mesma forma", disse ele. "Não importa se você fala mandarim, francês ou inglês, todo mundo entende uma risada... Há um gerador de padrões no cérebro que produz o som".

Cada "ha" dura cerca de 6% de um segundo e repete-se a cada 20 décimos de segundo, disse ele. Risos mais velozes ou lentos que isso soam mais como uma respiração ofegante que como risada.

Pessoas surdas riem mesmo sem ouvir e pessoas ao telefone riem sem ver, o que ilustra o fato de que o riso não depende de um sentido específico, mas de interações sociais, disse Provine.

"É alegrai, é um envolvimento positivo com a vida", disse Jaak Panksepp, psicólogo da Universidade Bowling Green. "É profundamente social".

E não é só uma coisa de seres humanos.

Chimpanzés fazem cócegas uns nos outros e riem até quando um macaco finge fazer cócegas no outro. "Esta é a minha candidata à piada mais antiga do mundo", disse Provine. "É uma cócega fingida. Isso é um humor primordial".

Panskepp estuda ratos que riem quando sentem cócegas. Soa bobo? Está no YouTube e em revistas científicas. E os ratos adoram as cócegas: eles voltam várias vezes para as mãos dos pesquisadores.

Com o estudo desses animais, Panksepp e outros pesquisadores conseguem ver o que acontece no cérebro durante o riso, o que pode ajudar a combater doenças humanas.

O professor de engenharia biomédica Jeffrey Burgdorf, descobriu que o riso nos ratos produz uma substância que age como antidepressivo e redutor de ansiedade. Ele acredita que o mesmo deve acontecer em humanos, o que pode dar aos médicos um novo alvo no cérebro para combater a depressão.

A despeito disso, não há provas de que o riso faça bem à saúde. A psiquiatra Margaret Stuber, da Universidade da Califórnia, estudou se o riso fazia bem para os pacientes. Ele descobriu que distração e melhora do humor ajudavam, mas não foi capaz de encontrar um benefício associado especificamente ao riso.

Embora o estudo do riso seja um trabalho sério para os cientistas, ele parece soar como um assunto menor na hora da busca por verbas. Por isso, Burgdorf evita a palavra "riso". Ele prefere "resposta emocional positiva".

Fonte: Estadão Online

Pulseira vira motivo de estupro


Vocês se lembram da polêmica das "pulseiras do sexo" vendida e usadas por jovens e adolescentes? Não precisava ser profeta para saber o que poderia acontecer, certo? Pois bem, uso "inocente" das pulseiras por parte de uma adolescente de 13 anos, levou a quatro rapazes, um de 18 anos e outros menores ("menores" de que idade? 5? 6? 7? 8? 9? 10? 11? 12? 13? 14? 15? 16? 17?anos? Por que a reportagem não disse a idade? Será que os safados não eram tão menores assim?), aproveitaram a deixa da pulseira e "exigiram" o direito concedido, caso se rompessem as pulseiras. Terminou em estupro da menor (13 anos - ah, essa eles disseram). É claro que a responsabilidade penal cabe ao bando, a quadrilha estupradora e não a garota. Afinal, é a liberdade dela usar o aparato( o delegado acha que a culpa é da menina). Porém, como já dissemos aqui, as pulseiras influenciam o comportamento dos jovens porque tem conotação sexual. Um dos infelizes foi até a adolescente e quebrou logo a pulseira que dá em sexo (atenção, senhores protetores da infância e adolescência e psicólogos (de meia-tigela) de plantão, repsondam: ele não sabia o que fazia, não é?). BANDO DE CANALHAS! ATÉ QUANDO ESTA SOCIEDADE PODRE, CORRUPTA E MISERÁVEL tolerará a IMPUNIDADE e CRIMES CONSCIENTES cometidos por esses INFELIZES que se escondem por trás de suas idades? MENOR existia nos anos idos, quando a maturação sexual e conscientização dos valores morais se davam mais tarde; quando não havia esta EXPOSIÇÃO DA PROSTITUIÇÃO E VIOLÊNCIA EM PLENA TV, a qualquer hora do dia. SENHORES DEPUTADOS SÉRIOS, BAIXEM A MAIOR IDADE PENAL PARA 14 ANOS! UM SAFADO DE 14 ANOS já sabe o que faz e, se eles estuprarem ou matarem as filhas ou outros parentes de vocês, vocês NÃO desejarão "medidas socioeducativas" para o infeliz.Vocês desejarão é CADEIA para o CRIMINOSO. HIPÓCRITAS!
Eu destaquei, em vermelho, algumas palavras e frases que considero importante na leitura. Leiam a matéria abaixo e comentem.
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Menina de 13 anos teve de manter relação sexual ao ter adereço partido

CURITIBA (AE) - A aparentemente inofensiva moda das pulseiras de silicone, difundida entre jovens, terminou em estupro em Londrina, Norte do Paraná. Uma adolescente de 13 anos foi estuprada e abusada após ter uma de suas “pulseiras do sexo” ou “pulseiras da amizade” rompida. Quatro jovens - um de 18 anos e outros três menores - são acusados do crime. O juiz da Vara da Infância e da Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter, proibiu ontem a venda das pulseiras na cidade. A Câmara Municipal também discute a elaboração de um projeto para proibir a comercialização do produto.

