sábado, 6 de fevereiro de 2010

DEVOCIONAIS E ORAÇÕES DE JOÃO CALVINO

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Adoração e alegria

Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E, da casa do nosso Deus, a alegria e o regozijo?
Jl 1.16

Aqui o profeta censura a loucura dos judeus por não perceberam os fatos diante dos próprios olhos. Por isso lhes diz que estavam cegos em plena luz e que a visão deles era tal, que vendo, nada viam: eles, por certo, deveriam ter-se afligido quando a escassez alcançou até mesmo o templo. Visto que Deus ordenara que as primícias lhe fossem ofertadas, o templo deveria certamente ser honrado com os devidos sacrifícios; e ainda que os mortais pereçam uma centena de vezes por causa da fome e da escassez, Deus não deveria ser defraudado no seu direito. O profeta acrescenta depois que a alegria e o regozijo tinham sido tirados, pois Deus ordenou aos judeus que viessem ao templo para dar graças e se reconhecerem abençoados, porque o Senhor escolhera a sua habitação entre eles. É por isso que Moisés repete tantas vezes esta expressão: “vos alegrareis perante o Senhor”. Ao falar assim, Deus pretendia animar muitíssimo o povo a vir alegremente ao templo. É como se ele dissesse: “Certamente não necessito da vossa presença, mas desejo pela minha presença fazer-vos alegres”. Mas agora que cessou a adoração a Deus, o profeta diz que a alegria também foi abolida, pois os judeus não poderiam dar graças a Deus com alegria enquanto a maldição divina estivesse diante dos olhos deles.

Oração

Concede, ó Deus onipotente, que do modo como nos vês cercados pelas fraquezas da nossa carne, e assim mantidos, e parecendo esmagados pelos cuidados terrenos a ponto de quase não podermos ergue nosso coração e mente a ti; — ó concede que despertados pela tua palavra e advertências diárias percebamos finalmente os nossos males e não aprendamos somente com os açoites que nos infligiste, mas que também convoquemos a nós mesmos em juízo, examinemos nosso coração e cheguemos portanto à tua presença, sendo nossos próprios juízes; de maneira que antecipemos o teu desprazer e assim alcancemos a misericórdia que prometeste a todos que, voltando-se somente para ti, buscam aplacar a tua ira e também esperam pelo teu favor, mediante o nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 30 e 31.
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

DEVOCIONAIS E ORAÇÕES DE JOÃO CALVINO

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Um Convite Amoroso

Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído
Os 14.1

Aqui o profeta exorta os israelitas ao arrependimento, mas ainda lhes dá alguma esperança de misericórdia. Isso pode parecer inconsistente, já que antes ele tinha testificado que não havia mais remédio, porque o povo tinha provocado Deus excessivamente. Mas a resposta está à mão e é esta: ao falar anteriormente da destruição final do povo, o profeta havia se referido ao povo como um todo, agora, porém, dirige suas palavras aos poucos que ainda permanecem fiéis. Essa diferença deve ser vista com atenção, caso contrário ficaremos confusos em muitas partes da Escritura. Ora, Deus havia mesmo decidido destruí-los e quis que o soubessem pela pregação de Oséias, mas o Senhor sempre teve algumas sementes restantes no meio do seu povo eleito. Ainda restavam alguns membros saudáveis, da mesma maneira como num montão de palha ainda encontramos alguns grãos de cereal escondidos. Aqui, deve se aplicar o discurso do profeta especialmente aos eleitos de Deus, os quais, embora tenham caído temporariamente e se enredado nos vícios comuns da época, ainda não estão totalmente sem cura. O profeta agora lhes faz um contive amoroso, pois fracassaria com palavras severas sem mesclar alguma esperança de favor, pois bem sabemos que, sem fé, não pode haver esperança de arrependimento.

Oração

Concede, ó Deus onipotente, que assim como agora arrastamos conosco este corpo mortal e, pelo pecado, alimentamos em nós milhares de mortes; — ó concede que, pela fé, voltemos sempre nossos olhos ao céu àquele poder ilimitado que se manifestará no último dia através de Jesus Cristo, nosso Senhor, para que tenhamos em meio à morte a esperança de que serás o nosso Redentor e desfrutemos da redenção que Cristo completou ao ressuscitar dos mortos; para não duvidarmos que o fruto então produzido por ele, pelo seu Espírito, será também produzido em nós quando o próprio Cristo vier julgar o mundo; para assim caminharmos no temor do teu nome, sendo realmente contados entre os seus membros; para sermos feitos participantes da glória, que, mediante a sua morte, ele adquiriu para nós. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 28 e 29
Tradução: Marcos Vasconcelos, junho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

AIDS DE CARA JOVENS: MULHERES E HOMOSSEXUAIS.

Eu estou num processo de "perda de peso". Já estava chegando aos 115 quilos! Resolvi, eu mesmo, "vigiar meu peso". Passei a tentar me reeducar na alimentação, em substituir uma refeição, em comer uma fruta entre as refeições, ou seja, na horinha do lanche... só falta me movimentar. O mais engraçado da reeducação alimentar é que sempre, em todo lugar, a cada conversa, lá aparece o alimento: é na TV uma propaganda do Habbib's; do Churrasco; da Pizzaria; na Internet lá estão os belos pratos; entre os amigos um "vamos naquela pizza?" ou "tem um rodízio de churrasco, com uma picanha que é uma beleza". Sem contar os doces, salgados, frituras, batinha....

Se vocês entendem o que eu estou falando é que no processo de dieta, você está cada vez mais exposto aos alimentos. O que dá uma fome danada, não é?

