segunda-feira, 8 de março de 2010

Séries Infinitas

Para quem gosta de filosofia , abaixo segue um texto do Dr. John Frame sobre "Séries Infinitas". Mais uma texto clássico para os leitores que gostam de Apologética.
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John M. Frame

1. Conceito e Distinções.

Em geral, uma série infinita é uma série sem o termo final, como a série dos números naturais, 1, 2,3.... O matemático e lógico Georg Cantor definiu isto mais precisamente como uma série que tem o mesmo número de termos como uma de suas subséries. Por exemplo, a série 1,2,3...., a série dos números naturais, tem como subsérie 2,4,6... a série dos números pares. No entanto, existem tantos números pares quanto existem números naturais, tanto quanto isso possa soar paradoxalmente. O paradoxo identifica as séries como infinitas.
Entre as séries infinitas, nós podemos distinguir entre infinitos reais e potenciais. O conjuntode números naturais é um infinito real: o conjunto realmente contém um número infinito de membros. Um infinito potencial, entretanto, é uma série que se aproxima de um número infinito, mas nunca chega a esse ponto, como quando tentamos listar todos os números naturais, um por um, ou quando dividimos um objeto pela metade, e então outra metade e assim por diante. Nestes casos, nunca chegaremos ao ponto final, um último membro da série. Nunca chegamos ao número que chamaríamos “infinito”

2. Importância Apologética


Algumas formas de Argumento Cosmológico para a existência de Deus negam a existência de certos tipos de séries infinitas. Tomás de Aquino, nos três primeiros [argumentos] de sua “Cinco Vias”, negou que o encadeamento de causas (causa do movimento, ser e necessidade, respectivamente) pode regredir para sempre. Ele argumentou que toda causa corrente tem um começo: um primeiro motor, uma primeira causa do ser, e um primeiro ser necessário, ou seja, Deus. (Cf. Aquinas, Summa Theologica, parte 1, Questão 2, artigo 3). O Argumento de Kalam, de Al-Ghazali, recentemente explanado por William Lane Craig, nega que possa haver, realmente, uma série infinita de eventos sucedendo um ao outro no tempo. Então, o universo teve um começo, que deve ser explicado por uma causa divina.
Craig argumenta que, primeiro, não pode haver de fato uma coleção de coisas infinitas (embora possa haver realmente um conjunto de números) e, segundo, que mesmo se tal coleção fosse possível, não poderia ser alcançada por adicionar mais um número após outro, como deve acontecer na sucessão temporal de eventos.

Para mostrar que não pode existir uma coleção de coisas infinitas real, ele refere-se ao paradoxo observado por Cantor: (1) Em uma série infinita, o todo é equivalente a alguma de suas partes. (2) Alguém podem adicionar membros a um conjunto infinito sem aumentar o número de membros no conjunto (o número permanece no infinito). (3) Alguém pode remover os membros do conjunto sem diminuir sua parcela. Tal é o caso no mundo abstrato dos números. Mas diz Craig, seria impossível ter um conjunto de objetos concretos ou uma série de eventos que tenha essas propriedades. Ele usa a ilustração do “Hotel de Hilbert”, de George Gamow[1] em One, Two, Three, Infinity (p.17): Se um hotel tem um número infinito de quartos com hóspedes, hóspedes adicionais poderiam ser recepcionados sem que ninguém saísse do hotel, e o número de hóspedes seria o mesmo de antes. Na placa poderia ser lido, “SEM VAGAS – HÓSPEDES, SEJAM BEM-VINDOS”(Craig, Reasonable Faith, p. 96)

