domingo, 31 de março de 2013

Porque houve 1964 - que você não encontrará nas Escolas!


Ernesto Caruso
 O povo nas ruas pedindo a intervenção das Forças Armadas para acabar com 
o caos que reinava no Brasil, e para evitar o golpe comunista que estava 
preparado .
A pesquisa da jornalista Cristiane Costa apresenta uma visão das ações de João Goulart colhida dos jornais a demonstrar o anseio da Nação para colocar um freio na célere caminhada para a ruptura institucional. A verdade que o governo atual tenta distorcer através de coordenada campanha nacional, a criar comissões para perseguir quem livrou o país do comunismo com o Movimento de 31 de março que teve total apoio da sociedade.

No Correio da Manhã/Rio, do dia 31, ao expressar condoído: “O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!”.  No dia seguinte em uníssono com os brasileiros, “FORA!”, “Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!”.
 

O Jornal do Brasil proclama: “Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade… Legalidade que o caudilho não quis preservar... A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas... Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.”.

“... legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.” (Estado de S. Paulo).  “Multidões em júbilo na Praça da Liberdade... em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia...  para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas... uma das maiores massas humanas já vistas na cidade.” (O Estado de Minas).
 
O Dia/Rio: “A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas...”; a Tribuna da Imprensa/Rio: “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.”.
 
“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada”… “atendendo aos anseios nacionais de paz, tranquilidade e progresso… as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal”. (O Globo/Rio).
 
Correio da Manhã: “Lacerda anuncia volta do país à democracia.” O Povo, de Fortaleza: “A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz... assim deverá ser, pelo bem do Brasil”. “Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos... souberam unir-se todos os patriotas...  para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem... a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a âncora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições... diante da Nação horrorizada.” (O Globo). “Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos”… “Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria.” (Estado de Minas).
 
“A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista” (O Globo). “Milhares de pessoas compareceram... o ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”. (Correio Braziliense). “Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”  (A Razão, Santa Maria/ RS).
 
“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações... Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações...”. (Jornal do Brasil, 31/03/1973).
 
Julgamento da Revolução, O Globo, 7/10/1984: “Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.”.
 
A subversão está no Partido Comunista de Luiz Carlos Prestes, mentor da Intentona de 1935 que se instala no governo Goulart para derrubá-lo. O resumo acima demonstra o insucesso de mais essa tentativa, repetida na luta armada do terrorismo e guerrilha nas décadas de 60/70. Os nomes das facções arrancam as máscaras de integrantes do governo e da comissão meia-verdade quando defendem os terroristas e as “puras intenções democráticas” que os motivaram para a luta armada: Partido Comunista Revolucionário; Vanguarda Popular Revolucionária; Ação Popular Marxista Leninista; Fração Bolchevique Trotskista; Marx, Mao, Marighela, Guevara (M3G); Partido Operário Revolucionário Trotskista...   

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Minha homenagem às FFAA pela Defesa da  Soberania Nacional pelo Movimento Cívico-Militar de 1964. (Gaspar de Souza)
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Argumento Ontológico de Norman Malcolm


Por C. Stephen Evans[1]

Este é um trecho do livro Philosophy of Religion de C. Stephen Evans, no capítulo que trata dos Argumentos Clássicos para Existência de Deus. Neste excerto, Evans descreve a formulação de Norman Malcolm segundo o Argumento Ontológico de Anselmo, em que trata com o conceito de existência necessária.

Os Argumentos Ontológicos tentam mostrar que o próprio conceito ou ideia de Deus implica sua realidade. Se uma pessoa pode claramente conceber Deus, então ele ou ela deve ser capaz de entender que Deus deve existir. Os créditos para a primeira formulação deste argumento são, geralmente, atribuídos a Santo Anselmo, Arcebispo da Cantuária no século onze. Várias versões do argumento têm sido defendidas por filósofos famosos como Descartes e Leibniz. O século vinte tem visto um grande reavivamento de interesse no argumento, como pensadores tais como Charles Harstshorne, Norman Malcolm e Alvin Plantinga defendem-no.