Bom, o que tem a ver com o título? É sobre a matéria no Folha de Pernambuco (matéria da Agência Brasil): Aids entre jovens atinge principalmente mulheres e homossexuais

Trata-se do desmacaramento do programa de "sexualidade sadia" do Ministro Gomes Temporão (e, por tabela, do Governo Lula). Quero que notem a transferência de responsabilidade do Sr. Ministro. Para o "çábio", a culpa pelo aumento de AIDS não é do programa de governo, mas da "negligência das pessoas quanto à proteção dos últimos anos". Eles fazem como a dieta: propõe moderação na "comida", mas expõe o sexo de modo tão claro que nem parece que é dia...E quando você come, eles não dizem: "a culpa é nossa que colocamos este 'filé' na sua frente...". Eles dizem: "A culpa é sua que não resistiu ao filé".

Ora, o governo dá camisinha é para transar mesmo. Eles liberaram a pornografia é para provocar o desejo de transar. Na hora H, os jovens principalmente, não lembram do "dispositivo de látex"; eles partem para cima (ou para baixo). Depois, reclamam que a dieta foi quebrada, né?

Ah, já perdi "3 quilos", resistindo à propaganda e aos convites.....
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Os textos entre parênteses são do blogueiro


Rio de Janeiro - A incidência de aids entre os jovens de 13 e 19 anos atinge principalmente homossexuais e mulheres. Nesta faixa etária, a prevalência de contaminação é feminina, com 60% dos casos. De 2000 a junho de 2009 foram registrados no país 3.713 casos da doença em meninas, contra 2.448 em meninos. Entre os adolescentes, 39,2% dos casos entre os meninos foram resultado de relações homossexuais.

Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Ministério da Saúde, durante o lançamento da campanha Carnaval de Prevenção à Aids, no Rio. As estatísticas apontam para uma feminização da doença. Em 1986, eram 15 homens infectados para cada mulher, proporção que mudou para 15 homens para cada 10 mulheres, a partir de 2002.

No acumulado desde 1982, até junho do ano passado, o país registrou 11.786 casos de aids entre os jovens de 13 e 19 anos. Em 2007, houve 550 novos casos da doença neste grupo, número que foi de 587 em 2008.(Ou seja, ao invés de diminuir, os casos, com a liberação sexual, aumentam; mesmo com "campanha" e camisinha" - Blog)

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, houve uma negligência das pessoas quanto à proteção nos últimos anos. "Como a expectativa de vida avançou, o diagnóstico foi ampliado e as pessoas estão vivendo com mais conforto, houve um certo relaxamento no uso do preservativo, que é uma maneira eficaz de impedir a transmissão da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis, além de uma gravidez indesejada”, disse. (Ele tá dizendo: "a culpa é tua, trouxa, porque não usou a "maneira eficaz de impedir" a doença. Eficaz???? Quero perguntar ao Sr. Ministro se ele "transaria" com alguém, sabidamente com uma DST ou AIDS, mesmo com a "maneira eficaz" de impedir a doença)

Para reduzir a incidência e conscientizar sobre os riscos da doença, (ninguém sabe que DST e AIDS se pegam transando???) o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres começam a veicular, a partir de hoje, uma campanha pela televisão, rádio, internet e imprensa escrita dirigida ao público jovem. Na primeira semana, até o carnaval, será enfatizada a importância do uso da camisinha. Na semana seguinte, a ênfase será sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV, se houver alguma relação de risco, sem proteção (Aqui o benefício da dúvida. Ora, então há a possibilidade da relação sem proteção???? Não diga!!).

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A TÁTICA SORRATEIRA


No preâmbulo do Carnaval, é o Movimento Gay que quer fazer a folia. Enquanto milhares de brasileiros estarão pulando, seguindo o "Trio", o "Galo", descendo as "ladeiras de Olinda", na passarela, sambódromo e outras formas de folia, bem como o fato de muitos senadores ainda estarem de férias, bem nas vésperas do Carvanal, aquele projeto que criminaliza a opinião sobre o comportamento e conduta homossexual está na pauta da discussão no Senado. É a tática de sempre. Senhores Senadores, estejam atentos às manobras de certos parlamentares apoiadores do fim dos direitos naturais dos cidadãos, especialmente a liberdade de expressão, opinião e religião. Estamos de olho!

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Projeto que criminaliza opinião contrária à prática do homossexualismo voltará a ser discutido no Senado

Bem próximo ao feriado do Carnaval, com diversos Senadores ainda em viagem de férias, foi colocado em pauta a votação do Projeto de Lei (PLC) 122/2006 na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, sob a direção do Senador Cristovam Buarque. Qualquer pessoa pode telefonar gratuitamente para o Senado e expressar sua opinião sobre o projeto. O telefone é 0800-612211. Muitos cristãos estão ligando para pedir aos senadores uma posição a respeito.

Segundo líderes cristãos contrários ao projeto, a aprovação deste PLC implica em "discriminar e criminalizar todos os que não concordam com a filosofia do movimento politicamente organizado pró-homossexualismo". Eles argumentam que este movimento social considera homofóbico, inclusive, o apoio aos que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo e promete não só calar como colocar na cadeia todos os que tiverem opinião contrária.

Nota oficial do Senado Federal, divulgada 4/2 às 14h11m, conta o que aconteceu: "A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Câmara dos Deputados realizará audiência pública para discutir o projeto de lei que define os crimes resultantes de preconceito em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero (PLC 122/06). Três requerimentos com essa finalidade, de autoria dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Magno Malta (PR-ES) e Arthur Virgílio (PSDB-AM), foram aprovados nesta quinta-feira (4), pela comissão.