Então Craig argumenta que, mesmo se nós admitirmos a possibilidade de uma coleção real de coisas infinitas, nós não podemos formar tal coleção por adicionar um membro após outro. É impossível, por exemplo, contar uma coleção infinita um por um. Pois “não importa quantos números você conte, você sempre poderá adicionar mais um antes de chegar ao infinito”(p. 98). O mesmo deve ser dito de uma série infinita de eventos no tempo. Se o processo da natureza e história se estende infinitamente pelo passado distante, então é uma sucessão de eventos infinitos, e esta sucessão tem prosseguido uma após outra, terminando, precisamente, no momento presente. Mas por que seu término é agora, e não ontem ou mil anos atrás? Seguindo esta hipótese, ontem também foi o fim de uma série infinita de eventos, e assim foi o momento de mil anos atrás antes do presente. Mas na verdade, não pode haver um fim a todos, pois uma série infinita nunca termina. Então, Craig conclui, a série de eventos passados é finita. Portanto, o universo teve um começo, e por isso, uma causa, porque “o que começa a existir tem uma causa”(p. 92)

3. Avaliação

Certamente é difícil conceber uma coleção real de coisas infinitas. O Hotel de Hilbert é contra-intuitivo; mas muitos encontram os paradoxos de Cantor em si mesmo difícil de acreditar na primeira vez que ouvem. Depois que aprendem a trabalhar com conjuntos de números infinitos, tendemos a aceitar as definições de Cantor como uma coisa natural. Nós não temos, todavia, encontrado conjuntos infinitos de objetos materiais. Mas se nós sempre fazemos, não poderíamos, eventualmente, acostumarmos à propriedades estranhas de tais conjuntos? Aqui, imagens são importantes. A idéia de um hotel infinito é um pouco ridícula, como é a idéia, digamos, de um hotel com soluços. Mas o que você acha da idéia de uma corrente de contas de um rosário infinitamente estendida? Nós não poderíamos nos acostumar um dia com a idéia de adicionar ou subtrair contas sem mudar o número na coleção infinita?

Parte do problema é que quando nós tentamos forma a imagem de um hotel infinito em nossas mentes, somos inclinados a pensar nele como um hotel finito com propriedades muito estranhas: pessoas sendo espremidas sem que outros sejam expulsos. Mas se o hotel era verdadeiramente infinito, estas propriedades não seriam estranhas, mas esperada, por mais difícil que possa ser imaginar essas propriedades em uma imagem mental. É também difícil imaginar tais propriedades em série de números, mas Cantor provou que eles existem.

Do mesmo modo, a noção de uma série infinita de eventos contínuos através do tempo é difícil de ser compreendido, mas é impossível? Estou de acordo com Craig que é impossível contar através de uma série infinita e terminar com um número final. Mas (1) se o próprio tempo fosse subjetivo, ao invés de objetivo, então um conjunto infinito de eventos passados pode existir simultaneamente (como a série 1, 2, 3....), ao invés de existir por um processo temporal de adição. (2) o mesmo poderia ser o caso se o tempo for uma dimensão objetiva do espaço n-dimensional, e todos os eventos do passado, presente e futuro, poderiam ser vistos juntos por um ser de uma dimensão mais alta. E (3) se nós pudéssemos voltar atrás no tempo a partir do presente, então nós poderíamos visitar o ontem, o dia antes de ontem, e o dia antes deste, tanto quanto nós agora nos movemos a partir de hoje para amanhã, o dia seguinte etc. Neste caso, perceberíamos os dias da história passada tanto quanto percebemos os dias do futuro: como uma infinitude potencial, ao invés de uma infinitude real.

Naturalmente, estes três pressupostos são contrários à teoria do tempo de Craig. Veja seu Time and Eternity: Exploring God’s Relationship to Time (Wheaton, 2001). Portanto, não estou aqui desafiando a consistência da visão de Craig. Mas estas considerações indicam que nossas questões atuais sobre série infinita não tem respostas tão óbvias. Na verdade, elas estão ligadas a outras questões que merecem um tratamento num livro extenso.

Tomás de Aquino objetaria a suposição (3), que mesmo séries potencialmente infinitas de eventos naturais no passado são insuficientes para explicar o mundo como nós o conhecemos. Para essa suposição, cada evento é causado por um evento prévio; nenhum evento realmente começa a série. Então, nenhum evento (ou grupos de eventos, pela mesma lógica) serve como a causa das demais. Então, o universo é não-causado, sem explicação. Aquino crê que o universo teve uma causa, de modo que a explicação causal não pode ser infinita, mesmo potencialmente infinita.