As finas pulseiras de silicone coloridas influenciam o comportamento de crianças e adolescentes do mundo todo e ganharam conotação sexual na Inglaterra. Cada cor representa uma atitude. Ao ter uma pulseira rompida, a pessoa tem de dar beijo, abraço ou outros carinhos em quem quebrou o adereço. Em Londrina, a brincadeira se transformou em violência sexual por volta de meio-dia do dia 15 de março, no terminal central de ônibus da cidade, segundo o delegado William Douglas Soares.

Segundo a polícia, a vítima e três dos autores se conheceram no dia 14, quando a jovem saíra da escola e esperava o ônibus para voltar para casa. No dia seguinte, um dos rapazes chegou até a adolescente e arrebentou a pulseira preta, que representaria relação sexual.

“Ficou muito claro que a motivação (da relação sexual) foi o uso da pulseira, porque eles não tinham laço de amizade. Ela disse que, depois que a pulseira foi arrebentada, eles a pressionaram. Ela se sentiu constrangida e os acompanhou até a casa de um deles”, afirmou Soares. A menina acompanhou os três rapazes que a abordaram até a casa do que tem 18 anos. Lá chegou uma quarta pessoa, outro adolescente.

“Praticaram atos libidinosos com ela, até mesmo relação sexual”, disse Soares. Segundo ele, o fato de ela ter acompanhado espontaneamente os rapazes não interfere no crime, pois o estupro de vulnerável (menor de 14 anos) independe de vontade. A família da menina procurou a Delegacia do Adolescente no dia 23, denunciando o fato. Como não foi realizado o flagrante, os quatro jovens respondem o inquérito em liberdade.

Segundo o delegado, “aparentemente” a adolescente sabia do significado das cores das pulseiras. No interrogatório, acompanhada dos pais, ela disse não ter total dimensão do que representavam e de que teria de consentir o ato sexual caso sua pulseira fosse rompida por outra pessoa.

Fonte: Folha de Pernambuco

quarta-feira, 31 de março de 2010

Em 2007, média diária de assassinatos foi de 117

E ainda acham que é preciso criar uma lei para "proteger" certa classe especial de comportamento. Que tal se estas REIAS 117 pessoas fossem protegidas? É o caso já de termos, no Brasil, uma guerra!
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Índice registrado no Brasil equivale a um Carandiru por dia


BRASÍLIA (AE) - O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma média diária de 117 mortes. “Isso é mais do que um Carandiru por dia”, afirmou o autor do estudo Mapa da Violência - Anatomia dos Homicídios no Brasil, Júlio Jacobo. Em 1992, durante a repressão à rebelião na Casa de Detenção do Carandiru, foram mortos 111 detentos.

Os números do trabalho, que avalia a trajetória dos índices de homicídio no País entre 1997 e 2007, foram divulgados ontem, em São Paulo, pelo Instituto Sangari, com base nos dados do Subsistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, e podem ser acessados no site do instituto. A pesquisa demonstra que as taxas de assassinato ficaram praticamente inalteradas durante a década. Em 1997, foram contabilizadas 25,4 mortes em cada 100 mil habitantes. Em 2007, os números passaram para 25,2 por 100 mil.

Esses índices são resultado de dois movimentos distintos da violência no País no período. Até 2002, havia um crescimento no número mortes, numa taxa média de 5% ao ano. A partir de então, as estatísticas começaram a cair. Entre 2003 e 2007, os índices apresentaram uma redução de 12,8%. A relação, que era de 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes, passou para 25,2 por 100 mil. É a primeira vez que o Brasil apresenta um período de redução dos índices, desde que os primeiros dados de mortalidade do Ministério da Saúde foram divulgados, em 1979.

Jacobo atribui a queda no último período analisado a dois fatores: estatuto do desarmamento e, principalmente, redução da mortalidade em grandes centros urbanos com grande peso demográfico e, portanto, grande influência nos números globais. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, houve uma redução de 58,6% entre 1997 e 2007. No Rio, a diminuição foi de 29,4%.

O comportamento dos números globais nos últimos cinco anos analisados, porém, está longe de sinalizar uma melhora do problema no País. Durante a década, morreram no Brasil 512 mil pessoas.

Interiorização

Embora grandes cidades e regiões metropolitanas tenham apresentado uma queda nos índices de homicídios - 19,8% e 25%, respectivamente, conforme estudo, no interior dos estados a situação é diferente. No período, houve um aumento de 37,1% dos indicadores.

“Vivemos a interiorização da violência”, constata Julio Jacobo. Para o pesquisador, a mudança é reflexo da formação de novos polos econômicos e do aumento do contrabando nos municípios de fronteira. Também exercem pressão significativa as estatísticas de municípios localizados em áreas do Arco do Desmatamento, com atividades ilegais e grilagem de terras, e em áreas de turismo predatório, onde há aumento de consumo de bebidas e drogas.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 26 de março de 2010