"O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), defendeu a realização de mais de uma audiência para discutir o assunto. A relatora da matéria, senadora Fátima Cleide (PT-RO), lembrou que já havia sido apresentado requerimento à comissão para realizar o debate, que não aconteceu antes do recesso parlamentar.

"O senador Magno Malta (PR-ES), ao justificar o requerimento, disse que a matéria foi aprovada de "maneira sorrateira" na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), como item extra pauta, antes que o tema fosse amplamente discutido. Para ele, o projeto deve ser discutido com todos os segmentos da sociedade. O senador defendeu ainda a realização de campanhas informativas e educativas, em nível nacional, para que haja respeito a todos os seres humanos.

"Também o senador Gerson Camata (PMDB-ES) defendeu amplo debate do tema. Ele ressaltou que o projeto possui artigos que podem dar margem a interpretações equivocadas, como, por exemplo, aceitação da pedofilia.

"Camata também observou que, caso a lei estivesse em vigor quando o Papa Dom Bento XVI visitou o Brasil, o pontífice seria preso ao afirmar, em uma homilia, não ser natural casamento entre pessoas do mesmo sexo."

Fonte: Notícias Cristãs

Notícias » Notícias Cientistas se comunicam com paciente em estado vegetativo

A reportagem abaixo levanta o debate sobre a "eutanásia" ao descobrir que pacientes em "estado vegetativos", possuem atividades de consciência. Não deixem de opinar.
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Um grupo de cientistas europeus conseguiu estabelecer uma comunicação com um paciente em estado vegetativo, em que este respondia mentalmente "sim" ou "não" às perguntas dos estudiosos. A pesquisa publicada no New England Journal of Medicine na quarta-feira explica que o paciente está nessa condição vegetativa há sete anos, quando sofreu um acidente de trânsito.

Os médicos das universidades de Cambridge, na Inglaterra, e de Liège, na Bélgica, pediram ao paciente belga que imaginasse atividades motoras, como jogar tênis, para responder "sim", e imagens espaciais, como ruas, para indicar "não".

Os especialistas sabiam que cada tipo de pensamento ativaria uma área diferente de seu cérebro. Portanto, por meio de uma técnica de Imagem por Ressonância Magnética Funcional (IRMF, na sigla em inglês), que monitora a atividade cerebral do paciente em tempo real, eles puderam identificar suas respostas.

O paciente respondeu corretamente a cinco das seis perguntas sobre sua vida pessoal. Ele confirmou, por exemplo, que seu pai se chamava Alexander.

"Nós ficamos atônitos quando vimos os resultados do exame do paciente. Ele foi capaz de responder corretamente às questões que fizemos simplesmente alterando seus pensamentos", disse Adrian Owen, professor de neurologia da Universidade de Cambridge e um dos coordenadores da pesquisa.

A pesquisa
No total, o grupo trabalhou com 54 pacientes que sofrem de desordem de consciência, dos quais 23 estão em estado vegetativo. Eles também usaram a técnica com voluntários saudáveis, para efeito de comparação.

O repórter da BBC Fergus Walsh também passou pelo teste do IRMF. "Eu passei aos cientistas os nomes de duas mulheres, sendo uma delas a minha mãe. Eu me imaginei jogando tênis quando disseram o nome dela. Em um minuto eles sabiam qual das duas era a minha mãe. Eles também foram capazes de acertar se eu tinha filhos", narrou Walsh.

A pesquisa concluiu que dos 54 pacientes envolvidos, cinco foram capazes de voluntariamente alterar sua atividade cerebral. Três deles demonstraram inclusive algum grau de consciência, mas os outros dois não necessariamente mudaram seus pensamentos conscientemente.

Owen diz que o estudo abre o caminho para que o paciente em estado vegetativo possa tomar decisões quanto ao seu tratamento. "Você poderia perguntar se os pacientes sentem dor e então prescrever algum analgésico, e você poderia ir além e perguntar a eles sobre seu estado emocional", explicou.

O uso dessa técnica pode levantar questões éticas, como por exemplo, se é correto desativar os aparelhos para deixar um paciente em estado vegetativo morrer, já que ele pode ter algum grau de consciência e até capacidade de manifestar vontade própria.

Fonte: Terra

SUZUKI E MARCIA RECEBEM INTIMAÇÃO

Enquanto os "Talibãs" ensinam crianças a serem "militantes suícidas", no Brasil, missionários cristãos procuram ajudar crianças que, em certas tribos, são condenadas à morte por causa "da cultura indígena". Abaixo a carta dos missionários Edson e Márcia Suzuki. Leiam e deixem seus comentários.
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Queridos amigos e irmãos,

Fevereiro é um mês de compromissos importantes com autoridades aqui em Brasília e PRECISAMOS MUITO DAS SUAS ORAÇÕES. Já no dia primeiro temos uma reunião no gabinete de um Ministro. Na semana seguinte nos reuniremos com um Secretário Nacional do Governo.

Como alguns de vocês tem acompanhado através de nossas cartas, temos sido acusados na mídia de sequestro de crianças indígenas, de sermos facilitadores de uma rede internacional de tráfico de crianças, de racismo e de interferência nas culturas indígenas, e até de tráfico de sangue indígena para os Estados Unidos(!). Por causa destes rumores temos tomado a iniciativa de procurar, nós mesmos, as autoridades para prestar esclarecimentos e mostrar quem nós realmente somos. Já conseguimos algumas audiências e estamos aguardando resposta de outras.