A versão original de Anselmo é desenvolvida em seu Proslógio no curso de algumas reflexões sobre o que o “tolo diz em seu coração: não há Deus”. Anselmo raciocina que até mesmo em negar a existência de Deus, o tolo deve entender a ideia de Deus. Deus deve existir ao menos como uma ideia no entendimento do tolo. Qual é a ideia de Deus? Para Anselmo, Deus é o maior ser possível, “um ser do qual não é possível pensar nada maior” 

Anselmo afirma que é melhor ou maior existir na realidade do que simplesmente existir no entendimento. Desde que Deus é, por definição, o maior ser possível, diz Anselmo, é impossível para Deus existir apenas no entendimento do tolo. Pois, neste caso, um ser maior do que Deus poderia ser facilmente concebido, ou seja, um ser que existe tanto no entendimento quanto na realidade. Posto em passos numerados, o argumento é como se segue:

1. Deus é o maior ser possível.

2. Deus existe ao menos na mente ou no entendimento.

3. Um ser que existe apenas na mente não é tão grande quanto um ser que existe na realidade bem como na mente.

4. Se Deus existe apenas na mente, ele não seria o maior ser possível.

5. Então, Deus deve existir na realidade e também na mente.

Como era de se esperar, este argumento tem encontrado muitas objeções, pois a afirmação de que a existência de alguma coisa pode ser inferida simplesmente de sua definição é implausível para muitas pessoas. Gaunilo, um contemporâneo de Anselmo, produziu uma paródia do argumento em que ele tentava provar que uma Ilha Perfeita – “um ilha da qual nenhuma maior pode ser concebido” – deve existir. A réplica de Anselmo a este foi essencialmente que o conceito de Deus é único. Deus, diferente das ilhas e outros objetos finitos, é um ser necessário. A implicação é que o conceito de “uma possível ilha maior ou mais perfeita” não pode ser coerente. Talvez para algumas [ilhas] que nós concebamos, poderiam ser concebida uma mais perfeita do que ela. Mas, apenas um ser necessário pode ser um maior ser possível. A importância da réplica de Anselmo será evidente abaixo.

Uma objeção famosa feita por Kant e outros é que não se pode legitimamente pensar “existência” como uma propriedade que uma entidade pode ou não pode ter em graus variados. Dizer de algo que ele existe não é dizer que ele tem alguma propriedade como “ser vermelho”, mas que a entidade em questão, com todas as suas propriedades, tem sido atualizada. Quando nós pensamos de um objeto, nós sempre implicitamente pensamos dele como existindo. Mas, se existência não é uma propriedade, então ela não pode ser uma propriedade que acrescentamos à grandeza de Deus, o qual é requerido pelo argumento. O debate se existência é uma propriedade (ou se “existe” é uma predicado adequado) não é um que podemos resolver, embora pareça seguro afirmar que existência não é uma propriedade ordinária.

Outra objeção popular é a afirmação de que o Argumento de Anselmo fala-nos apenas sobre a definição de Deus; ele não pode dizer-nos algo que satisfaça aquela definição. Anselmo nos diz, muito corretamente, que quando pensamos em Deus, pensamos Nele como um ser real, mesmo como um ser necessariamente real, um ser que não pode deixar de existir. Essa definição, no entanto, como todas as definições, apenas nos diz o que Deus seria se ele existisse. [Mas] ele não pode estabelecer o fato de que ele existe.

Versões contemporâneas do Argumento [Ontológico] têm concentrado no conceito de existência necessária, a que Anselmo empregou em sua réplica a Guanilo e no capítulo três de seu Proslógio. Alguns filósofos, como o Normam Malcolm, têm argumentado que, realmente, Anselmo desenvolveu dois argumentos.

O primeiro argumento enfatiza a existência como uma “propriedade de condição necessária”, a qual Malcolm pensa ser falacioso, desde que existência não uma propriedade. O segundo postulou o conceito de existência necessária.

A essência do segundo argumento, como Malcolm formula, é como se segue: Deus é, por definição, um ser que simplesmente não passou a existir. Deus não pode vir à existência, nem pode ficar fora da existência, uma vez que um ser que o fizesse um ou outro não seria Deus. Segue-se disto que se Deus existe, então sua existência é necessária. Se ele não existe, então sua existência é impossível. Mas, ou Deus existe ou não existe, então, a existência de Deus é necessária ou impossível. Uma vez que não parece plausível dizer que a existência de Deus é impossível, segue-se que sua existência é necessária. Assim, se a existência de Deus é possível, então é necessária.  Abaixo segue o argumento. Mais formalmente, o argumento pode ser posto como se segue:

1. Se Deus existe, sua existência é necessária;

2. Se Deus não existe, sua existência é impossível.

3. Ou Deus existe ou ele não existe.

4. A existência de Deus é necessária ou impossível.

5. A existência de Deus é possível (não é impossível)

6. Então, a existência de Deus é necessária.

Como deveríamos avaliar este argumento? Ele é formalmente válido? Certamente parece ser. Mas, é legítimo? Para ser legítimo, as premissas devem ser verdadeiras. Das cinco premissas a mais problemática é a número (5)

Como nós sabemos que a existência de Deus é realmente possível? A premissa parece bastante inócua; parece como se nós estivéssemos simplesmente dizendo que talvez exista um Deus. Ela se torna uma afirmação bastante poderosa, no entanto, uma vez que a existência de Deus só é possível se ela for necessária. Por que o ateísta não deveria rejeitar e afirmar a existência de Deus, quando o assunto é completamente compreendido, pode ser visto como impossível? Uma vez que Deus não existe, não é possível que ele já tenha existido ou nunca existirá.

Por outro lado, qualquer que creia que Deus realmente exista terá que julgar que esta premissa é verdadeira e, deste modo, o argumento será legítimo. Pois a possibilidade da existência de Deus certamente segue-se da realidade de sua existência. É claro que devemos lembrar que uma prova eficaz deve ser mais do que simplesmente legítima. Ela deve ser racionalmente convincente. Aqui o argumento parece falhar, pois é difícil ver porque um ateísta não rejeitaria a premissa (5) e firmemente manter a impossibilidade da existência de Deus. E mesmo que o ateísta julgue a legitimidade do argumento e, portanto, será para ele convincente, não será racionalmente convincente ou a menos que possa, de alguma forma, saber que a existência de Deus é possível sem inferi-la de sua existência real. Devemos lembrar que, para um argumento ser racionalmente convincente para alguém, as premissas devem ser conhecidas a essa pessoa por razões independentes da conclusão.

Mesmo se o argumento falhe como uma prova racional convincente, no entanto, ele ainda pode realizar outras tarefas. Alvin Plantinga, um defensor de uma versão contemporânea do Argumento Ontológico, afirma que, embora o argumento possa não ser uma prova, ele demonstra que é razoável crer em Deus. A premissa central, que a existência de Deus é possível, embora possa não ser conhecida, é uma proposição que poderia ser racionalmente aceita: o argumento mostra a “aceitabilidade racional” do teísmo[2]. Isto parece legítimo, mas deveria ser observado que o ateísta pode, talvez, fazer uma afirmação semelhante: não é claramente contrário à razão afirmar que a existência de Deus é impossível.

Karl Barth interpreta o argumento de Anselmo não como uma prova, mas como uma tentativa de entender mais profundamente o que é aceito pela fé. Parece plausível que o propósito de Anselmo em formular este argumento pode ser bem diferente dos propósitos dos filósofos contemporâneo que têm defendido o argumento. Em todo caso, independente do valor o Argumento Ontológico como prova, reflexões sobre ele aprofundam nossa apreciação de Deus como um ser necessário.

O argumento também serve a função de forçar o ateísta a “sair do esconderijo”. Se o argumento é válido, então a pessoa que deseja negar que Deus existe, deve afirmar que a existência de Deus é impossível. Esta é uma afirmação muito mais forte que uma pessoa queira fazê-la inicialmente. Este último ponto pode ser generalizado em uma moral que possa ser aplicada a todos os argumentos teístas. Os Argumentos podem ser rejeitados, mas a pessoa que os rejeita paga um alto preço. Pois negar uma proposição é logicamente equivalente afirmar outra proposição. Negar p é afirma não-p. Em alguns casos, a asserção necessária para rejeitar os argumentos teístas pode ser mais problemáticas que outras.

Traduzido por Gaspar de Souza


[1] EVANS, C. Stephen. Philosophy of Religion: Thinking About Faith. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1982, p. 46 – 50.
[2] Consulte PLANTINGA, Alvin. Deus, a Liberdade e o Mal. São Paulo: Vida Nova, 2012, p.140 [N.T]


sexta-feira, 1 de março de 2013

QUEM OS FARÁ A ENTREGAR O PODER

Por Paulo Chagas (Gen Bda R1 SIP/11)

Caros amigos
 
O Partido do Trabalhadores está no poder há três mandatos e, provavelmente, lá permanecerá por mais um!
 