Aquino argumenta que o universo tem uma causa e, portanto, não pode haver uma série infinita de causas. Craig argumenta o contrário: não pode haver uma série infinita de causas, portanto, universo deve ter uma causa. Confesso que acho Aquino mais persuasivo: parece-me mais óbvio que o universo requer uma causa, do que uma série infinita de eventos seja impossível. Mas mesmo a visão de Aquino requer pressuposições, a saber, que nada existe ou acontece sem uma causa suficiente e que as causas (incluindo a causa do universo) são acessíveis à razão humana. Muitos céticos do passado e do presente não concordam com esta suposição.

Minha conclusão é que nossos conceitos de causa, razão e série infinitas dependem da cosmovisão e pressupostos ontológicos e epistemológicos. Eles são insuficientes em si mesmo para servir como base para as cosmovisões. Um teísta cristão pensará diferente dos céticos nestas questões. Seu Teísmo Cristão governa conceitos de causa, razão e infinito, e não o contrário.

Bibliografia

G. Cantor, Contributions to the Foundations of the Theory of Transfinite Numbers (ET, Chicago: 1915).

W. L. Craig, The Kalam Cosmological Argument (New York, 1979)

___, Reasonable Faith (Wheaton, IL, 1994)

G. Gamow, One, Two Three, Infinity (London, 1946)

Nota [1]

Na verdade, a ilustração era proposta pelo matemático alemão David Hilbert quando dava palestras sobre o infinito. Gamow apenas cita esta ilustração em seu livro supracitado, nas páginas 17 e 18. Diz lá: “De fato, no mundo da infinitude, uma parte poder ser igual ao todo! Isto é provavelemnte melhor ilustrado por um exemplo encontrado em uma estória sobre o famoso matemático alemão David Hilbert. Contam que em suas palestras sobre infinito, ele colocava esta propriedade paradoxal dos números infinitos na seguinte palavras: “vamos imaginar um hotel com um número finito de quartos; imaginemos também que todos os quartos estão ocupados. Um novo hóspede chega e pede um quarto. ‘Desculpe, diz o proprietário, mas todos os quartos estão ocupados’. Agora imaginemos um hotel com um número infinito de quartos e todos os quarto estão ocupados. Neste hotel também chega um hóspede e pede um quarto.
‘Mas claro!’, exclama o proprietário, e ele move a pessoa que ocupava previamente quarto N1 para o N2, a pessoa do quarto N2 para o N3, a pessoa do N3 para N4 e assim sucessivamente.... E o novo hóspede recebe o quarto N1, que torna-se livre como resultado da transposição. Imaginemos, agora, um número infinito de hóspede que chegam e pedem quartos. ‘Certamente, cavalheiros’, diz o proprietário, ‘apenas aguarde um momento’. Ele movo o ocupante do N1 para o N2, o do N2 para o N4, o do N3 para N6 e assim por diante. “Agora todos os quartos ímpares tornam-se livres e o infinito de novos convidados pode ser facilmente acomodado neles” (GAMOW, George. One, Two, Three, Infinity – Facts & Speculation of Science. New Your: The Viking Press, 1947/1961) – nota do tradutor

Traduzido por Gaspar de Souza

sábado, 6 de março de 2010

A POSSIBILIDADE DOS MILAGRES

OBSERVAÇÃO

Traduzi o texto abaixo, parte da dissertação de doutorado do Dr. Phil Fernandes, para o nosso blog por acreditar que os seus argumentos sejam bons para o senso comum. A publicação não implica que eu, pessoalmente, concorde com sua exposição do Argumento Cosmológico que, a meu ver, contém sérios problemas teológicos e filosóficos; ou mesmo a suposição dos "fatos brutos das evidências" (note como no final, o Dr. Fernandes, reconhece que as evidências dependem da cosmovisão de alguém!). No próximo artigo que publicarei aqui, tratarei de "Séries Infinitas", do Dr. John Frame; e, em seguida, um do Dr. Bahnsen sobre a "impropriedade do argumento evidencialista para ressurreição de Jesus" e como os pressuposicionalistas tratam da questão dos milagres.