Os rumores e denúncias contra nós começaram a partir do momento que decidimos apoiar as famílias indígenas que não concordam com a prática do infanticídio e pedem ajuda para criar seus filhos num lugar seguro. De alguma forma esta nossa atitude de solidariedade para com estas famílias ofende muita gente poderosa. Nós não temos nada a esconder e vamos comparecer diante das autoridades com o coração aberto. Queremos mostrar nosso trabalho com transparência e nos colocar a disposição. Mas estamos conscientes de que existe uma grande indisposição contra nós por isso pedimos suas orações.

Em dezembro recebemos uma carta de uma amigo que conhecemos aqui em Brasília. Ele foi recentemente nomeado para um alto cargo no governo e por conta disso participou de uma reunião no Ministério da Justiça com a cúpula de alguns órgãos federais . Ele saiu de lá assustado, e nos escreveu em seguida. Disse que Suzuki e eu estamos sendo investigados pela Polícia Federal, que as acusações contra a ATINI são gravíssimas. Disse que nossos inimigos são muitos, muito fortes, muito bem articulados e que não estão brincando. Finalmente pediu que nos afastássemos, pois ele teme pelo seu cargo. Isso mostra que até amigos, cristãos, mesmo sabendo que as acusações são falsas, se sentem acuados pelo poder dos nossos oponentes.

Intimação

Suzuki e eu fomos intimados a comparecer no dia 04 de fevereiro às 16:00 h para depor na Procuradoria Geral da República. Vamos ser ouvidos por causa de uma denúncia em Rondônia feita por um indígena cujo sobrinho participou das filmagens do documentário HAKANI. Esse indígena entrou com uma representação no Ministério Público alegando que o pai da criança não sabia que o menino participaria de um filme. Diz que ele teria autorizado a participação da criança acreditando que seriam feitas apenas fotografias.

A produção do filme nos enviou fotos deste indígena participando das filmagens, acompanhando tudo. O pessoal da JOCUM de Porto Velho disse que ele fala português muito bem e que entendeu o propósito do filme. Antes das filmagens o Eli Ticuna se reuniu com os indígenas e explicou tudo muito claramente, só participou quem realmente entendeu e decidiu participar. Os responsáveis pela crianças estavam presentes nas filmagens e acompanharam tudo. O clima durante as filmagens, entre os indígenas, foi de comoção, de solidariedade e de desejo de ajudar a transformar a realidade dss crianças rejeitadas.

Agora aparece este indígena contando esta história. Desconfiamos do que esteja por trás desta denúncia, mas nossa posição será somente a de comparecer diante da procuradora e contar o que vimos durante as filmagens. Estaremos acompanhadas de um advogado cristão, o Dr. Clóvis, pedimos que orem por ele também.

Sabemos que quando nos colocamos ao lado dos pequeninos e vulneráveis, e abrimos a boca a favor daqueles que não têm voz, acabamos por desafiar as estruturas de poder. Mas confiamos naquele que nos chamou e disse: "Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vós. " Mt 5.11

Enquanto as autoridades se preocupam em punir quem produziu documentário, ele se espalha espontaneamente nas aldeias gerando transformação entre os indígenas e salvando muitas vidas. Veja a revolução que está acontecendo ente os índios Sanumá, em Roraima

Agradecemos muito seu apoio e contamos com sua oração. Estamos juntos nesta batalha.

Edson e Márcia Suzuki

Fonte: http://www.suzukiemarcia.blogspot.com/ e http://www.atini.org/

COMO SE CRIA UM TERRORISTA SUÍCIDA

Reportagem do BBC Online revela como se faz um "militante suícida". Trata-se da história de Meena, cuja família simpatiza com o "Talibã". Agora, eu pergunto: Cadê os "Direitos Humanos"? Ah, tá! Não existem "direitos humanos" nos Países Árabes. Lá, sim, é uma "Democracia", não é? Leiam e deixem seu comentário.

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Adolescente diz que família tentou transformá-la em militante suicida no Paquistão


Uma menina de 13 anos afirmou à BBC que sua família, simpatizante do movimento fundamentalista Talebã, tentou transformá-la em uma militante suicida no Paquistão.

O relato abaixo, feito pela garota - chamada Meena -, não tem confirmação independente, mas a polícia diz que acredita que ela esteja falando a verdade e que as informações prestadas por ela são úteis.

Leia abaixo o que Meena contou à repórter da BBC Orla Guerin.

O meu irmão costumava me dizer que o lugar de uma mulher é em casa ou no túmulo. Eu sempre fiquei confinada em casa.

Ele disse: "Se você sair da casa eu vou cortar a sua cabeça e colocá-la no seu peito”.

O meu irmão tinha ido à escola local e batido nas meninas e professoras.

Ele disse que qualquer pessoa que quisesse estudar era um "amigo dos Estados Unidos".

Eu queria ser médica. Eu queria tanto que uma vez sonhei que estava sentada em um hospital, trabalhando como médica. Eu queria ajudar os pobres, os que não têm como pagar consultas.

Comandantes do Talebã costumavam vir à nossa casa. Tinha um bunker subterrâneo ao lado da casa, com energia elétrica.

Era de concreto e muito forte. Os carros passavam por cima dele, mas ninguém percebia o que tinha embaixo. Eles costumavam usar o esconderijo para treinar militantes suicidas.

A maioria era de crianças da minha idade ou mais jovens. Elas estavam acostumadas a estas atividades porque eram pequenas demais para conhecer outra realidade.

'Paraíso'

Eu costumava ver estas crianças entrarem em um veículo e saírem para suas missões. Eles tocavam CDs islâmico para motivá-las.

