terça-feira, 12 de junho de 2012

Novamente o Argumento Ontológico - John Frame


Argumento Ontológico[1]
Por John M. Frame
 [Argumento Ontológico – para Intervasity Press Dictionary of Apologetics]

A mais influente formulação deste argumento (embora ele não use o termo ontológico) encontra-se nos primeiros três capítulos do Proslogium(Proslógio) de Anselmo da Cantuária (1033 – 1109). Ele havia já escrito um Monologium(Monológio), no qual ele considerou muitos argumentos para existência de Deus. Mas, então, diz ele, “comecei a pensar comigo mesmo se não seria possível encontrar um único argumento que, válido em si e por si, sem nenhum outro, permitisse demonstrar que Deus existe verdadeiramente...; e sobre aquilo que cremos acerca da substância divina”[2](Prefácio, p. 97). Ele diz que fez uma busca extensiva para tal argumento e, quando ele estava prestes a desistir de sua busca, este argumento “voltava a mim com insistência crescente”(idem).

O Proslogium, diferente do Monologium, é uma oração. No primeiro capítulo, Anselmo invoca a presença de Deus, confessando a incompreensibilidade de Deus e [confessando] seu próprio pecado. Ele conclui com estas famosas palavras: “Não tento, ó Senhor, penetrar a tua profundidade: de maneira alguma a minha inteligência amolda-se a ela, mas desejo, ao menos, compreender a tua verdade, que o meu coração crê e ama. Com efeito, não busco compreender para crer, mas creio para compreender[credo ut intelligam] . Efetivamente creio, porque, se não cresse, não conseguiria compreender”(p. 101)

O segundo capítulo começa o argumento que pressionou Anselmo. De acordo com a determinação de sua oração, que ele buscava crer a fim de entender, ele começa com uma crença Cristã: “Cremos, pois, com firmeza, que tu és um ser do qual não é possível pensar nada maior”(p. 102)

Agora, Anselmo reconhece que algumas pessoas não creem em um Deus assim, como o tolo no Salmo 14.1 que “diz em seu coração: não há Deus”. No entanto, este tolo, ao menos, entende as palavras “um ser do qual não é possível pensar nada maior”, então podemos dizer que, em certo sentido, este ser “existe no entendimento [do tolo]”(p. 102). Mas, se tal ser existe no entendimento do tolo apenas, e não na realidade, então podemos imaginar um ser maior ainda, a saber, que um que existe, não apenas no entendimento, mas na realidade. Sendo assim, o ser no entendimento do tolo não é realmente um ser do qual nenhum maior possa ser concebido. Então, um ser que realmente satisfaça a definição de Anselmo sobre Deus, um ser do qual nada maior pode ser pensado, deve existir não apenas no entendimento, mas também na realidade. Portanto, Deus deve existir, em virtude de sua própria definição.

No capítulo três, Anselmo formula a implicação de esse Deus não ser “possível sequer pensar que Deus não existe”(p. 102). Isto é, se Deus pode ser pensado que não existe, seria possível para nós pensar um Deus ainda maior, um que não pudesse ser pensado em não existir. Então, Deus não existe necessariamente, como os filósofos e teólogos recentes defenderiam. Ele não simplesmente existiria. Ele deve existir. Uma vez que conhecemos o significado de Deus, como Anselmo o definiu, nós não podemos pensar dele não existindo. Pois, para ser maior, melhor para ele existir do que não existir, e existir necessariamente, não contingentemente.

Pelo restante do livro, Anselmo procurar provar os atributos tradicionais de Deus usando o mesmo método: Deus é “justo, verdadeiro, feliz e tudo aquilo que é melhor que exista do que não exista”(p. 104)

Podemos simplificar o Argumento de Anselmo, para facilitar a referência: (1) Deus tem todas as perfeições; (2) Existência é uma perfeição; (3) Então, Deus existe.

À primeira vista, muitos imediatamente suspeitarão de falácia. Lembro-me de um jogo de festa em que um amigo produziu uma prova de que 1=2 e desafiou-nos a todos a descobrir o que estava errado com ele( existia uma divisão por um zero oculto).[3] De modo semelhante, alguém suspeita de truque conceitual na argumentação de Anselmo. Pode-se, realmente, ser tão fácil provar a existência de Deus? mas, não tem sido fácil para os filósofos e teólogos mostrar onde a falácia está localizada, se de fato houver uma. Desde Gaunilo, contemporâneo de Anselmo, Tomás de Aquino, David Hume, Immanuel Kant, J.L. Mackie e outros tem rejeitado o argumento, mas muitos filósofos até o presente têm aceito versões do Argumento Ontológico: Descartes, Spinoza, Leibniz, Hegel e seus seguidores, e, no século vinte, pensadores como Charles Harstshorne, Norman Malcon e Alvin Plantinga.