Terá, assim, completado a etapa da consolidação do pleno aparelhamento do estado,  colocado sua gente em todos os postos chave da república e cooptado todos os oportunistas e inocentes úteis que compõem as classes política e empresarial , bem como os jovens, estudantes ou não, que se deixam idiotizar pela falácia e pela mentira e os famintos, ignorantes ou sem perspectivas, embretados nos currais do "bolsa esmola".
 
Todavia, quando o caos transformar o engodo em realidade, fazendo os menos ignorantes enxergarem o quanto foram ingênuos ou coniventes com o mal, haverá uma mudança no fiel da balança, tendo como consequência, lógica e democrática, a possibilidade de alternar partidos e propostas.
 
Restará, contudo, saber se os desmascarados entregarão de bom grado os postos e privilégios com os quais se têm locupletado e lambuzado, desde o primeiro mandato da era pós moral, sob a liderança do Sr Lula da Silva e seus muitos ladrões, já que o seu projeto de poder é ditatorial, mafioso e permanente e não inclui a possibilidade de saída, muito menos pela via que lá os colocou.
 
Os indícios disso estão por aí, aqui e acolá e revelam que não se trata de estratégia isolada ou eventual, mas de um estudado e bem coordenado plano cujo centro de comando e controle está instalado e dissimulado no cada vez mais conhecido e poderoso Foro de São Paulo.
 
Seus objetivos revelam-se nos conchavos diplomáticos, nas manifestações e nas palavras de ordem da militância que, à luz do dia, com violência e sem subterfúgios, demonstram sua simpatia pelo regime cubano, intimidando e constrangendo a blogueira Yaoni Sánchez, em visita ao Brasil, acusando-a de traição e afirmando, sem pejo ou vergonha, que "a América Latina vai ser toda comunista"!
 
São os mesmos irascíveis e coléricos  que cospem na cara de idosos e que não toleram conviver com o contraditório!
 
Parece absurdo, mas é a realidade, existem pessoas no Brasil, ligadas aos corruPTos, que querem para nós o triste destino do povo cubano, onde o regime de força da "famiglia Castro" distribuiu a miséria, a fome e a doença e confiscou todas as liberdades, inclusive a de pensar e discordar.
 
Meio século no poder é algo por demais sedutor para qualquer canalha, mesmo quando desgraçado por moléstia incurável! Há exemplos aqui, ali e acolá!
 
Mas, como diz o ditado,  "não há mal que sempre dure, nem há bem que nunca acabe" e chegará o dia em que a democracia indicará o fim desse tempo e eles terão que sair. Aí fica a pergunta: "Quem os fará entregar o poder? As urnas? A vontade do povo? A justiça? A lei e a ordem? Ou será a força das Forças?
 
O MST, braço armado da guerrilha rural; os sindicatos comprometidos, laborais e do crime organizado; a UNE, comprada com dinheiro público; os apaniguados e incompetentes, aboletados em cargos público e "de confiança"; as polícias, comandadas por "majores - coronéis" comprometidos com o projeto; os corruPTos, de todos os matizes e níveis de sofisticação; e a legião de desocupados, escravizados pela boca ou intimidados pela fome, conduzidos por seus líderes de barro, sairão às ruas para negar o direito e a verdade das urnas, para intimidar a maioria e  "melar o jogo"!
 
Restará, mais uma vez, a última razão da nação, as instituições que detém o dever constitucional de fazer valer e cumprir a lei e assegurar a ordem interna.
 
Com certeza, desta vez, não precisarão usar a iniciativa que lhes outorga a lógica da vontade da nacional, pois um dos três poderes já demonstrou sua independência e, mais do que isto, seu comprometimento com os valores que compõem o arcabouço moral da sociedade brasileira e, assim, cumprindo com o seu dever, ordenará, se preciso, o emprego da força das Forças para que os usurpadores desocupem suas posições, entreguem os cargos e tomem o rumo que lhes conferirá o desprezo nacional!
 
Deus é grande e justo! Quem viver verá!