E eu pensava, "Meu Deus, mais muçulmanos vão ser enterrados". Aí vinham as notícias de que mais muçulmanos tinham sido mortos.

O meu irmão costumava preparar bombas e a minha cunhada também. Ele me disse que iria me ensinar. Eu disse que não. Eu nem olhava o que eles estavam fazendo.

O meu pai e o meu irmão me mandaram realizar um ataque suicida. Eles estavam me pressionando a fazer isso.

Eles me diziam: "Se você fizer isso, vai para o paraíso muito antes de nós." Eu respondia: "Por que vocês não me dizem que eu vou para o inferno muito antes de vocês?"

Todos os dias eles me diziam isto. Todos os dias. Eu era muito jovem quando eles começaram a dizer isso. Eu falei para eles: "E todas as pessoas que vou matar? Elas são todas muçulmanas."

Eles começaram a me bater quando eu me recusei. Eles me bateram sem parar. Eles transformaram a minha vida em um inferno. Eu nunca tive um único momento de felicidade. Eles fizeram tudo, menos me matar.

'Remédio' para o suicida

Eles disseram: "A bomba estará ligada a um botão ou alguma coisa como um controle remoto de televisão. Nós daremos a você este tipo de controle remoto, e você vai para o local."

"Nós também daremos a você um celular, e vamos telefonar e apertar o controle remoto, e você vai explodir com esta bomba".

Eles me disseram que usariam uma quantidade tão grande de explosivos que ninguém nem saberia se era um homem ou uma mulher o responsável pelo ataque.

Eles me disseram que eu tinha que fazer isso.

Tinha um tipo de remédio que eles costumavam dar a militantes suicidas que fazia com que eles ficassem sorridentes, em um transe.

Eles disseram que me dariam aquele remédio, e que eu iria correndo para morrer - com um sorriso. Eu fiquei tão apavorada que decidi preparar meu próprio chá e minha própria comida.

Irmã

Eles amarraram uma bomba na minha irmã, Nahida. Eles amarraram peças retangulares aos dois braços dela, e uma faixa preta em volta das duas pernas dela.

Aí eles conectaram a coisa toda. Ela disse para o meu irmão que a bomba era pesada e que ela não conseguia andar.

Ele disse que ela ficaria mais confortável quando estivesse sentada no carro.

Eles deram o remédio para ela. Mas ela gritava alto pela minha mãe. Ela se dirigia (à mãe) e a abraçava. Quando a minha irmã olhou pra a bomba, ela tremeu.

Aí o meu irmão e o meu pai começaram a bater na minha mãe, e eles gritaram: "Porque você está distraindo a menina da missão dela?"

Eu ouvi a minha irmã dizendo: "Onde está a Meena? Eu quero vê-la." Mas eu não tenho forças. Meu coração não aguenta.

A minha mãe desmaiou quando eles colocaram a minha irmã no carro. O meu irmão disse que o atentado da minha irmã era no Afeganistão.

Eu sempre penso na minha irmã. Ela era saudável e uma menina muito boa. Ela era mais jovem do que eu, mas era mais sábia. A minha mãe costumava me dizer que eu era uma idiota e ela era muito sábia.

Cabra 'da sorte'

O meu irmão estava envolvido no atentado no mercado Khyber Bazaar (na cidade fronteiriça de Peshawar, em outubro de 2009, em que mais de 50 pessoas morreram). Isso foi discutido em casa.

Quando alguém era enviado a algum lugar eles conversavam sobre o alvo.

Eles diziam: "Nós estamos enviando este grupo lá".

Depois dos atentados, eles costumavam comemorar. Eles colocavam colares de flores uns nos outros, como as pessoas faziam quando voltavam do Hajj (peregrinação à Meca).

Quando (a ex-primeira-ministra do Paquistão) Benazir Bhutto morreu, o meu irmão começou a telefonar para todo mundo. Eles começaram a atirar e diziam "Benazir morreu, Benazir morreu". Todo mundo começou a atirar - eles comemoraram até bem tarde.

O meu irmão visitou a casa de um amigo e ganhou uma cabra e uma motocicleta, que trouxe para casa.

Eles costumavam ganhar animais de presente porque havia muitos membros do Talebã para alimentar. Ele me pediu para cuidar da cabra, mas ela fugiu pela porteira. Eu fui atrás dela.

A nossa casa ficava em uma colina. Tinha um córrego mais para baixo. Ela seguiu para o córrego e eu a segui. Um avião passou e fez muito barulho, e teve vibração (este foi um ataque por um helicóptero).

Quando eu olhei de novo para a minha casa, tudo o que pude ver foi uma coluna de fumaça. A minha casa estava em escombros.

Eu não tinha ideia de quantos membros da minha família estavam vivos. Como o local estava cheio de armas e explosivos, eu ouvi grandes explosões.

Aí eu comecei a andar e, na hora das orações do final da tarde, eu cheguei a uma cidadezinha.

As pessoas dizem que eu tenho um coração forte. Eu tinha que ser forte. O que eu podia fazer? Deus não me deixou nem morrer.

Se o meu irmão me pegar, eu vou envenenar a ele e a mim.

O Talebã manda para a morte os filhos de outros. Eles transformam mulheres em viúvas. Eles deveriam sofrer também.

Eu quero que estes membros do Talebã sejam queimados vivos.