Mas aproveitem a leitura abaixo. É gratificante e proveitosa. Eu não publicaria se não tivesse valor algum. Portanto, leiam, comentem e divulguem.
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Milagres!

Por Dr. Phil Fernandes


Todos os Direitos Reservados para Institute of Biblical Defense, 1997


O Cristianismo é uma Religião histórica. Suas reivindicações, a morte e ressurreição de Jesus de Nazaré ocorreram na História. Por esta razão, a apologética histórica é de grande importância. Se alguém puder provar que Jesus realmente ressurgiu dos mortos na história, então não será preciso ir muito longe para demonstrar o Cristianismo como a religião verdadeira. Porém, antes que um apologista possa engajar-se em apresentar evidências históricas para a ressurreição de Cristo, ele deve, primeiramente, responder às objeções filosóficas contra a possibilidade de milagres. Se milagres são, por definição, impossíveis, então não faz sentido olhar para a história para ver se Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos.

A mais forte argumentação filosófica contra os milagres veio das penas de Benedito Spinoza (1632- 1677) e David Hume (1711 – 1778). Spinoza era um Panteísta [1]. Ele acreditava em um deus impessoal que era idêntico ao universo. Ele pensou que um deus impessoal não poderia realizar milagres. Não importa o que um deus impessoal faça, ele deve fazer por necessidade. Spinoza acreditava que a natureza necessariamente operava em uma maneira uniforme. Então, ele argumentava que as leis da natureza não poderiam ser violadas. Posto que, milagres violam as leis da natureza, então eles são impossíveis. [2]

David Hume era um deísta. Ele acreditava que, depois que Deus criou o universo, Ele não mais se envolvia com Sua Criação. Hume raciocinava que os milagres, se ocorressem, são eventos raros. Por outro lado, as leis da natureza descrevem ocorrências diárias, repetidas. Hume argumentava que o homem sábio sempre fundamentaria suas crenças no mais alto grau de probabilidade. Então as leis da natureza têm um alto grau de probabilidade, enquanto o milagre é improvável. Hume considerava a evidência contra milagres sempre maior que a evidencia a favor do milagres. Então, de acordo com Hume, o homem sábio sempre rejeitará a proposta de milagre[3]

RESPOSTA A SPINOZA
Spinoza diz que milagres são impossíveis. Diversas coisas deveriam ser mencionadas em refutação à argumentação de Spinoza. Embora seja verdade que um deus panteístico não possa escolher realizar um milagre (um deus panteístico é impessoal e, por isso, não pode escolher qualquer coisa), existe uma forte evidência de que um deus panteístico não exista [4]. Como o Argumento Cosmológico tem demonstrado, existe um Deus Teístico [5]. Um Deus Teístico é um Deus pessoal, e um Deus pessoal pode escolher realizar milagres.

Segundo, a premissa de Spinoza de que as leis da natureza nunca podem ser violadas é suspeita. As leis da natureza são descritivas; elas não são prescritivas. Em outras palavras, as leis descrevem a maneira que a natureza geralmente age. As leis da natureza não prescrevem como a natureza deve agir.[6]

Terceiro, a definição de Spinoza de milagre como violação das leis da natureza é questionável. É possível que milagres não violem as leis da natureza; eles simplesmente substituem as leis da natureza. C.S Lewis argumentou nestas linhas [7].

Quarto, se Deus criou o universo, então as leis da natureza são sujeitas a ele. Deus pode escolher suspender ou violar (dependendo de como alguém defina um milagre) as leis da natureza em qualquer momento que ele desejar. Resumindo, Spinoza falha em mostrar que milagres são impossíveis.