O Proslogium inclui um Apêndice “Em favor do Insipiente” pelo monge Gaunilo, com uma resposta de Anselmo. Gaunilo ressalta que é duvidoso que possamos sequer pensar Deus em nossas mentes de acordo com a definição de Anselmo: pois, quem pode pensar de um ser do qual nenhum maior possa existir? E, se podemos raciocinar a partir do conceito da realidade como Anselmo propõe, poderíamos facilmente provar a existência de uma ilha perfeita: “se não existisse, qualquer outra terra existente na realidade seria melhor do que ela...”(p. 128)

Anselmo responde a Gaunilo em uma extensão considerável. Embora Gaunilo fale “Em Favor do Insipiente”, Anselmo responde que ele, Gaunilo, “não é um insipiente, mas um católico”. Então, diz ele, “será bastante para mim responder ao católico”(p. 129). Em resposta ao primeiro ponto de Gaunilo, Anselmo contesta que Guanilo, sendo católico, não pode negar que Deus é concebível, pois ele mesmo concebe Deus. Anselmo, particularmente, remove a prova analógica de Guanilo da Ilha Perfeita, mas sua resposta básica é que tal ilha não poderia ser adequada para sua definição de Deus, do qual nada maior pode ser pensado. Apenas um ser cumpre os termos daquela definição, ou seja, o Deus do Cristianismo. No restante da resposta, Anselmo discute vários sentidos de “conceber”, “compreender”, “existência” e as relações entre esses conceitos.

Immanuel Kant pensou que Anselmo equivocou-se quanto à natureza da existência, tratando-a como uma perfeição de Deus. Na visão de Kant, existência não é perfeição, e nem mesmo uma propriedade. Ela não é, de fato, um predicado “real”, embora possa ocupar a posição de predição em uma frase como “Deus existe”. Para existência, disse Kant, não se acrescenta nada a nosso conceito de algo. Se você conceber um carro indefinido e acrescentar a cor azul, seu conceito de carro mudou. Mas se você conceber um carro e então conceber o mesmo carro com existindo, nada muda, argumenta Kant, pois, no final, ele é o mesmo carro. Como Kant propõe: “Cem táleres[4] reais não contêm mais do que cem táleres possíveis”.[5] Assim, Kant pensou que Anselmo havia errado por fazer da existência um dos atributos ou propriedades de Deus.

No entanto, Kant admite que sua posição financeira é melhor com moedas reais do que com moedas possíveis.[6] E nós sabemos que um carro real é diferente de um imaginário, e que um unicórnio real, se tal existisse, seria diferente de um imaginário. O carro real pode parecer o mesmo que em nossa cabeça, mas ele é, certamente, algo coisa diferente. Existência, então, diferente de outras propriedades e predicados em alguns aspectos, mas não no sentido de que não faça diferença para os objetos que a possuem. Assim, parece que a objeção de Kant ao Argumento Ontológico falha, embora tenha gerado e continua a gerar muita discussão.

A objeção mais comum ao argumento, divulgado por Aquino, seguido por muitos outros, é que o conceito na mente implica apenas existência mental, nunca existência na realidade. Não pode haver “salto” da mente para realidade. Este argumento invoca nossa intuição de que podemos pensar muitas coisas, como unicórnios e duendes, que não existem na realidade, e é difícil conceber algo em tais conceitos mentais que, por si só, podem provar que esses objetos existam no mundo real. Anselmo, porém, não diz que isto é isto é de validade geral para inferir realidades a partir dos conceitos. Para ele, esta inferência é válida em apenas um caso, o caso de Deus. Não é válido para nossos conceitos de unicórnio ou ilhas perfeitas, mas apenas para aquele ser do qual nenhum maior pode ser pensado.