RAZÕES PARA EVITAR O ENTRETENIMENTO NAS REUNIÕES CÚLTICAS


Há muitas coisas que tem prejudicado a igreja. Esta semana ouvi de um aluno que algumas igrejas (talvez a dele, mas ficou acanhado em falar), usam cenas de vídeos e depois "pregam" sobre aquele vídeo. Nem chegam a abrir mais a Bíblia. E quando o fazem, é a título de pretexto. Outros contam ilustrações sem fim. Fazem o mesmo. Outros fazem humor no púlpito. Os "cultos" são cheios de atrações - corais, cantores, solistas, grupos musicais, coreografias, declamadores etc - que a pregação já a muito tempo não mais existe. Andando por aí, encontrei, no Genizah Virtual, as razões abaixo para se evitar o entretenimento, a diversão ou, como dizem os seminaristas, "encheção de linguiça", por ocasião do ajuntamento. Pois bem, leiam e comentem.
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AS 12 RAZÕES PARA ELIMINAR O ENTRETENIMENTO EM SUA IGREJA

Por Alan Capriles
Sei que o entretenimento está tão enraizado na cultura evangélica, que parecerá um absurdo a tese que defendo. Mas, além de não estar sozinho na luta contra o "culto show", estou ainda muito bem acompanhado, por pastores renomados, como Charles Haddon Spurgeon, que no século XIX já havia escrito sobre este perigo, alertando que o fermento diabólico do entretenimento acabaria levedando toda a massa em curto espaço de tempo. E é neste estado de lastimável fermentação que se encontra a massa evangélica atual.

Hoje em dia é quase impossível que uma igreja não tenha conjuntos musicais, ou corais, ou grupos de coreografia, ou cantores para se apresentar durante o culto e nos eventos por ela realizados. Na maioria das igrejas o período de culto é tomado deste tipo de apresentações, com a desculpa de que "é pra Jesus". Mas, quando analisamos racionalmente, e a luz das Escrituras, a verdade é que tais apresentações não passam de entretenimento, com verniz de santidade e capa de religiosidade.

Que ninguém fique ofendido. Eu mesmo gostaria que alguém houvesse me alertado disso na época em que eu, cegamente, gastava horas com ensaios de conjuntos e de peças teatrais. E eu me convencia de que isto era a obra de Deus.

Mas, no fundo de meu coração, eu sabia que havia algo de errado, que não era nisto que Jesus esperava que seus discípulos se focassem, ou se esforçassem. Como ninguém me despertou, busquei a Deus em oração e o próprio Espírito Santo, por meio das Escrituras, convenceu-me do meu erro.

Desde então, tenho meditado tão seriamente a respeito disto, que encontrei mais de dez razões para eliminar por completo o entretenimento dos cultos na igreja que pastoreio. E já o fizemos! Substituimos o tempo que antes gastávamos com ensaios entre quatro paredes, pelo evangelismo bíblico na comunidade e pela oração nos lares. E, quanto às apresentações nos cultos... sinceramente, não estão fazendo a menor falta.

Mas, vejamos porque o entretenimento deve ser eliminado dos cultos que realizamos ao Senhor:

1 - O Senhor nunca ordenou entreter as pessoas
Esta já seria uma razão suficiente, que dispensaria os demais argumentos. O problema é que raramente se encontra hoje uma igreja que queira ser bíblica, composta por membros que só desejem cumprir a vontade de Deus, expressa em sua Palavra. Assim sendo, talvez seja necessário ainda os argumentos a seguir.


2 - Entretenimento não atrai ovelhas
Chamemos de ovelhas aqueles que realmente amam a Jesus, que reconhecem a voz do Senhor e o seguem (Jo 10:27). No entanto, a divulgação de apresentações na igreja dificilmente atrairá pessoas interessadas em Deus. Certamente será um atrativo para as que gostam de uma distração gratuita. Mas, podemos chamar a estas pessoas de ovelhas, ou não há uma grande chance de serem bodes? (Mt 25:32-33)

3 - Entretenimento afasta as ovelhas
As verdadeiras ovelhas não se satisfazem com apresentações durante o culto. Elas querem oração e palavra, edificação e unção. Uma ovelha de Cristo não procura emoções, mas a Verdade, para que se mantenha firme no caminho da vida eterna (Jo 6:67). Quanto mais o pastor encher o culto com apresentações, mais rápido as ovelhas sairão em busca de uma verdadeira igreja, que priorize a oração e a palavra de Deus. Aos poucos, a "igreja-teatro" deixará de ter ovelhas para estar ainda mais cheia, porém de bodes, que gostam de uma boa distração. E, infelizmente, o que muitos pastores buscam hoje é quantidade, o crescimento a qualquer custo. E, com este fermento, a massa realmente cresce...

4 - Entretenimento reduz o tempo de oração e palavra
O tempo de culto já é muito limitado, chegando a no máximo duas horas. Quando se dá oportunidade para apresentações, o tempo que deveria ser usado para se fazer orações e se pregar a palavra de Deus torna-se curtíssimo. Em algumas igrejas não chega nem a trinta minutos! Como desenvover uma mensagem expositiva em tão curto espaço de tempo?

5 - Entretenimento confunde os visitantes
Os visitantes concluem que a igreja existe em função disto: conjuntos, corais, coreografias, peças teatrais, ou qualquer outro tipo de apresentação que torne o culto um show. E eles passam a frequentar os cultos com esta expectativa, esperando pelo próximo espetáculo.

6 - Entretenimento ilude os membros
O membro pensam que está servindo a Deus com suas apresentações. Desta forma, sua consciência fica cauterizada para atender aos chamados para a escola bíblica, para o evangelismo e para socorrer os carentes. Afinal de contas, ele pensa que seu chamado é para as artes, e não para serviços que não lhe colocam debaixo dos holofotes (que, aliás, são muito comuns nas igrejas hoje em dia).