Fonte: BBC Online

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Liturgia e culto: reflexões à luz das Escrituras e da História Cristã

Por Alderi Souza de Matos

A palavra liturgia soa estranha aos ouvidos de muitos evangélicos atuais. Para eles, esse termo sugere um culto excessivamente formal, rígido e sem vida, mero tradicionalismo herdado do passado. Daí a preferência em muitas igrejas por um estilo de adoração mais espontâneo e participativo, sem fórmulas pré-estabelecidas. No entanto, essa maneira de cultuar a Deus não está isenta de sérios problemas nos dias de hoje. O culto contemporâneo tem se desviado a tal ponto dos padrões bíblicos e históricos que muitos crentes estão começando a sentir a falta de uma liturgia mais reverente e disciplinada. A experiência cristã ao longo dos séculos é rica de ensinamentos sobre esse tema polêmico.

Igreja antiga e medieval
Os primeiros cristãos eram judeus e por isso o culto da igreja primitiva inspirou-se na liturgia das sinagogas. Nestas, após uma invocação inicial, eram recitados o “Shema” (credo baseado em Dt 6.4-9 e outros textos) e o “Tephilah” (conjunto de orações). A seguir, eram lidas passagens do Pentateuco e dos Profetas, seguindo-se uma exposição do texto. Também eram cantados salmos, especialmente o “Hallel” (113-118). Seguindo esse modelo, o culto cristão original foi extremamente simples, constando de orações, cânticos, leituras do Antigo Testamento e das “memórias dos apóstolos”, exortações pelo dirigente, coletas em prol dos carentes e celebração dos sacramentos, em especial a Ceia do Senhor, ou Eucaristia.

O Novo Testamento não apresenta uma descrição detalhada do culto (At 2.42-47), mas os estudiosos acreditam ter identificado materiais litúrgicos em diversas passagens. Um valioso relato do culto cristão no segundo século é encontrado na “I Apologia”, de Justino Mártir (c. 150). Nessa época, já haviam surgido fórmulas para certos elementos da liturgia, como as belas orações eucarísticas existentes em um antigo manual eclesiástico -- a “Didaquê”. Com o passar do tempo, a liturgia foi se tornando cada vez mais padronizada, sendo usada com pequenas variações em todas as igrejas. O culto tinha duas partes distintas: a Liturgia da Palavra, aberta a todos, e a Liturgia do Cenáculo, somente para os batizados.

Na Idade Média, o culto cristão tornou-se ritualístico e aparatoso, perdendo a simplicidade original. Surgiram práticas desconhecidas dos primeiros cristãos, como o uso de incenso, velas, orações pelos mortos e invocação dos santos e de Maria. A língua utilizada era o latim e o celebrante dava as costas para o povo, o que dificultava a comunicação e a compreensão do culto. O impacto sensorial e emocional da missa era profundo, sendo intensificado pela rica arquitetura e decoração dos templos. No entanto, havia pouca instrução bíblica e limitada edificação espiritual.

Atuação dos reformadores
As novas convicções teológicas introduzidas pela Reforma Protestante resultaram em uma profunda reformulação do culto e sua respectiva liturgia. O princípio da “sola Scriptura” fez com que a Bíblia passasse a ocupar um lugar muito mais destacado do que antes. O novo entendimento da salvação pela graça mediante a fé foi acompanhado de uma reinterpretação do sacramento da Ceia, visto não mais como um sacrifício oferecido pela igreja, mas como uma dádiva de Cristo ao seu povo. Por fim, a ênfase no “sacerdócio de todos os crentes” implicou maior participação dos fieis no culto a Deus. Agora, os pontos focais da liturgia eram o púlpito e a mesa da comunhão.

Foi interessante e até mesmo surpreendente a atitude dos reformadores em relação à antiga tradição litúrgica da igreja. Levando-se em conta as grandes rupturas que eles promoveram em relação à igreja medieval, seria de se esperar que também descartassem por completo a liturgia tradicional. Todavia, não foi o que fizeram. Os reformadores sabiam que eram herdeiros de quinze séculos de história cristã. Essa história não podia ser simplesmente esquecida como se não tivesse ocorrido. Por isso, eles reconsideraram somente aquilo que entendiam estar em conflito com as Escrituras, preservando tudo o que era bom e válido na herança do passado.

Martinho Lutero inicialmente apenas revisou a missa latina, não desejando “abolir completamente o serviço litúrgico de Deus”, e sim purificá-lo dos acréscimos indevidos. Mais tarde, elaborou a “Missa alemã” (1526), na língua do povo, para ser utilizada principalmente em regiões rurais. Ulrico Zuínglio (Zurique), Martin Butzer (Estrasburgo) e João Calvino (Genebra) também escreveram ricas liturgias para suas respectivas igrejas, nas quais a Ceia do Senhor ocupava um lugar proeminente. Sua ênfase no canto congregacional resultou em diversos saltérios -- coleções de salmos metrificados e musicados. Na liturgia de Genebra, Calvino buscou o equilíbrio entre orações extemporâneas e fórmulas litúrgicas.

Refletindo sobre o culto
Por culto entende-se o ato público de adoração a Deus realizado pela igreja. Como tal, tem um valor incalculável para os cristãos, sendo a manifestação mais visível e concreta da comunidade cristã. Liturgia vem do grego “leitourgia”, que significava o serviço público prestado por um cidadão. Cristianizada, a palavra passou a expressar o serviço espiritual a Deus e, mais especificamente, o conteúdo e a sequência das partes do culto cristão, caracterizado por diferentes graus da formalidade.

Por que os cristãos antigos elaboraram liturgias padronizadas para o culto? Em primeiro lugar, pela grande reverência que tinham por essa atividade tão sublime e elevada da igreja. O culto a Deus tinha de ser harmonioso e ordeiro, e a liturgia servia a esses dois propósitos. Não se podia permitir que o culto a Deus fosse improvisado ao bel-prazer dos dirigentes. Outro motivo foi a preocupação com a unidade da igreja. De que maneira a igreja poderia ter um senso de coesão se cada comunidade cristã cultuasse a Deus de um modo diferente? O fato de que todas as igrejas locais seguiam essencialmente os mesmos padrões de culto contribuía para esse valioso senso de comunhão e fraternidade.