Fonte: Terrorismo Nunca Mais

Michael Behe e os Limites do Darwinismo


POR ORLANDO BRAGA
Eu penso que o mais importante deste vídeo que segue — de uma conferência do bioquímico Michael Behe, professor da universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, e gravado recentemente — é a redução ao absurdo da narrativa darwinista. Um exemplo da narrativa darwinista é este texto do professor Galopim de Carvalho segundo o qual “as células são produto de evolução atômica”. A forma de reduzir ao absurdo este conceito do professor Galopim de Carvalho é a de descrever (e não, “explicar”, porque a ciência não “explica” o universo, no sentido literal do termo) o que se passa dentro de uma célula, por exemplo; ou descrever como uma pessoa se torna imune à infecção pelo vírus da malária.
Ou seja, a assunção genérica e “mágica” da narrativa do professor Galopim de Carvalho, segundo a qual “as células são produto de evolução atômica” — e que é aceita pela população em geral como um mito urbano que justifica o darwinismo, por um lado, e que por outro lado transforma o darwinismo em uma espécie de dogma moderno que pretende substituir os dogmas da religião tradicional — é “desmontada” ou desconstruída pela simples explicação genérica do que se passa efetivamente a nível celular.
Este tipo de intervenção pública de Michael Behe é importante porque desmascara, aos olhos dos povos, os atuais mentores do cientificismo positivista — como parece ser o caso do professor Galopim de Carvalho, e entre muitos outros —; e desmistifica e demitifica o novo “clero” dogmático interpretado pelo cientista que transforma a ciência — conforme defendido por Augusto Comte, no século XVIII — em uma nova religião imanente e materialista.
Ao contrário de positivistas fundamentalistas, como por exemplo Richard Dawkins, Michael Behe presta um serviço inestimável à ciência ao sublinhar a dúvida metódica (e não a dúvida céptica, que é uma coisa diferente), em detrimento da certeza cientificista própria do darwinismo, certeza essa que se transforma numa espécie de fé própria de uma religião materialista, absurda, e intelectual e espiritualmente chã e básica.
Num mundo moderno, em que o ser humano perdeu o seu sentido, a denúncia do dogma darwinista através da ciência propriamente dita deve ser um dos principais deveres dos (verdadeiros) cientistas.

Orlando Braga edita o blog Perspectivas – http://espectivas.wordpress.com

Mídia Sem Máscara (http://www.midiasemmascara.org/artigos/ciencia/13899-michael-behe-e-os-limites-do-darwinismo.html)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Onisciência


Por Alexander R. Pruss[1]

Considere duas afirmações sobre o Conhecimento de Deus

1.    Para todo p, se p, então Deus conhece p
2.    Para todo p, se p, e Deus possivelmente conhece p, então Deus conhece p.

É um fato interessante que (2), combinado com duas premissas incontroversas, abrange (1). Aqui estão mais duas premissas incontroversas.

3.    Necessariamente, o Conhecimento de Deus é exclusivo por conjunção e implicação tautológica (isto é, se Deus conhece p, e Deus conhece q, então Deus conhece (p e q), e se Deus conhece p, e p tautologicamente implica q, então Deus conhece q)
4.    Existe ao menos uma proposição p tal que possivelmente Deus conhece p e possivelmente Deus conhece não-p.

Obviamente, a proposição p em (4) é contingente, desde que conhecimento abrange verdade. Aqui está o argumento de que (2) – (4) abrange (1). Determina qualquer verdade p. por (4), seja q qualquer porposição de tal forma que, possivelmente, Deus conhece q e possivelmente Deus conhece não-q. Se q inclui, vamos r=q. Se q não se sustenta, então temos r=não-q. Observe que r é verdadeiro.
Observe que possivelmente Deus conhece não-r (se r=q, então segue-se do fato de que Deus possivelmente conhece não-p; se r=não-q, então segue-se do fato Deus possivelmente conhece tanto q quanto (3), desde que q tautologicamente implica não-r). Seja s a proposição (p ou não-p). Então, Deus possivelmente conhece s. Para Deus possivelmente conhecer não-r, e em qualquer mundo Deus conhecer não-r, Deus também conhece (p ou não-p) por (3). Então,  s é tão verdadeiro quanto p é verdadeiro. Por conseguinte, se é uma proposição que é verdadeira e possivelmente conhecida por Deus. Novamente, por (2), Deus conhece s. Ademais, r é uma proposição verdadeira, e Deus possivelmente conhece r (desde que Deus possivelmente conhece q e Deus possivelmente conhece não-q). Conclui-se, Deus conhece r, por (2). Mas s é (p ou não-r). Por (3), segue-se que Deus conhece p, desde (s e r) tautologicamente implica p
Se alguém tenta limitar a onisciência por dizer que onisciência apenas significa que Deus conhece coisas que Deus pode conhecer, ou que Deus apenas conhece coisas que possivelmente são conhecidas por alguém (que também abrange [2], não se tem limitada a onisciência de todo: Deus ainda acaba conhecendo todas as proposições verdadeiras, assumindo [3] e [4]). Existe algum outro modo de limitar a onisciência não-arbitrariamente? Estou certo que não. Mas, infelizmente, não existe necessidade para limitar a onisciência. Deus conhece todas as verdades.