RESPOSTA A HUME
Hume, diferente de Spinoza, não argumenta pela impossibilidade dos milagres. Em vez disso, ele argumentou que os milagres são tão improváveis que as evidências contra eles sempre será maior do que a evidência a favor deles. Hume argumenta que milagres são impossíveis, e que um homem inteligente apenas crerá no que é provável. Então, o homem inteligente nunca aceitará evidência para um milagre[8]

O apologista cristão pode responder ao argumento de Hume da seguinte maneira. Só porque eventos habituais (as leis da natureza) ocorrem com mais freqüência, não significa que o homem inteligente nunca acreditará que um evento incomum (um milagre) não tenha ocorrido [9]. Um homem inteligente não deveria excluir, a priori, a possibilidade de milagres. Ele examinará a evidência pró ou contra a reivindicação de um milagre e baseará seu julgamento sobre a evidência. Desde que havia mais de 500 testemunhas que reivindicam ter visto Jesus ressuscitado dentre os mortos (1 Coríntios 15.3 – 8), alguém inteligente não rejeitaria o milagre da ressurreição simplesmente porque outras pessoas permanecem mortas. Parece-me que alguém inteligente examinaria a questão do milagre se as testemunhas são confiáveis. Se não existem boas razões para rejeitar o testemunho de testemunhas confiáveis, não haveria motivos para alguém inteligente aceitar os testemunhos de que um milagre aconteceu.

CONCLUSÃO
Algumas pessoas não aceitarão qualquer evento a menos que tenha uma causa natural. Porém, eles rejeitam os milagres porque eles têm uma causa sobrenatural (Deus)[10]. Mas, o Argumento Cosmológico tem mostrado que o universo em si precisa de uma causa sobrenatural (Deus). Então, se existe um Deus que criou o universo, então Ele não teria nenhum problema em intervir em seu universo por operar milagres sobrenaturalmente dentro de seu universo. Uma pessoa não pode excluir os milagres simplesmente porque sua Cosmovisão não os permite. Se sua cosmovisão é fraca (tal como o panteísmo e o deísmo), então ele tem fracas razões para rejeitar os milagres. Se, por outro lado, uma pessoa tem forte evidência para sua cosmovisão (tal como o Teísmo), e esta cosmovisão é consistente com a realidade dos milagres, então ele tem forte razão para acreditar que milagres são possíveis.

Este texto tem apenas mostrado que milagres são possíveis. Outros trabalhos meus tratam com a apologética histórica. Neles examino as evidências para ver se milagres têm ocorrido ou não. Argumentação filosófica pode apenas mostrar que milagres são possíveis. Evidências históricas devem ser utilizadas para determinar se um alegado milagre (tal como a ressurreição de Jesus dentre os mortos) tem ocorrido de fato.

NOTAS FINAIS
1 Norman L. Geisler, Miracles and the Modern Mind (Grand Rapids: Baker Book House, 1992), 18.
2 Ibid., 15.
3 David Hume, An Inquiry Concerning Human Understanding (New York: The Liberal Arts Press, 1955), 117-141.
4 see article on Failure of Other Non-Theistic Worldviews.
5 see article on the Cosmological Argument.
6 Terry L. Miethe, ed. Did Jesus Rise From the Dead? (San Francisco: Harper and Row, 1987), 18.
7 C. S. Lewis, Miracles, 59-60.
8 Geisler, 23-28.
9 Ibid., 27-31.
10 Ibid., 50-51.

Fonte: Institute of Biblical Defense

Traduzido e adaptado por Gaspar de Souza

CAPA DA VEJA DESTA SEMANA!

Não deixem de ler a única Revista de circulação nacional que não foi pautada pelo PT. É a voz que se diferencia no lamaçal pantanoso do petismo. Ah, antes de qualquer coisa, não estou falando de "imparcialidade". Apenas que a Veja escolheu o lado da NOTÍCIA, não do PROSELITISMO, como o Estadão, a Folha de São Paulo, Época, o Globo etc. etc etc etc.....