7 - Entretenimento é um desgaste desnecessário
Quanto esforço é despendido para que tudo saia perfeito! Uma energia que é gasta naquilo que o Senhor nunca mandou fazer! Será que ainda sobram forças para se fazer o que realmente o Senhor manda? (Lc 6:46)

8 - Entretenimento coloca os carnais em destaque
Pessoas que raramente aparecem nos cultos de oração e estudo bíblico, e que nunca comparecem ao evangelismo, geralmente são as mesmas que gostam de aparecer cantando, dançando ou representando nos cultos mais cheios. A questão é: Por que dar destaque justamente para estes membros carnais?

9 - Entretenimento promove disputas
Disputas entre membros, entre conjuntos e até entre igrejas. Quem canta melhor? Quem dança melhor? Que conjunto tem o uniforme mais bonito? Quem recebeu mais oportunidade? Quanta medíocre carnalidade... (1 Co 3:3; Tg 4:1)

10 - Entretenimento alimenta o ego
O entretenimento não gera fé, mas fortalece o ego dos que amam os aplausos e elogios. Apesar de sua roupagem "gospel", o fermento dos fariseus continua tão venenoso quanto nos dias de Jesus (Mt 23:5-6; Lc 12:1)

11 - Entretenimento é um desperdício de tempo
Se o mesmo tempo que as igrejas gastam com ensaios e apresentações fosse utilizado com oração e evangelismo, este mundo já teria sido alcançado para o Senhor! (Ef 5:15-17)

12 - Entretenimento não é fazer a obra de Deus
A desculpa para o entretenimento é que este seria uma forma de atrair as pessoas. Mas a questão novamente é: que tipo de pessoas? Se entretenimento fosse uma boa alternativa, não teria a igreja apostólica usado de entretenimento para atrair as multidões? No entanto, ela simplesmente pregava o evangelho, porque sabia que nele há poder. O evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16). Mas o entretenimento... O entretenimento é a artimanha do homem para a perdição de todo aquele que duvida.

Quero concluir com uma palavra aos pastores. De pastor, para pastor. Amado colega de ministério, não duvide do poder do evangelho para atrair e converter as pessoas. Não queira encher sua igreja com atividades vazias e atraentes ao mundo, mas que não tem o poder do Espírito Santo para converter vidas. Tenha coragem e limpe sua congregação desta imundície egocêntrica. Talvez com isto você perderá alguns membros, mas não perderá ovelhas, somente bodes. Tenha fé em Deus e confie no modelo bíblico para encher a igreja, que é a oração, o bom testemunho e a pregação ousada do genuíno evangelho de Cristo. Lembre-se que "enquanto os homens procuram melhores métodos, Deus procura melhores homens."


Fonte: Alan Capriles via Genizah Virtual


quarta-feira, 24 de março de 2010

ARTE DO MALAS-ARTES

Vai como está no blog do Reinaldo Azevedo. Trata-se de uma máteria postada no Jornal Tribuna do Norte (Natal) sobre a XIII Salão de Artes da Cidade do Natal. Um tal Pedro Costa, fazendo jus ao sobrenome, resolve chocar os presentes com uma performance malas-artes. Pronto, acho que é isso. Das artes, o sujeito usa as "malas" para tornar-se um malas-artes. Leiam, comentem decentemente.
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LEIAM COM MODERAÇÃO: OS ASQUEROSOS


A performance arte ou happenning vem causando polêmica desde suas primeiras aparições em meados do século passado.
(…)
A questão da ética na arte volta à tona esta semana, com a abertura do XIII Salão de Artes Visuais da Cidade - que abriu sexta-feira e fica em cartaz até 30 de abril, na Galeria Newton Navarro da Fundação Capitania das Artes.

A polêmica não foi pela qualidade das obras, o formato mais democrático ou rateio do prêmio em dinheiro - mudanças significativas na edição deste ano. Nenhum desses rendeu tanta discussão quanto a enigmática performance do cientista social e artista visual Pedro Costa, durante a abertura do tradicional XIII Salão de Artes da Cidade do Natal que aconteceu no Nalva Melo Café Salão na sexta-feira passada (12).

Na ocasião, Pedro Costa, um dos classificados da mostra na categoria performance artística, ficou nu diante da platéia e, na posição de quatro, retirou um rosário do ânus. O resultado da performance virou um vídeo que está ainda em exposição na galeria Newton Navarro da Funcarte, para apreciação do público. O objeto da performance, o rosário, também está em exposição. O vídeo foi parar na internet e vem gerando discussões nas redes sociais como twitter e nos blogs culturais.

O VIVER conversou com o artista Pedro Costa, que disse não estar surpreso com a repercussão. “Quando você faz um trabalho de arte contemporânea e lança para o público, a gente deixa que as pessoas façam as suas leituras. Prezo por esta liberdade”, declarou Pedro Costa.

A performance de Pedro passou pela curadoria do Salão de Artes Visuais - formada pelo paulista Márcio Harum; regional, o cearense Solon Ribeiro e o local, Leandro Garcia, eleito pelos artistas - sob o seguinte argumento, escrito pelo artista:
“representa a salvação. Uma salvação mítica que muitos gays acreditam haver para sublimar o fato de contrair uma doença sem cura. Como crítica, o ânus, lugar da morte gay, necessita da salvação, concedida pelo terço, em nossa sociedade ocidental dominada pela instituição católica e imposta como única forma de compreender o mundo e as relações humanas” .