[1] Alexander R. Pruss Associate Professor Department of Philosophy Baylor University


Traduzido por Gaspar de Souza

Filosofia Analítica e Filosofia Continental


[Existem] duas Escolas ou Áreas dentro da Filosofia Contemporânea. A Filosofia Analítica, frequentemente chamada de filosofia “Anglo-Americana” por causa de sua origem nas Ilhas Britânicas e nos Estados Unidos da América. Decorrente das obras de Gottlob Frege e dos antigos escritos de Edmund Husserl, representantes clássicos incluem Ludwig 'Wittgenstein, Bertrand Russell, os “positivistas lógicos”, W. V. O. Quine, Donald Davidson, Saul Kripke e Alvin Plantinga. A Filosofia Continental originou-se da Europa Continental, particularmente Alemanha e França. Traçando sua linhagem a partir de Immanuel Kant e Georg Wilhelm Friedrich Hegel, figuras representantes na Filosofia Continental incluem Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre, Emmanuel Levinas, Jacques Derrida e Michael Foucault.

Tem havido, tradicionalmente, uma grande hostilidade entre as duas escolas, mas isso é amplamente baseado em caricaturas: a Filosofia Analítica é caricaturada como sinônimo de positivismo lógico e como obcecada por distinções sutis, mas em última análise, sem sentido; a Filosofia Continental é caricaturada com niilista e desdenhosa de argumento lógico. Qualquer distinção real entre as duas deve ser entendida como heurística e as duas escolas não são, certamente, exclusivas. No entanto, podemos definir algumas grandes diferenças.

            Na Filosofia Analítica, a prioridade é colocada em analisar as proposições e argumentos essenciais dos textos a fim de avaliar seu poder de persuasão. Em outras palavras, o objetivo da filosofia [analítica] é resolver problemas, definindo claramente os termos de um debate e construir argumentos em que as conclusões sejam verdadeiras e possam ser realmente verificadas (ou desmascarar falsas conclusões). Proposições são consideradas eternas ou atemporais e, por isso, não são significativamente condicionadas pelo contexto sócio-histórico. Então, uma vez que alguém extraia uma proposição, digamos, da “Suma Teológica de [Tomás] de Aquino”, realmente pouco importa quem disse isso, ou quando foi dito, ou as influências sobre o filósofo que disse isso. O que importa é a declaração em si e o papel que ela desempenha no argumento. Como era de se esperar, nesta escola de pensamento a história da filosofia muitas vezes tem pouco ou nenhum papel a desempenhar exceto como uma fonte de argumentos. Assim, nos programas de pós-graduação na tradição analítica, por vezes há exigências da história da filosofia, mas a exigência mais rigorosa é em lógica.

            Na Filosofia Continental, a ênfase recai sobre a história da filosofia, com a consequência de, por vezes, desvalorização da lógica (muitos programas de pós-graduação em filosofia continental não têm requisito em lógica). Isto nasce de convicções básicas, pois na escola continental há uma maior valorização da inevitabilidade da tradição e para o aspecto existencial de questionamento filosófico (em vez da lógica)

Ambas as tradições têm fornecido fontes de pesquisas para o pensamento teológico e, recente geração de filósofos e teólogos parece apreciar a complementaridade destas duas tradições.

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CLARK, Kelly James; LINTS, Richard; SMITH, James K.A. 101 Key Terms inPhilosophy and their Importance for Theology. Louisville, London: Westminster John Knox Press, 2004, p. 1 – 3.




Traduzido com permissão, com adaptações, por Gaspar de Souza

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ministério Pastoral: Um Caminho certo para ser Desonrado


Por Ed Welch[1]
 
Aqui está uma razão para você ser chamado ao ministério pastoral: as pessoas que você ama, não amarão você de volta – ao menos algumas delas não amarão você de volta. Elas dirão coisas totalmente horríveis sobre você. Por isso, é melhor você estar certo de que quer fazer isto. Uma coisa é ser humilhado pelo mundo em sua volta; outra coisa é ser humilhado por sua própria família eclesiástica por quem você está derramando o coração.