Agora, se nunca é possível argumentar a partir do conteúdo da mente para a natureza da realidade, então, estamos no mau caminho. Em certo sentido, o conteúdo de nossa mente (incluindo a experiência de nossos sentidos, nossa reflexão racional, nossas memórias, imaginações e conceitos) é tudo que com que estamos diretamente familiarizados. Se nunca somos capazes de raciocinar a partir de qualquer um deles para a conclusão sobre o mundo real, então, não podemos conhecer o mundo real de modo algum. Estamos presos ao ceticismo. Empiristas, Racionalistas, Idealistas e outros propõem diferentes formas de descrever esta inferência. (Na medida em que Kant negou a esta possibilidade, ele implicou-se da acusação de ceticismo). Mas a inferência deve ser descrita.

A própria inferência de Anselmo pode ser devida a Platão, para quem objetos de nossa experiência são reflexos de objetos mais perfeitos, Formas ou Ideias. Temos um conceito de bondade, por exemplo, embora nada em nossa experiência é perfeitamente bom. Então, Platão acreditava, deve haver um Bem Perfeito no mundo real que serve como um modelo, critério ou padrão de bondade.  Embora possamos também rejeitar a ideia de Platão de que sabemos o bem perfeito a partir das experiências passadas da vida, ainda faz sentido afirmar que o mais alto critério de verdade, beleza e bondade deve existir na realidade, não apenas em nossas mentes. Outra coisa que conseguiríamos medir essas qualidades, exceto por um padrão subjetivo (e, portanto, arbitrário). Se bondade, verdade e beleza existem, deve haver um padrão objetivo pelo qual medi-los.

Dizer com Anselmo que Deus é aquilo do qual nada maior pode ser pensado é identificar Deus com a mais alta perfeição, o padrão e exemplo de toda grandeza e, portanto, de toda bondade, verdade e beleza e qualquer outra perfeição que possa existir. Sem tal padrão ou exemplo, não poderia haver bondade, verdade ou beleza no mundo, ou seja, o mundo seria um caos. Portanto, há um parentesco entre o Argumento Ontológico e o Argumento Transcendental (q.v).[7] ambos argumentam que, se Deus existe apenas em nossas mentes, não existem verdade ou significado, de fato, nenhum ser absolutamente. A grandeza de Deus, então, necessariamente deve existir.

O Argumento Ontológico, portanto, expressa a favor de Anselmo o coração de Cosmovisão Cristã.  Deus é a fonte de todo o valor, então sua existência é pressuposta se queremos aceitar a existência de qualquer outra coisa. Não é de estranhar, então, que este argumento surge em resposta à oração e é expresso na linguagem da oração. E não é surpresa que quando Gaunilo levanta objeções, Anselmo responde, não a um tolo, mas ao Católico. Como ele diz no seu Prefácio, ele não está tentando entender para crer, mas crer para entender. Quando ele descobre de maneira mais profunda que o Deus da Bíblia realmente é, aquele que nada maior pode ser pensado, ele vê uma importante razão por que ele deve existir.

O problema com o Argumento é que as pessoas com outras cosmovisões também tentam usá-lo. O Deus provado pela versão do Argumento de Spinoza  é bem diferente do de Anselmo. O Deus de Spinoza é idêntico com a Natureza, Dues Sive Natura. O mesmo pode ser dito do Absoluto de Hegel e o Deus do processo de Hartshorne. Em parte, as diferenças residem no fato de que cosmovisões diferentes divergem quando ao que é grande ou perfeito. Para Anselmo, é uma perfeição para Deus criar todas as coisas a partir do nada (Proslogium, cap. V, p. 104), mas não para Spinoza. Para Anselmo, é uma perfeição para Deus ser sem paixão (idem, cap. VI, p. 105), mas não para Hartshorne. O Argumento Ontológico necessariamente pressupõe um sistema de valores. Para Anselmo, este sistema vem de seu entendimento da Fé Cristã. Neste sentido, o Argumento pressupõe a revelação cristã, que, novamente, não deveria ser surpresa em vista da oração de Anselmo e o credo ut intelligam.

Como Tomás de Aquino disse, nem todo mundo reconheceria Deus como “aquele do qual nada maior pode ser pensado”, pois alguns, diz ele, tem pensado que Deus tem um corpo(Summa Theologiae, Prim. Part. P. 2, Art. 1, Obj. e Resp. 2). Nem alguém reconheceria que existência é uma perfeição, mesmo tendo em conta que é um “predicado real”. Para muitos Budistas, por exemplo, a aniquilação é preferível à existência.