Pedro Costa disse que a performance vem promover o que ele chama de “descolonização do corpo” através da expurgação do terço, que segundo ele é “um dos símbolos do domínio colonialista”.

Um dos curadores da mostra, Solon Ribeiro, artista plástico e professor de artes, saiu em defesa do artista:
“Acho o trabalho dele forte e faz parte da história da arte. Não é único, tem toda historia do body arte, que começou em 60 em Viena. Mas vai dialogar com a religião. Não pode ser visto como afronta à religião; é mais uma falação. O crucifixo poderia entrar pela boca, pelo ouvido o fato de ter gerado polêmica porque entrou pelo ânus é mais um preconceito. A madona também fez isso com o crucifixo”, disse ele.

Comento
Quem é mais intelectualmente delinqüente? O tal “artista”, cujo discurso deixa entrever a suspeita de maluquice clínica, ou a explicação indigente do tal Solon, provando, uma vez mais, que nome não é destino? Uma obra que tratasse qualquer outra religião com essa boçalidade seria liminarmente recusada no salão. Quando se trata de vilipendiar os símbolos cristãos, aí se evoca, então, a liberdade de expressão.

Costa, o que se expressa pelo traseiro, certamente se considera um mártir da diversidade — e os que selecionaram o seu trabalho queriam provocar a polêmica, julgando-se, certamente, já vitoriosos por isso. E o rapaz respeita essa diversidade de tal modo que resolveu ofender os que professam uma religião que não é a sua. Segundo diz, “nossa sociedade ocidental dominada pela instituição católica [é] imposta como única forma de compreender o mundo e as relações humanas”.

Pois é… A “nossa sociedade ocidental” tolera gente como ele, não é? Por que não decide parir pelo traseiro objetos religiosos no Irã, por exemplo, que não é nem cristão nem ocidental? Ou na China, idem, idem? Aliás, eu gostaria de vê-lo em Cuba expelindo um discurso de Fidel Castro ou aquela foto de Che Guevara — por lá não tem esse papo de cristianismo, que tanto oprime o rapaz.

Cadeia para Costa e para os que selecionaram o seu trabalho? Não, né? A sociedade que eles tanto detestam lhes permite a tolice e a delinqüência intelectual. É uma pena que não possam ser punidos segundo a sociedade que amam. Sem contar que me vejo forçado a lembrar que o crucifixo não é o maior risco que ele corre, dado o orifício por meio do qual se expressa.

Não é o fim dos tempos, não, gente! É só um flagrante de um tempo.

Por favor, tentem manter a serenidade nos comentários

Fonte: Reinaldo Azevedo

O LIVRO DE ELI

Estou me organizando no tempo para ir ao cinema na próxima semana. O filme que eu desejo ver é o novo com Denzel Washington: O Livro de Eli (dirigido por Hughes Bros.). Segundo sinopses, após a guerra, num cenário apocalíptico, Eli (Denzel), um solitário herói procura proteger um livro, considerado poderoso e perigoso. Quem o tiver poderá controlar a nova humanidade. O livro é o que você está pensando mesmo. Veja no trailer abaixo que aparecem passagens e Gênesis. O livro é uma Bíblia. Curiosamente, o nome Eli é composta pelo substantivo "Deus" e a marca do possessivo da primeira pessoa (-i). Pode não ser mera coincidência, mas Eli quer dizer "Meu Deus". Será o "Livro de Meu Deus"? Será simples acaso que o personagem que protege uma bíblia tenha este nome. Mas não é por acaso que Denzel Washington é filho de pregador pentecostal e membro da igreja West Angels Church of God in Christ, New York. Não vejo a hora de ver o filme e, depois, tirar algumas conclusões. Ainda abaixo segue uma matéria da Cristianismo Hoje sobre o filme. Ah, o filme, segundo o trailer, tem muita, mas muita ação mesmo. Tipo "Mad Max".

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Guardando a Fé

Traduzido por Daniel Leite Guanaes

Denzel Washington é mais do que apenas uma estrela vencedora do Oscar. Ele é um cristão que leva a sério os papéis que interpreta, mesmo quando eles são um pouco mais sangrentos, como no filme O Livro de Eli.

Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores; além disso, o vencedor de duas edições do Oscar (por Tempo de glória em 1989 e Dia de treinamento em 2001) também é um dos mais respeitados cristãos de Hollywood.

Filho de um pregador pentecostal de Mount Vernon, New York, Washington, 55 anos, é membro ativo, há cerca de 30 anos, da igreja West Angels Church of God in Christ. Ele lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre que possível escolhe papéis através dos quais ele pode direcionar uma mensagem positiva ou até mesmo refletir a profundidade de sua fé pessoal.

Denzel Washington, como Eli, portador da última Bíblia na terra.

É possível encontrar fé por todo lado nesse novo e pós-apocalíptico filme de Washington, O Livro de Eli, que estreia esta sexta-feira [nos EUA] e está sendo anunciado nos outdoors americanos com as palavras ‘A-CRE-DI-TE’ e ‘LI-VRAI-NOS’. No filme, Washington encena o papel de um misterioso viajante que se chama Eli, guiado por Deus para proteger a última cópia da Bíblia que se encontra na terra, e para levá-la para fora do oeste, enquanto vilões tentam tomá-la e usá-la como ‘arma’ de controle.