Fonte: Veja. Você pode ler a matéria na íntegra aqui

sexta-feira, 5 de março de 2010

A SEDE PELA FALSIDADE!

Enquanto preparava meu sermão em Marcos 1.21 - 28, lembrei-me de uma citação que li em "Elogio da Loucura". Para mim, retrata bem o que acontece em nossos dias acerca da pregação e dos "pregadores milagrairos" com suas mirabolantes estórias, bem como DO PÚBLICO QUE OUVE tais "cacarejadores". Curtam a sagacidade daquele que foi considerado um dos maiores humanista do século XVI.
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“Os homens, enfim, querem ser enganados e estão sempre prontos a deixar o verdadeiro para correr atrás do falso.

Quereis d
isso uma prova sensível e incontrastável? Ide assistir a um sermão, e vereis que, quando o cacarejador (oh! Que injúria! Enganei-me, desculpai-me) queria dizer, quando o pregador aborda o assunto com seriedade e apoiado em argumentos, o auditório dorme, boceja, tosse, assoa o nariz, relaxa o corpo, inteiramente enjoado.

Se, porém, o orador, como quase sempre é o caso, conta uma velha fábula ou um milagre da lenda, então o auditório logo se agita, os dorminhocos despertam, todos os ouvintes levantam a cabeça, arregalam os olhos, prestam atenção”

Erasmo de Rotetrdam, Elogio da Loucura (1509), São Paulo: Martin Claret, p. 62

Postado por Gaspar de Souza

JOHN PIPER FALA AO PRESIDENTE BARACK OBAMA

Eu ainda não havia visto o vídeo do Pr. John Pipa. Ah, como seria bom ver nossos pastores com a mesma postura.



Fonte: Youtube

MINISTÉRIO DE MACHOS OU MACHISTAS?

Ministério machista confunde pessoas nos EUA

Por Albert Mohler

A igreja cristã vive uma crise em relação aos homens. As estatísticas contam a estória. A igreja tem sido feminilizada em seu estilo e as virtudes masculinas tem sido depreciadas. O cristianismo - uma fé baseada em verdades pela qual bravos homens estavam dispostos a morrer - foi transformado em uma espiritualidade de mero sentimentalismo. Os homens estão saindo aos montes.

Em muitas igrejas protestantes liberais, os bancos estão repletos de mulheres, muitas delas de idade avançada. Os sermões são insípidos e maçantes. Ideologias feministas tomaram posse e o contexto é ideologicamente hostil ao cromossomo XY. Os homens ficam à distância e os meninos vêem que a igreja é algo que homens evitam.

Entre os evangélicos, o quadro é muitas vezes apenas ligeiramente mais saudável. Apesar de muitas (mas não todas) as linhagens ideológicas serem atenuadas ou combatidas, o clima de hostilidade às virtudes masculinas freqüentemente permanece. Mesmo entre os evangélicos, ministérios para homens muitas vezes parecem mais convites para brincar do que convites para levar a sério o desafio da masculinidade bíblica.

Agora surge a reportagem no Los Angeles Times sobre os "GodMen" (Homens de Deus), um ministério que pretende apresentar os homens ao cristianismo rústico. No entanto, o movimento parece mais rústico do que cristão quando se trata de uma visão da masculinidade.

"Obrigado, Senhor, pela nossa testosterona!" Assim exclama Brad Stine, um tipo de "animador de auditório" que lidera o movimento GodMen. Como o times explica, "ele está aqui hoje como um evangelista, numa missão para construir um novo homem cristão - uma grosseria de cada vez."

Pois bem, eu não sei de algum homem que não seja grato pela testosterona, mas o que os homens cristãos precisam é de uma robusta e desafiadora teologia da masculinidade, não um festival profano de imaturidade adolescente. Se agradecer a Deus pela testosterona significa comportar-se como adolescentes exibicionistas, alguns homens adultos precisam dar as caras urgentemente.