Assim, a consistência do Argumento Ontológico como uma apologia para fé cristã, depende da coerência do sistema Bíblico de valores, sua noção de perfeição. O Argumento Ontológico não religiosamente neutro, mas que imediatamente assume a verdade que procurar confirmar. Apologistas Pressuposicionalistas (q.v) francamente reconhecerão e defenderão algum tipo de circularidade na apologética. Outros poderão rejeitar o Argumento Ontológico por esta razão. Mas eles devem perguntar se outros argumentos não são igualmente circulares. O Argumento Cosmológico não pressupõe uma ordem causal como encontramos nas Escrituras, mas não em David Hume? O Argumento Teleológico funciona a menos que entendamos propósitos de origem pessoal ou impessoal?


Bibliografia
Anselm of Canterbury, St. Anselm: Basic Writings, ed. by S. N. Deane (La Salle, IL: 1962).
Aquinas, Thomas, Summa Theologica in Anton C. Pegis, ed., Introduction to St. Thomas Aquinas (N. Y.: 1948).
Barth, Karl, Anselm: Fides Quaerens Intellectum (Richmond: 1960). Expounds the theological presuppositions of Anselm’s argument.
Frame, J. M., Apologetics to the Glory of God (Phillipsburg, N. J.: 1994).
Kant, Immanuel, Critique of Pure Reason, abridged, ed., tr., int.  by Norman Kemp Smith (N. Y.: 1958).
Plantinga, Alvin, God, Freedom and Evil (N. Y.: 1973). Includes a contemporary reconstruction of the argument according to modal logic and possible worlds.

Fonte: http://www.frame-poythress.org/frame_articles/2005Ontological.htm


[1] Traduzido e Adaptado por Gaspar de Souza. As Notas de Rodapé são do Tradutor.
[2] As citações diretas de Anselmo são fundamentadas em STO. ANSELMO; ABERLADO. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
[3] Você pode ver o exercício desta falácia aqu: http://www.math.toronto.edu/mathnet/falseProofs/first1eq2.html
[4] Antiga moeda alemã de prata.
[5] KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. 7ªed. Portugal, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001, p. 504 [A599 B 627].
[6] “Mas, para o estado de minhas posses, há mais em cem táleres reais do que no seu simples conceito (isto é na sua possibilidade”(idem, p. 505) – Nota do Tradutor
[7] Veja o verbete Argumento Transcendental em “Um Glossário Vantiliano

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FRANCIS COLLINS X NEO-ATEÍSTAS JUNTOS: QUEM MAIS CONTRIBUIU PARA A COMUNIDADE CIENTÍFICA E PARA O SABER CIENTÍFICO?


Em postagem anterior, descobrimos o fato irônico de que, enquanto Richard Dawkins, o ateu mais famoso do mundo, está empenhado em convocar cientistas para juntarem-se a ele em sua guerra cultural antirreligiosa, Francis Collins, um biólogo e cristão evangélico, está realmente produzindo muito mais conhecimento científico do que Dawkins.
Mas, e se tentarmos ajudar Dawkins, recrutando as obras de seus seguidores-líderes Gnus que também são biólogos: Jerry Coyne, Sam Harris e PZ Myers?  Afinal, estes três homens têm atacado violentamente a Francis Collins na internet. Eles se opõem publicamente à nomeação de Collins para dirigir o INS (Instituto Nacional de Saúde – National Institute of Health em inglês), sugerindo, sem qualquer evidência, que sua fé religiosa, de alguma forma, o levaria a prejudicar o financiamento da pesquisa científica. Harris afirmou que Collins “rejeitou a cosmovisão científica [Nota do Tradutor: diga-se, cosmovisão ateísta-naturalista] e que ele é “um homem que crer que o entendimento de nós mesmo através da ciência é impossível”. Harris também acrescentou:
Não há dúvida porém, que cientistas nominalmente religiosos como Francis Collins e Kenneth R. Miller estão causando prejuízos duradouros ao nosso discurso, pela harmonização que eles têm feito à irracionalidade religiosa  
Coyne acusou Collins de ser “um embaraço para o INS, para os cientistas e, também, para todas as pessoas racionais” e “um defensor de crenças profundamente anti-científicas”. Myers chama Collins de “um criacionista tolo argumentando contra teorias científicas” e “uma amável pessoa sem importância, um peso leve” que não sabe pensar como um pensa um cientista.
Você poderia pensar que quando estes três biólogos dividem seu sarcasmo orgulhoso, isto viria fundamentalmente porque eles geraram mais conhecimento científico que o cara religioso. Mas, infelizmente, não é esse o caso.
Lembre-se que Collins publicou 384 artigos científicos entre 1971 e 2007. Decerto que ele publicou muito mais desde 2007, como pode ser visto pelo fim de seu currículo na web. De fato, pesquisando na PubMed[1], um banco de dados que contém milhões de artigos científicos, sugere que Collins publicou cerca de 483 artigos. Mas, fiquemos com os 384 artigos, uma vez que poderia haver outros autores com as iniciais “Collins FS” misturado nos resultados do PubMed.
Novamente, usando o PubMed, fui capaz de determinar que Jerry Coyne publicou um número respeitável de 88 artigos entre 1971 e 2011. Para Myers, encontramos apenas 10 artigos entre 1984 – 1999. Para Harris, não foi preciso ir ao PubMed. O seu site faz propaganda dele e de suas publicações. Desde 2009, ele publicou 2 artigos.