Hoje, muitos evangélicos abandonaram por completo formas litúrgicas de culto. Talvez isso fosse inevitável, por causa das transformações do protestantismo e da sociedade. Todavia, chegou-se a uma situação em que, em nome da liberdade e da espontaneidade, o culto se desvirtuou em muitas igrejas, sendo marcado pela irreverência, superficialidade e preocupação prioritária com as necessidades humanas, e não com a glória de Deus. Com isso, muitos crentes estão buscando igrejas que valorizam os padrões bíblicos do culto e seguem a recomendação paulina à igreja de Corinto: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1Co 14.40).

Conclusão
A título de conclusão, vale lembrar os princípios propostos pelos reformadores suíços no que diz respeito ao culto:

a) precedente bíblico: sendo o culto uma atividade tão importante, Deus não deixaria de dar instruções precisas sobre ele em sua Palavra; nada deve ser feito no serviço divino que não tenha fundamento explícito nas Escrituras;

b) simplicidade: quanto mais complicado e espetaculoso for o culto, mais facilmente a atenção das pessoas será desviada de Deus para outros interesses;

c) reverência: é preciso cultivar atitudes de respeito, atenção e meditação diante de Deus;

d) teocentricidade: os objetivos principais do culto são a glória de Deus e a edificação dos fiéis, nessa ordem. Que Deus nos conceda sabedoria e discernimento a fim de ordenarmos o culto a ele atentando para as Escrituras e para os bons exemplos da história cristã.


• Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e “Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil”.
asdm@mackenzie.com.br.

Fonte: Revista Ultimato

sábado, 30 de janeiro de 2010

MAS NÃO SE ARREPENDERAM DE SEUS PECADOS

1. Notícia de Hoje: a Dureza do Coração Humano

Deixe-me dizer porque saí do meu silêncio sobre a situação desesperadora do Haiti. Foram as matérias que li hoje no Diário de Pernambuco e no site Notícias Cristãs. No primeiro, diz que "o diretor da Polícia do Haiti (ou do que sobrou dela), Mario Andresol, reconheceu que a situação caótica originada pelo tremor de magnitude 7.0 na escala Richter provocou uma onda de estupros de mulheres - e de crianças -, inclusive as abrigadas nas tendas improvisadas."

O diretor ainda afirma que esta barbaridade acontece durante o corte de energia na capital haitiana. Ele diz: "Durante o corte de energia na capital haitiana, criminosos se aproveitaram para atacar e estuprar mulheres e meninas refugiadas nas barracas". Isto sem contar os saques, assaltos (meu Deus, assaltar os miseráveis!!!), furtos.

Como se não bastasse, a outra notícia informa do "sequestro de crianças por haitianos". Em meio à crendice de que sejam "homens-lobos", isto é, "no folclore haitiano trata-se de uma pessoa possuída por um espírito, capaz de virar cão, gato, galinha, cobra ou outro animal para sugar o sangue de bebês e crianças". Sabe-se, porém, que são ladrões de crianças.

2. Deus e o Seu Mundo

O Livro do Apocalipse descreve uma cena horrível acerca da impiedade e dureza dos homens. Encontra-se no capítulo 16, que tem como epígrafe "as taças da ira".

Li dezenas de comentários, matérias e opiniões sobre o desastre no Haiti. Li alguns dizendo que foi o "diabo", outros que "foram apenas as leis naturais das placas tectônicas", outros disseram que foi "o juízo de Deus", outros, ainda mais longe, afirmaram que Deus - coitado! - nada pôde fazer, pois não sabia de tal acontecimento. Estes tais creem na "contigência" e não na "providência".

É claro que o argumento de que Deus começa sua vingança contra os indefesos e que ricos se defendem melhor da ira de Deus, não passa de um nonsense. Deus não está irado contra os Haitianos. Ele está irado contra "toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça"(Rm 1.18).

O texto de Apocalipse demonstra que é Deus o Dono do Mundo. É Ele que tem poder sobre toda a criação, reconhecida até pelos anjos, mas não por nós. O texto nos diz que Deus está ativo neste Mundo, mesmo que seja para acordá-lo da sonolência acerca de Deus mesmo.

3. O Deus, Santo, Justo e Verdadeiro: Um Deus que se Ira?

Como Deus manisfeta a sua Ira? Em Romanos vemos algumas manifestações da Ira de Deus: mudança na sexualidade dos gêneros, a iniquidade, a prostituição , a malícia, a avareza, a maldade, a inveja, o homicídio, a contenda, o engano, a malignidade, murmuração, detratores, o ódio ao Deus e Pai do Senhor Jesus Cristo, a injúria, soberba, presunção, invenção de males, desobediência aos pais e mães, a tolice, a infidelidade, a falta de afeição, a falta de misericórdia, a falta de reconciliação.

Parece-me que Deus não está obrigado a tratar os pecadores todos da mesma maneira, até porque quem diz a penalidade a ser aplicada, e de acordo com as obras de cada um, é o Juiz, não o réu.

4. Os Homens Rebeldes e as Tragédias: Oportunidade Rejeitada

O mais intrigante ainda é que, mesmo sob tais circunstâncias dolorosas, os homens não se arrependem de seus pecados. É o que encontramos em Apocalipse 16. A voz do templo dizia: "Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus" (v. 1). Não é preciso lembrar o simbolismo do "sete", ou seja, perfeição e completude. Deus não derramou sua ira como um menino invejoso, birrento, mas como um Deus perfeito, fazendo com que a sua ira seja perfeita.