O movimento está amplamente correto na sua identificação do cristianismo contemporâneo como feminilizado e feminino. O problema está na sua aparente adoção de uma distorção caricata da masculinidade como sendo a resposta.

O uso de grosserias pelo movimento GodMen pretensamente é usado para atrair os homens - mas para o quê? Os homens cantam canções sobre querer "minha testosterona elevada." Que tal realmente fazer aquilo que os homens são chamados a fazer na Bíblia?


Veja esta seção da reportagem do jornal:

Na verdade, os homens assumirem o controle é um grande tema do reavivamento GodMen. Naquela que ele espera seja a primeira de muitas dessas conferências, num armazém transformado em clube noturno no centro de Nashville, Stine pergunta aos homens: "Você está pronto para brandir sua espada e dizer, ‘OK, família, eu vou liderar vocês?' ". Ele também distribui uma lista de regras do homem de verdade destinada a sua mulher. N. º 1: "Aprenda a usar o assento da privada. Você já é uma garota crescida. Se está erguido, abaixe."

A esposa de Stine, Desiree, afirma que apóia a liderança masculina; para ela parece ser a ordem natural das coisas, ordenada por Deus. É como ela diz: "Quando a coisa aperta, eu gosto de saber que meu marido vai me defender." Mas alguns homens da conferência se metem em apuros ao estrear suas novas atitudes em casa.

Eric Miller, um operário da construção civil, admite que sua mulher não fica muito satisfeita quando ele saiu sozinho numa viagem para um acampamento alguns fins de semana depois da conferência GodMen, no último outono."Ela estava um pouco apreensiva, pois temos um bebê," ele relata. "Ela disse, 'Eu preciso da sua ajuda por aqui.' "Miller, 26 anos, recusou-se a ceder: "Eu devo ser o líder da família."

Ele tem certeza que sua mulher vai mudar de idéia assim que reconhecer que ele está moldando sua vida de acordo com a vida de Jesus, como um bom cristão deveria fazer. Só será necessária uma breve explicação, porque o Jesus que ele tem em mente é o tipo apresentado no cartaz de “procurado”: "confrontador e sarcástico quando necessário," Miller diz, e está decidido a utilizar "quaisquer meios necessários para atingir seu objetivo."


Esses caras são sérios? Um homem de verdade honra as mulheres - especialmente sua esposa. A verdadeira masculinidade é marcada pelo cavalheirismo e por princípios de respeito, não por grosseiras "regras para verdadeiros homens" que deveriam ser embaraçosas para todos os envolvidos.

E que dizer do homem que quer ser "o líder da família" deixando sua família de lado para tomar parte em um acampamento com “a rapazeada” quando a família precisa dele? Por acaso ele é um marido e pai ou um escoteiro?

Virilidade cristã não tem nada a ver com bater no peito e celebrar a testosterona - tem a ver com apresentar-se e fazer o que homens cristãos de verdade fazem. Verdadeira masculinidade é demonstrada no cumprimento dos papéis determinados a um homem como o de marido, pai, líder, servo, mestre, protetor e provedor. Verdadeira masculinidade está em fazer o que homens fazem, não em conversas sem fim sobre como é maravilhoso ser homem. Verdadeira masculinidade cristã é evidenciada em assumir liderança no lar e na igreja, e não em conversas fáceis e rudes sobre o uso que Jesus fazia de grosserias como quando chamou Herodes de "aquela raposa."

Em outras palavras, verdadeiros homens cristãos são aqueles que cresceram até serem homens, não aqueles que envergonham a igreja e confundem o Evangelho com exibições de mau comportamento adolescente. Esperemos que esse movimento amadureça antes que exploda.

Fonte: Púlpito Cristão

quinta-feira, 4 de março de 2010

REFUTANDO A MORAL RELATIVISTA



Este é um trecho do livro do Dr. Fernandes, “God, Government and the Road to Tyranny“, ainda sem previsão no Brasil.