Então, vamos pôr numa planilha os dados de Collins contra os dados destes líderes do Movimento Neo-Ateísta (só foi contado os artigos realmente científicos e os pequenos livros de Dawkins, não suas penugens ateístas).







Observe que nenhum dos novos ateus sequer chegou perto de gerar a mesma quantidade de conhecimento científico! Mas, espere aí. Eles poderiam? Vamos colocar de outra forma:




Oh, meu “Monstro Espaguete Voador”[2]! Collins contribuiu com mais conhecimento à Comunidade Científica (e à humanidade) do que Dawkins, Coyne, Myers e Harris JUNTOS!
Isso requer uma pequena modificação no gráfico-pizza:






Fonte:  http://shadowtolight.wordpress.com/2012/04/15/collins-vs-gnus-2/


Traduzido e Adaptado por Gaspar de Souza


[1] Não sabe o que é? Então veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pastafarianismo


[2]  Um portal virtual da Biblioteca de Medicina Nacional do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos: US National Library of MedicineNational Institutes of Health

Richard Dawkins vs. Francis Collins - Quem mais Contribuiu para a Comunidade Científica em termos de Conhecimento Científico?


Os Ateístas Gnus[1] insistem que o Cristianismo e a Ciência são incompatíveis. Por causa disto, eles convocam os cientistas a juntarem-se à sua guerra contra o Cristianismo e menosprezam os cientistas que não querem participar de sua guerra. Um ativista Gnu, Jerry Coyne, usa esta estratégia para atacar continuamente Francis Collins e elogiar Richard Dawkins. Isso, então, me fez pensar: qual dos dois têm mais contribuído para o conhecimento científico para a humanidade? Francis Collis, que é um cristão evangélico? Ou Richard Dawkins, que é o ateísta mais famoso do mundo?
Felizmente para nós, podemos acessar seus currículos na internet:
Aqui está o de Francis Collins (Arquivo em PDF)
Aqui está o de Richard Dawkins (Arquivo em PDF)
De acordo com o currículo de Francis Collins, ele publicou 384 trabalhos científicos entre 1971 a 2007.
De acordo como o currículo de Richard Dawkins, ele publicou 85 artigos e alguns livros entre 1968 a 2005.
Isto informa que Collins contribuiu com uma média de 10.3 artigos por ano, enquanto Dawkins escreveu 2.3 artigos e pequenos livros por ano.
Entre os 85 artigos e pequenos livros de Dawkins, julga-se que 34 são para promover o Ateísmo e, então, não passam de “felpos”. Entre os 34, eis alguns exemplos representativos:

1.   R. Dawkins (2004) What Use is Religion? Part 2, Free Inquiry August/September 2004, Volume 24: Issue 5, 11-12.
2.         R Dawkins (2002) A Challenge to Atheists: Come out of the Closet, Free Inquiry, Summer 2002 Volume 22: Issue 4, 40-43.
3.     R. Dawkins (1992). Lions 10, Christians Nil. New Humanist, 107, 2-3.

Então, vamos traçar suas respectivas publicações em uma base anual, onde dividirei os artigos científicos de Dawkins de suas “penugens” ateístas. O resultado seguem abaixo:

Claramente, Collins tem contribuido mais para o conhecimento científico da humanidade do que Dawkins. De fato, estamos em terreno mais sólido para argumentar que o Ativismo Gnu é incompatível com a Ciência.