O personagem de Washington nesse filme é intensamente violento – que acaba com a reputação dos homens vilões com os quais se encontra – até que começa a mudar, depois de encontrar uma menina inocente (Mila Kunis) que o faz lembrar que nós podemos ficar tão obcecados em proteger a Palavra de Deus que acabamos por nos esquecer de viver por meio dela.

Para Washington, ‘viver por meio dela’ é, principalmente, caracterizado pelo amor e sacrifício. A grande mensagem de Eli, segundo o ator, é: “Faça mais pelos outros do que você faria por você mesmo”. Foi uma mensagem apresentada a Washington quando ele ainda era um garoto.

“Nós orávamos por tudo, todos os dias”, disse Washington aos membros da imprensa religiosa na semana passada, em Los Angeles. “E nós sempre terminávamos com ‘Amém, Deus é amor’. Eu pensava que ‘Deus é amor’ fosse apenas uma expressão. Levou um tempo até que eu entendesse o verdadeiro significado daquelas palavras. Não me importo com o livro que você lê, ou com suas convicções – se você não tem amor, se você não consegue amar aqueles que estão ao seu redor, então você não tem nada”.

Embora o ator não seja um grande fã da palavra “religião”, e evita todo tipo de discurso como “eu estou certo e você está errado”, ele não tem vergonha de falar abertamente sobre suas convicções cristãs.

“Creio que Jesus é o Filho de Deus”, ele afirma. “Fui certa vez preenchido em meu coração com o Espírito Santo, e eu sei que isso é real. Eu estava no meu quarto. Comecei a chorar como um bebê, e assustar-me com tamanha realidade. Tentei resistir, para ser honesto. Não entendia o que estava acontecendo. Foi uma experiência muito forte”, completou o astro de Hollywood.

Sentado em sua casa recentemente, lendo a Bíblia (é a terceira vez que ele lê a Bíblia de capa a capa), Washington se deparou com uma passagem sobre sabedoria e entendimento em provérbios 4, que o fez refletir sobre sua vida.

“Estou nessa casa enorme, com todas essas coisas”, ele disse a si mesmo. “Era como se algo estivesse me dizendo, ‘você nunca viu coisas estonteantes seguindo um carro funerário, já? Você não pode carregar todas estas coisas com você. Os egípcios tentaram; eles foram roubados’. Disse a mim mesmo, ‘O que você deseja, Denzel?’ Uma das palavras de minha devocional era ’sabedoria’. Então, eu comecei a orar sobre aquilo, Deus, me dê uma porção de tua sabedoria. Não posso ser mais bem sucedido. Mas eu posso ser alguém melhor. Posso aprender a amar mais, a ser mais compreensivo, a obter mais sabedoria”.

A campanha de marketing inclui toda sorte de terminologia religiosa.

Como seu personagem em O Livro de Eli, Washington acredita em chamadas proféticas, e tenta fazer o máximo que pode para cumprir o chamado de Deus em sua vida, através do trabalho que Ele o deu para fazer. No seu caso, fama mundial e uma brilhante carreira fazem parte de sua história. O ator relembra um episódio de quando tinha 20 anos, que demonstra como ele relaciona sua fé com sua carreira.

Aconteceu no dia 27 de março de 1975, Washington, que tinha sido expulso da escola, estava sentado no salão de beleza de sua mãe. Uma senhora idosa que estava secando seu cabelo e o olhando, e pediu a ele um pedaço de papel, no qual ela escreveu a palavra “profecia”. O nome daquela senhora era Ruth Green, uma das mais idosas de uma das igrejas de sua cidade – conhecida na região por ter o dom da profecia. Naquele dia ela disse a Washington, “meu filho, você viajará o mundo e falará a milhões de pessoas”.

Naquele verão, Washington foi um conselheiro no acampamento da ACM (Associação Cristã de Moços) em Connecticut. Os conselheiros realizavam diversas atividades para as crianças, e alguém sugeriu que Denzel atuasse, pois ele tinha habilidade com aquilo. No outono daquele ano, Washington começou a estudar na Universidade Fordham, no campus Lincoln Center, onde começou a se preparar para ser ator.

“Anos depois”, relembra Washington, “perguntei ao meu pastor se ele pensava que eu tivesse sido chamado para ser um ministro do evangelho, e ele me disse, Bem, você não está falando para milhões de pessoas? Você não tem viajado pelo mundo?”

Reconhecendo que ele foi colocado em uma posição única, Washington se sente compelido a fazer o seu melhor ‘pregando’ mensagens positivas sempre que pode, através de seus papéis.

“Tenho tentado atuar desta forma”, diz ele, “ainda nos piores papéis, como em Dia de treinamento“. A primeira coisa que escrevi em meu script [para Dia de treinamento] foi ‘o salário do pecado é a morte’. No script original, você pode ver que meu personagem morre na televisão. E eu disse ‘Não, não. Para justificar a vida que ele viveu no pior dos estilos, ele deve morrer também da pior forma possível. Ethan [Hawke] me joga para fora do carro, e eu deslizo como uma cobra. Toda a vizinhança se vira contra mim, e então eu tenho um trágico final”.