Ataques Pessoais
Esta é a pior característica do ministério pastoral. Todo pastor, a menos que ele esteja rodeado por outros que o protejam das críticas, tem dezenas de histórias de partir o coração. Tome o exemplo do pastor que recebe semanalmente cartas anônimas de um congregado que, alegando falar em nome de muitos outros, escreve dizendo que “ora todo dia para que você deixe a igreja”. As cartas são recortes de revistas e jornais de modo que eles olham assustados como uma ameaça de homicídio.

Mas existem algumas boas notícias. Você não está sozinho. Leia a Segunda Carta de Paulo aos Coríntios e tenha seu coração partido.

Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? (2Co 3.1)

Recebei-nos em vossos corações (2Co 7.2)

Paulo plantou esta igreja do zero. Ele ficou com eles por um ano e meio, nunca foi um fardo para eles e seu amor por eles estava em constante exposição.

A resposta deles? “Quem é este Paulo, de qualquer jeito, especialmente comparados com aqueles maravilhosos pregadores itinerantes articulados que nos visitam? Sigamos alguém que tenha aqueles dons abertamente e que pode acrescentar status lutando em nossa congregação. Sigamos alguém que ‘tenha visão’”. Eles ansiavam por um guru espiritual que se encaixasse no perfil mundano de um “ativista influente”

Os Sofrimentos de Cristo
Pastor, isto deve incentivá-lo. Paulo está tanto identificando sua experiência em Corinto, como profetizando que pastores que segui-lo compartilharão de suas experiências. Sua lógica é simples: Jesus foi abandonado e traído pelos que estavam próximos a ele, então deveríamos esperar algumas daquelas vergonhas no moderno ministério pastoral. Conhecendo isto, sua confiança na Escritura cresce e você pode realmente tornar-se mais ousado frente às adversidades. Quando as Escrituras reformulam suas dificuldades e lembram que você está seguindo os passos do seu Messias, você se sente quase indigno.

Isto não isenta as coisas desrespeitosas que os congregados dizem. Tal desrespeito é um mal pernicioso que podemos deixar para outro dia. Neste ponto, por favor, seja encorajado que você está experimentando algo do transbordar natural dos sofrimentos de Jesus, o que significa que você é honrado. Aqueles que desonram a você são aqueles que serão chamados a prestar contas.



[1] Edward T. Welch, (M.Div., Ph.D) é um Conselheiro e Membro do Corpo Docente da CCEF. Obteve seu Ph.D em Aconselhamento (Neuropsicologia) pela Universidade de Utah e seu Mestrado em Teologia pela Biblical Theology Seminary. Ed Welch tem sido Conselheiro por mais de 30 anos e escreveu extensivamente sobre os tópicos: depressão, medos e vícios. Seus livros incluem: When People Are Big and God is Small; Addictions: A Banquet in the Grave; Blame it on the Brain; Depression—A Stubborn Darkness; Running Scared; Crossroads: A Step-by-Step Guide Away From Addiction; and When I Am Afraid: A Step-by-Step Guide Away from Fear and Anxiety.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Irmãos, Nós Não Somos Irmãs - A Presença Masculina no Púlpito da Igreja de Cristo


por Douglas Wilson

Douglas Wilson
Douglas Wilson
Dizer que uma coisa não é outra coisa não é reclamar contra qualquer um dos dois.
Dizer que o Sol não é a Lua não é criticar a Lua, e dizer que a terra não é o mar não significa registrar uma reclamação contra o mar. Deus estabelece diferenças no mundo com a intenção de que haja complementação entre as coisas, não que seu mundo cheio de variedade tente se misturar em uma grande e indistinguível massa. Uma pinha não é um bolo de fubá, que não é uma ponte suspensa. Um homem não é uma mulher, mas Deus abençoa ambos.
Assim, exortar meus irmãos de ministério a lembrarem que não são irmãs não é, de forma alguma, algum tipo de desdém, quer aberto ou subentendido, às irmãs. Como irmãos no ministério, há muitas coisas que podemos aprender com as irmãs, e devemos ter o cuidado de aprender essas coisas cuidadosa e apropriadamente. Dando apenas um exemplo, o apóstolo Paulo diz que havia sido carinhoso entre os tessalonicenses assim como uma ama que acaricia seus próprios filhos (1 Tessalonicenses 2.7). A Bíblia diz que as mulheres não devem se levantar para ensinarem os homens autoritativamente (1 Timóteo 2.12), mas isso é algo muito diferente de homens aprendendo com mulheres (Atos 18.26). Como seria possível para um homem viver com sua esposa com discernimento (1 Pedro 3.7) sem aprender qualquer coisa com ela?