Fonte: http://shadowtolight.wordpress.com/2012/04/12/dawkins-vs-collins/


Traduzido e Adaptado por Gaspar de Souza

[1] Um trocadilho “New Atheists” (Gnu Atheists) quanto à sonoridade em inglês. Gnu também um tipo de mamífero africano. Na animação 

AS MUDANÇAS NOS ÚLTIMOS 40 ANOS

Cenário 1:
 
Luis, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro:
 
 
· Ano 1971: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "besteira", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
 
· Ano 2011: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para as drogas, transforma-se num delinquente e fica preso num presídio especial para adolescentes.
 
 
Cenário 2:
 
José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
 
 
· Ano 1971: Rapidamente, José se sente melhor e continua brincando.
 
· Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...
 
 
Cenário 3:
 
Disciplina escolar:
 
 
· Ano 1971: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "bronca" e/ou nos encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
 
· Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.
 
 
Cenário 4:
 
Horário de Verão:
 
 
· Ano 1971: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
 
· Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.
 
 
Cenário 5:
 
Fim das férias:
 
 
· Ano 1971: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar, após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
 
· Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...
 
Cenário 6:
 
Saúde:
 
 
· Ano 1971: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
 
· Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.
 
 
Cenário 7:
 
Trabalho:
 
 
· Ano 1971: O funcionário que era “pego” fazendo “cera” (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
 
· Ano 2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.
 
Cenário 8:
 
Assédio:
 
 
· Ano 1971: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho, mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
 
· Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual. Ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.
 
 
Cenário 9:
 
Comportamento:
 
 
· Ano 1971: Homem fumar era bonito, ser gay era impossível...
 
· Ano 2011: Homem fumar é feio, ser gay é bonito.
 
 
Pergunta-se:
 
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1971 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS TANTO?


Fonte: TERNUMA

JÁ PASSOU DOS LIMITES


Paulo Martins

Publicado no Jornal Manchete Popular - Paraná, em 12/05/2012
 
A molecagem tanto do próprio governo como de figuras a ele ligadas, assim como de parte de radicais da imunda extrema esquerda, contra o Exercito Brasileiro, contra também suas patentes, já foi longe demais. Aliás, a própria inquilino da Presidência da República ultrapassou, no dorso da omissão, os limites tolerados no sentido de cumprir com sua obrigação constitucional de defender os valores patrióticos de nossa Nação.
 
O Exercito é um desses valores e está sendo apedrejado de forma infame, repulsiva, insultante, sem que haja reação de parte de quem tem por obrigação tomar medidas rígidas e expressivas. Até quando um mambembe moral e deformado vai ser tolerado a bordo de ofensas, pelo simples fato de terem no ódio uma marca sentimental contra quem nunca lhe permitiu espaço para movimentações corrosivas e decompostas?
 
A esquerda tem, sim, ódio do Exército, de oficiais do Exercito, da disciplina do Exercito e principalmente do respeito e dedicação disciplinar da Corporação para com o Brasil. Certamente esses sentimentos repulsivos dos radicais de esquerda são alimentados justamente pela falta desses valores patrióticos.
 
No ultimo sábado general de Exército Rômulo Bini, decidiu dar um basta na “domesticação” e lançou nota de revolta, de repúdio às omissões dos demais oficiais. O comandante do Exército, general Enzo Peri, não gostou. Que lástima. Como Dilma, passa a também se omitir em relação à sua obrigação de honrar e defender a instituição.
 
Já não é caso de disciplina ou indisciplina, é caso de omissão grave permitir que o Exército e seus integrantes sejam enxovalhados por línguas sujas e almas decompostas.
 
Essa gente, repito, já passou dos limites, o Exercito é nosso, do Brasil, dos brasileiros, é um valor incomensurável que está sendo desrespeitado e é preciso     que os moleques responsáveis por esses atos sejam definitivamente chamados à ordem, afinal, se revelam atração por comportamentos compatíveis com lata de lixo, é preciso que se convençam que o Exercito brasileiro não é essa lata, a lata, quem sabe, seja quem lhes passou essa deplorável maneira de ser ao longo de suas “formações sociais e familiares”.