Foi um pouco mais fácil encenar o papel de Eli em uma direção positiva?; “nem tanto”, afirmou Washington, “porque aquele cara era mais violento do que o personagem de Dia de treinamento“. Ele é mais violento do que Malcolm X”.

De forma similar ao personagem de Washington em Chamas da vingança, entretanto, a violência de Eli é a serviço de proteger um inocente.

“Quando eu fiz Dia de treinamento, havia um oficial da polícia que falava sobre uma porção das Escrituras que menciona que aqueles que estão responsáveis por cuidar dos inocentes recebem o direito de usarem de violência, caso necessário. Ele disse, ‘é com base nisso que eu e meus companheiros de trabalho vivemos. Isso é o que fazemos’. Talvez ele precisasse daquilo para justificar suas ações”, ressaltou Washington.

Ele está guardando a espada do Espírito… e provavelmente a outra espada também.

Embora tenha encenado papéis violentos em filmes como Dia de treinamento, O gângster, e agora em Eli, Washington é, na vida real, um homem dócil, calmo e de família. Casado há 26 anos com Pauletta e pai de quatro filhos – John David, Katia e os gêmeos Malcolm e Olivia – Washington está longe de ser como aquele estereótipo de Hollywood.

Além de seu envolvimento na igreja (ele doou 2.5 milhões de dólares para a construção das novas instalações de sua igreja, em 1995), Washington – que sempre dá seus autógrafos escrevendo “Deus te abençoe” – é um grande patrocinador do programa Boys and girls clubs of America (do qual ele participou quando criança), dentre outra ações de caridade.

Washington, que estará na Broadway nessa primavera, sabe que tem sido abençoado com muito, e não hesita em atribuir toda sua fama e sucesso à graça de Deus.

“Não tem nada a ver comigo”, disse o ator em 2007 a uma entrevistadora da Reader’s Digest. “Recebi algumas habilidades, e as encaro da seguinte forma: O que você fará com o que você tem? Quem será exaltado com isso tudo?”.

Quase no fim de Eli, o personagem de Washington cita a famosa passagem de 2 Timóteo 4.7: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé”.

É uma frase que combina com Washington. Ele é uma estrela de Hollywood que, embora não seja perfeito, oferece um raro exemplo de viver cristão em um lugar extremamente aclamado, sem deixar que seu sucesso mexa com sua cabeça. Ao invés disso, permanece firme na Bíblia e em sua aliança com Deus.

Em seus trinta anos de carreira, Denzel Washington tem lutado o bom combate e feito o que muitos não conseguem. Ele tem guardado sua fé.

Traduzido por Daniel Leite Guanaes

Copyright © 2010, no Brasil por Cristianismo Hoje




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terça-feira, 23 de março de 2010

O DR. W. LANE CRAIG E O TESTEMUNHO INTERNO DO ESPÍRITO SANTO

raduzido por Eli Vieira

Caro Dr. Craig,

Algumas vezes eu me preocupo com sua afirmação de que, mesmo que todos seus argumentos para a existência de Deus fossem refutados, mesmo assim você continuaria a ter fé, por causa do testemunho interno do Espírito Santo.

Isto significa que se qualquer um ou todos os argumentos abaixo:

1.Seja descoberto que o universo seja eterno;

2.O ajuste fino seja explicado por causas naturais;

3.A Moralidade seja apenas uma ferramenta sócio-evolucionária;

4.Descubra-se que os evangelhos não são confiáveis, ou se encontrem os ossos de Jesus (lembre-se do que Paulo disse, de que se Jesus não ressuscitou, vã é a nossa fé)

… forem provados como falsos, mesmo assim você continuaria a ser um cristão, encarando as evidências contrárias?

O motivo desta pergunta é que esta afirmação parece minar seus esforços apologéticos em alguns momentos. Você se lembra de Christopher Hitchens apontando isto em seu debate ou de John Humphreys perguntando se você continuaria a ter fé se Lewis Wolpert tivesse derrotado seus argumentos?

Por último, e mais importante de tudo, se você está certo em ter fé mesmo que as evidências estejam contra você, então por que debater com mulçumanos? Não poderiam eles simplesmente dizer que a fé deles em Alá está além das “areias movediças da evidência”?

Obrigado,
Peter

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Resposta do Dr. William Lane Craig:

Vamos ser cautelosos para formular corretamente a afirmação que você imputa a mim, Peter. O que eu afirmo é que para as pessoas que observam isto, o testemunho do Espírito Santo prevalece às acusações que alguém levanta contra as verdades que Ele testemunha. Alvin Plantinga chama esta poderosa fundamentação como Testemunho Intrínseco de Veracidade, porque ela derrota todos os conflitos contra ela.

Agora, isto é completamente diferente de especular sobre o que eu faria na circunstância que você descreveu. Eu não tenho idéia do que, dado a fraqueza de minha carne, eu na verdade faria; mas eu sei o que eu deveria fazer. Eu deveria observar o testemunho do Espírito Santo. Mas longe de mim dizer impetuosamente como Pedro, “Mesmo que todos caiam, eu não cairei!” (Mc 14:28). Sendo assim eu não estou fazendo afirmações tão fortes quando você me acusa de fazer.