Presença masculina no púlpito

Dito isso, nesses tempos igualitários, devemos insistir na presença masculina no púlpito porque a igreja é a noiva de Cristo, e deve obedecer seu marido em tudo (Efésios 5.24). O Senhor requer isso de nós (1 Timóteo 2.12), e assim é assim que devemos agir. O indivíduo no púlpito deve ser masculino porque a noiva de Cristo deve ser feminina. A resposta feminina apropriada da Igreja é a de ser submissa, e não há como ser submissa desobedecendo.
Mas quando aceitamos essa responsabilidade como sabedoria de Deus, e a abraçamos com base nisso, não devemos nos surpreender quando um número de incentivos e razões adicionais nos ocorrem.

Pelo bem dos homens mais jovens

Devemos ser masculinos em nossos ministérios pelo bem de muitos rapazes que estão entrando no ministério – homens que cresceram em uma masculinidade sem um modelo masculino apropriado em seus pais. Somos seus pais na igreja agora, e assim devemos ser exemplo sobre o que significa a masculinidade – como é a coragem de abrir o livro. A Bíblia ensina que as melhores formas de aprender são as de imitação, e se queremos que a próxima geração de pregadores desenvolva verdadeira masculinidade, então deve haver alguma masculinidade que eles possam ver para imitarem. Mas antes de podermos dar exemplo, precisamos nós mesmos aprender.

Pelo bem das mulheres

Precisamos ser masculinos em nosso ministério pelo bem das mulheres em nossas congregações. Como os homens são naturalmente competitivos, estão mais propensos a enxergarem as diferenças entre os sexos em termos de competição. As mulheres são mais realistas nesse ponto, e não cometem esse erro com tanta frequência. A melhor coisa para as mulheres na igreja é que os homens sejam homens. Um homem ensinar a palavra de Deus com autoridade (e não como os escribas) não é limitar nada às mulheres – é uma bênção para elas. Mulheres piedosas são magoadas por mulheres usurpadoras e chateadas por homens afeminados. Elas são alimentadas por homens que ensinam a Bíblia com coragem. Elas precisam desse tipo de provisão e proteção, e elas sabem que precisam disso. Nós também deveríamos saber

Apagando uma antiga percepção

Devemos ser masculinos em nosso ministério para podermos apagar a percepção de centenas de anos dos ministros como sendo o “terceiro sexo”. Nós temos a palavra do Senhor para as nações ao nosso redor, mas elas não poderão nos ouvir se tudo que vem de nós é um grunhido infantil. O Senhor escolheu os filhos de Zebedeu para serem seus “filhos do trovão”, e quando pensamos no estado das nações ao nosso redor, deveríamos desejar que ele escolhesse mais desses. Os níveis da nossa estupidez espiritual são opressivos, e nossos pecados e iniquidades criaram uma atmosfera que parece a de Júpiter em uma tarde calorenta. O que nós precisamos é de algumas boas tempestades para clarear o tempo e levar tudo isso embora. Nada é mais aparente do que a nossa necessidade de alguns pregadores masculinos pregando sem reservas.

O púlpito: o lugar público da coragem

Isso nos leva ao último ponto, que nós precisamos ser masculinos em nosso ministério porque o púlpito deve ser o tipo de posição pública onde é necessário ter coragem para estar. E esse é o tipo de afirmação que revela o quão sensibilizados pela propaganda descrente nós nos tornamos. Se dizemos que os homens deveriam subir ao púlpito porque é necessário coragem para fazê-lo, a reação virá imediatamente, dizendo que não devemos dizer que as mulheres não podem ser corajosas. A resposta é simples – dizer que o púlpito é um lugar que requer uma coragem que peculiar é peculiar aos homens não é dizer que a coragem não existe ou não é necessária em qualquer outro lugar. Mas isso é apenas uma amostra do que um ministro do evangelho deve estar disposto – ele deve estar disposto a ser mal entendido e mal interpretado de formas como essa.
Nossas batalhas contra a ordenação feminina muitas vezes erra na ênfase. Devemos gastar menos tempo tentando impedir as mulheres de se tornarem homens no púlpito, e mais tempo ensinando homens a serem homens no púlpito. Irmãos, nós não somos irmãs.
Fonte:  iPródigo |Traduzido por Filipe Schulz