Fonte: Terrorismo Nunca Mais (TERNUMA)

sábado, 12 de maio de 2012

Arqueólogos acham inscrições milenares com idioma desconhecido


Tábua de argila encontrada por pesquisadores na Turquia tem 2.800 anos

Imagem cedida pela Universidade de Cambridge mostra tábua de argila gravada no século VIII a.C. com uma lista de nomes de mulheres desconhecidas, achada na Turquia
Imagem cedida pela Universidade de Cambridge mostra tábua de argila gravada no século VIII a.C. com uma lista de nomes de mulheres desconhecidas, achada na Turquia (Universidade de Cambridge/EFE)
Lishpisibe, Bisinume e Sasime são alguns dos exóticos nomes de mulheres encontrados em uma tábua de argila gravada durante o Império Assírio, há 2.800 anos, e que permitiram conhecer uma língua desconhecida até o momento.

"Sabemos que são nomes de mulheres porque cada um é antecedido pelo símbolo assíriocuneiforme que indica um nome feminino", explicou John MacGinnis, membro da equipe de arqueólogos responsáveis pelo achado e que publicou o resultado de suas pesquisas no último número do Journal of Near Eastern Studies.

Saiba mais

ESCRITA CUNEIFORME
Surgiu no Oriente Médio por uma necessidade de comerciantes de identificar e quantificar os produtos. Em tábuas de argila os mercadores desenham os produtos e faziam marcas com a quantidade. Com o tempo, os desenhos foram substituídos por um código abreviado feitos com uma espécie de caneta de junco que marcava a argila como uma faca. Esse estilo de escrita ganhou o nome de cuneiforme e é a base das três línguas mais antigas do mundo: assíria, babilônica e suméria.
MacGinnis, professor da Universidade de Cambridge (Inglaterra), relatou que a tábua, escavada na jazida de Ziyaret Tepe, no sudeste da Turquia, foi descoberta em 2009 e apresenta uma inscrição no assírio habitual no império.

Mas seu conteúdo é uma surpresa: a lista abrange 60 nomes relacionados com o registro do palácio de Tushan, residência de um governador do Império Assírio no século VIII a.C., e 45 deles têm uma origem diferente de qualquer língua registrada pelos arqueólogos. "Pela morfologia dos nomes é óbvio", acrescentou, "que não correspondem ao assírio nem ao aramaico nem a nenhuma outra linguagem falada no Império Assírio do qual se tenha notícia."

MacGinnis indicou que a lista se refere a um grupo de mulheres oriundas de uma região afastada e transferidas ao império, possivelmente à força, como era frequente naquela época. "Poderiam proceder dos Montes Zagros no Irã", arriscou o professor, já que em outros documentos assírios há uma menção a um idioma chamado "mejranio", que teria sido falado naquela região, então sob domínio assírio, mas do qual não se sabe nada mais.

Língua isolada — "Alguns dos nomes lidos são Lishpisibe, Bisinume, Sasime, Anamkuri, Alaqitapi, Rigahe", explicou MacGinnis, que reconhece não ter pistas sobre o tronco linguístico ao qual poderiam pertencer. "Consultei um especialista e temos certeza de que não é uma língua irania (galho à qual pertence o curdo, falado atualmente na região)", esclareceu.

Seria possível, especulou, que esteja relacionada com alguma das diversas línguas faladas atualmente no Cáucaso e que fazem parte de três troncos linguísticos completamente isolados de qualquer outro idioma. "Agora começa o trabalho dos linguistas modernos que conhecem os idiomas caucásicos e que talvez possam achar alguma relação", disse o especialista.

Luta contra o tempo — Algumas tábuas em assírio são procedentes da antiga cidade escavada na jazida, mas a descoberta em 2009 é a única achada até agora no palácio, embora MacGinnis acredite que o edifício possa abrigar outras peças.

O que não é possível saber ainda é se poderá encontrá-las: parte da jazida ficará submersa quando estiver completa a represa de Ilisu, no rio Tigre, um projeto hidráulico que está há anos em construção e que inundará uma vasta parte do vale fluvial. "Estamos trabalhando contra o tempo porque nos restam apenas duas temporadas: o governo turco nos confirmou que podemos continuar trabalhando este ano e no ano que vem, mas depois já não renovarão a permissão", lamentou o professor.

A construção da represa, que inundará também o famoso povoado histórico de Hasankeyf e outras jazidas, foi atrasada em parte devido aos protestos internacionais, mas MacGinnis acredita que o governo turco está decidido a completá-la em breve, por isso que quer pôr fim aos trabalhos arqueológicos na região.

A tábua está conservada no museu de Diyarbakir, capital da província turca à qual pertence Ziyaret Tepe.

Fonte: Veja Online