Por outro lado, eu afirmo algo muito mais forte do que o que você atribui a mim. Por que eu não apenas deveria continuar a ter fé em Deus com base no testemunho do Espírito Santo mesmo que todos os argumentos para a existência de Deus fossem refutados, mas eu deveria continuar a ter fé em Deus mesmo em face de objeções que eu não consiga responder neste tempo. A primeira afirmação não é assim tão radical: eu acho que a maioria dos teólogos, para não mencionar os crentes comuns, diria que os argumentos da teologia natural não são necessários para que se considere a fé em Deus uma crença racional. Na ausência de alguns argumentos que testifiquem a veracidade do ateísmo, eu estou de forma perfeitamente racional ao acreditar em Deus com base no testemunho do Espírito.

O que eu estou afirmando é que mesmo em face de evidências contra Deus que não possamos refutar, nós devemos crer em Deus com base do testemunho do Seu Espírito. A apostasia jamais foi uma obrigação racional a qualquer crente, nem a blasfêmia contra o Espírito Santo. Deus pode ter confiado a esta poderosa autoridade o poder de testificar sobre as verdades do Evangelho que nós nunca seremos obrigados racionalmente a rejeitá-Lo ou desertar-Lo.

Então, para falar um pouco sobre seus cenários específicos:

1.Se descobrissem que o universo é eterno, nós seríamos obrigados a abandonar a inerrância bíblica (assim como o argumento cosmológico kalam), uma vez que a Bíblia ensina que o universo foi criado em um tempo finito passado. Mas obviamente isto não implicaria que Deus não existe ou que Jesus não ressuscitou de dentre os mortos.

2.Se mostrassem que o ajuste fino não passa de leis naturais, então deveríamos abandonar o argumento do design baseado no ajuste fino do universo. Poder-se-ia ainda elaborar um argumento para o designer, como Robin Collins fez, baseado na beleza e na precisão das leis da natureza, se não nos valores das constantes da natureza. Obviamente, de novo, mesmo a falha interna absoluta de qualquer argumento de design não significaria uma prova positiva de que Deus não existe.

3.Se fosse provado que a moralidade seria simplesmente uma ferramenta sócio-evolucionária, então o teísmo seria falso e não teríamos testemunho algum do Espírito Santo, uma vez que Deus não existiria. Uma vez que o teísmo implica que valores morais objetivos existem, se eles não existem, então o teísmo seria, obviamente, falso. A chave aqui é a palavra “simplesmente”. Nós podemos concordar que a maneira pela qual nós viemos a saber dos valores morais e direitos foi através do processo evolutivo, mas concluir a partir disto que eles não são objetivamente reais seria cometer a falácia genética de tentar invalidar uma visão ao mostrar como alguém veio a aceitá-la. Na ausência de uma prova ao ateísmo, o relato sócio-evolutivo de nossa moral não logra êxito algum em negar a validade de sua objetividade.

4.Novamente, se os ossos de Jesus fossem de fato encontrados, então a doutrina de sua ressurreição seria falsa e assim o Cristianismo não seria verdadeiro, nem existiria algo como o testemunho do Espírito Santo. Assim, se os ossos de Jesus fossem encontrados, ninguém deveria ser cristão. Felizmente, existe um testemunho do Espírito Santo, e disto se segue logicamente que os ossos de Jesus não serão encontrados.

Sobre seu ponto de que minha defesa do testemunho do Espírito Santo mina meus esforços apologéticos, bem, eu não tenho escolha a não ser defender a epistemologia religiosa que eu acredito ser verdadeira, não importando as conseqüências. Ironicamente, eu tenho apresentado em meus trabalhos publicados e debates uma teologia natural mais robusta e evidente para a apresentação cristã do que os auto-intitulados evidencialistas. Eu acho isto estranho porque eu também acredito que exista uma autenticação interna do testemunho do Espírito Santo, e este fato é apontado como que minando de alguma forma os argumentos e as evidências que eu apresento. Eu suspeito que as pessoas estejam apenas reagindo emocionalmente às minhas afirmações sobre o testemunho do Espírito Santo, ao invés de se esforçarem para analisar meus argumentos em detalhes, premissa por premissa.

Sobre sua questão final, eu a abordei no livro Reasonable Faith, 3rd Ed., p. 48 a 50 [cuja primeira edição foi publicada no Brasil como “A Veracidade da Fé Cristã”, Edições Vida Nova]. Claro, qualquer um (ou pelo menos qualquer tipo de teísta) pode afirmar ter um testemunho interno de Deus para a verdade de sua religião. Mas a razão de você argumentar com eles é porque eles realmente não têm isto: eles tem alguma experiência emocional ou eles interpretaram incorretamente suas experiências religiosas. Assim você apresenta argumentos e evidências em favor do teísmo cristão e objeções contra a visão de mundo deles na esperança de que a falsa confidência se desmanche ante o peso da argumentação e eles venham então a conhecer a verdade. (É exatamente isto que os ateus devem fazer comigo). Obviamente, ao apresentar tais argumentos, você não está trabalhando contra ou à parte do Espírito Santo. Ele está trabalhando, também, testificando aos corações deles a verdade do Evangelho e usando seus argumentos, quando você os apresenta amorosamente, para levar a pessoa à fé salvadora em Cristo.

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Artigo original em inglês publicado em Reasonable Faith


Fonte: Apologia