O relato continua a dizer que a ira foi derramada: na terra, o que produziu a peste(v.2); no mar, o que produziu a morte dos seres marinhos (v. 3); nos rios, o que tornou a água imprópria para beber (v. 4). Vale resaltar que os anjos das águas disseram que este ato foi o Deus justo e santo que o fez (v. 5). Outro disse que estes juízos são justos e verdadeiros (v. 7). Este último juízo é consequência do que os homens fizeram aos santos e aos profetas (v.6). Outra taça foi derramada sobre o sol, o que resultou no abrasamento, com grande calor, dos homens (v. 8, 9a). O que os homens fizeram? "Blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória"(v. 9b).

Em seguida, Deus derrama sua ira sobre o "trono da besta", tornando o reino deste mundo tenebroso (v. 10). Esta taça derramada provocou muitas dores e mais chagas. O que os seguidores deste "mundo tenebroso" fizeram? Arrependeram-se? Choraram? Não!!!!! Antes, "blasfemaram do Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras"(v. 10, 11).

Como se não bastasse, os reis da terra são incitados pelos "espíritos de demônios" a pelejarem contra Deus! (v. 12 - 14). Não é preciso dizer que isto foi inútil. Como grand finale, o sétimo anjo derrama a sua taça "no ar" e a voz do "trono" diz: "Está feito"(ge,gonen - indicativo perfeito de gi,nomai). A escolha do "perfeito" aqui é deliberada por parte de João. Também não é preciso dizer que o uso do perfeito (per-fectum) "não é usado para indicar uma ação passada, mas o estado presente e resultante da ação passada"(apud, Wallace, 2009, p. 573). Este pode ser um perfeito consumativo e é usado para enfatizar o que foi feito, isto é, derramar a taça da ira de modo definitivo e completo.

Com o derramar da última taça, os "eventos naturais" aconteceram: trovões, relâmpagos, grande terremoto, ilhas desaparaceram, cidades ruíram, os montes desabaram, chuva de granizo e pedras etc. Não me parece que João tenha encontrado uma "boa desculpa" para lançar sobre os "eventos normais da natureza" estes mesmos eventos.

5. A Verdadeira Condição Humana

Mas, o que chama a atenção é o resultado. Os homens, mesmo diante de tantas calamidades, não mudam o seu pensamento sobre Deus. Pelo contrário, no meio da desgraça, encontram tempo para blasfemarem de Deus (v. 21).

Semelhante aos homens de Romanos 1, que não glorificam a Deus, nem lhe dão graças, mas preferem seus discuros tolos, preferem a glória da criatura à glória do Criador, preferem a mentira à verdade, preferem a ignorância ao conhecimento de Deus e, por isso, são "aborrecedores de Deus", os homens do Apocalipse agem de modo semelhante.

Não importa como o juízo de Deus venha (comportamental ou eventos naturais), os homens não mudam.

Veja: mesmo que tenhamos uma solidariedade (e devemos ter), mesmo com um batalhão de pessoas ajudando, mesmo diante de tão grande terremoto, muitos haitianos não se arrependem de seus pecados. Não é diferente das "nações ricas", que mesmo diante de tanta miséria moral, comportamental, deterioração familiar, social e cultural, continuam a afundar-se nos seus pecados.

Enquanto não olharmos o padrão de Deus, continuaremos a pensar que os homens são "bons" por natureza, que são sensíveis aos horrores deste mundo; que estão entregues à própria sorte. Não é isto que as Escrituras ensinam. O Senhor Deus está, de fato, no controle deste mundo, governando até mesmo "os fios de cabelos" e os pardais. Ele nos deu a Sua Lei e é por ela que devemos olhar quem somos nós: pecadores que desafiam a Deus. E nisto não há "galego dos olhos azuis" ou haitianos; ricos ou pobres; macho ou fêmea; adulto ou crianças.

6. O Maior Acontecimento de Todos: O que Deus fez?

Não é por menos que para acabar com esta rebeldia, o Deus Soberano enviou o Seu Filho, este sim, Inocente e Justo, sem Pecado e agradando ao Seu Pai e absolutamente tudo, sendo-Lhe obediente até à morte. E foi para livrar rebeldes da morte e da ira que o Pai agradou em fazer enfermar o Seu Filho; o Justo pelo injusto! O inocente pelo culpado; o Santo pelos pecadores!

Nisto, Jesus Cristo não foi sacrificado pelos ricos ou pelas nações que podem se proteger das "catástrofes naturais". Não, de forma alguma. Antes, Ele morreu para salvar pecadores-rebeldes de todas as nações, inclusive pelos haitianos, africanos, brasileiros e, não menos, pelas nações ricas.

Os haitianos, em termos de natureza humana, não são diferentes do norte-americanos, brasileiros ou europeus. Os atos descritos nas matérias acima descrevem o quanto podem ser contra seus próprios irmãos e irmãs, adultos ou crianças. Não é a condição social de alguém que muda o coração. Podem ter até mais dinheiro ou bens; porém, no mais profundo do coração, aquele que apenas Deus conhece, os homens são iguais. Transformá-lo por outros meios ,que não pela Cruz de Cristo, é um trabalho de Sísifo

Querer transformar a tragédia do Haiti em "guerra de classe" divina, apenas uma mente enebriada pelo autonomismo humano o pode fazer.

Postado por Gaspar de Souza