A moral relativista nega a lei moral absoluta. Ainda assim, eles, como todas as pessoas, reconhecem as más ações dos outros quando eles estão errados. Quando eles estão injustiçados, eles apelam para uma lei objetiva e universal que está acima do Homem. Relativistas morais negam a lei moral absoluta em sala de aula, mas eles vivem por ela em toda a sua vida. Relativistas Morais reservam-se o direito de chamar as ações de Hittler de errada, mas, se não existe tais coisas como certo e errado (como o relativista moral diz), então eles não podem chamar qualquer ação de errada.

A lei moral não tem sua origem, em última instância, dentro de cada pessoa individualmente, pois se assim o fosse ninguém poderia chamar as ações dos outros, com as de Hittler, de mal. A lei moral não tem origem, em última análise, em cada sociedade, pois se assim o fosse, uma sociedade não poderia chamar as ações de outra sociedade (com a Alemanha Nazista) de errada. Finalmente, a lei moral não tem sua origem no consenso mundial, pois o consenso mundial está freqüentemente errado. O consenso do mundo uma vez pensou que a terra era plana e que a escravidão era moralmente admissível.

Apelando ao consenso mundial ou da sociedade como a fonte última da lei moral é realmente apenas uma extensão da visão de que o indivíduo é a fonte última [da lei moral]. A diferença é apenas quantitativa (apenas aumentou o número de pessoas). Todavia, para que a exista uma lei moral acima dos homens (a fim de julgar todos os homens), esta lei moral deve ser qualitativamente acima de todos os homens. Se existe uma absoluto moral qualitativamente acima de todos os homens, todas as sociedades, e todo consenso mundial, então haveria um Doador lei moral que se mantém qualitativamente acima de todos os homens, todas as sociedades e todo consenso mundial.

A lei moral absoluta é eternal e imutável, pois nós a usamos para condenar as ações das gerações passadas. Desde que a lei moral é eterna e imutável, o Doador da lei moral também deve ser eterno e imutável. A lei moral não descrever o que é; ela prescreve o que deveria ser. Prescrever leis, requer um Legislador.
Desde que a lei moral absoluta conduz-nos diretamente para a existência de Deus (o Doador absoluto da lei moral), muitos ateístas e panteístas podem sentir-se compelidos para rejeitar sua existência. Por outro lado, pessoas que desejam viver promiscuamente, freqüentemente rejeitam a Deus. O Apóstolo João parece estar falando dessas pessoas:

“E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas” (Jo 3.19, 20)

Fonte: Institute of Biblical Defense

Traduzido e Adaptado por Gaspar de Souza

quarta-feira, 3 de março de 2010

CENSURA RONDA O BRASIL - DENUNCIEMOS ENQUANTO SE PODE!

O Vídeo abaixo é uma breve entrevista de Marcelo Madureira, humorista do Casseta & Planeta, falando que já recebeu "recados" do Governo Federal (através de Luiz Gushiken), para que "maneira" no humor sobre o Presidente, D. Marisa etc. Em seguida, o post do Reinaldo Azevedo comentado a PROIBIÇÃO da CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) à Cervejaria Schincariol de exibir o vídeo em que Paris Hilton considerando-o "sexista".
Então, antes que se PROIBAM os blogs de revelar como este governo é AUTORITÁRIO e movido à DITADURA, resolvi publicar para denunciar.




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DEVASSOS!

Sim, eu sei, o “reacionário” e “direitista” sou eu. Progressista é a Secretaria Especial dos Direitos da Mulher que decidiu recorrer ao Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) contra a propaganda da cerveja Devassa, que trazia Paris Hilton fazendo caras e bocas. O Conar se deixou patrulhar e, lamento empregar tal verbo, censurou a peça. As donas do decoro politicamente correto consideraram a propaganda “sexista”. É mesmo?

Trata-se de um espetáculo ímpar de vigarice intelectual, um verdadeiro tributo que o vício da censura presta à suposta “virtude”. Os dinossauros passeiam entre os girassóis! Posso achar a peça de mau gosto — e, se querem saber, acho. Aliás, não raro, as propagandas de cerveja parecem sugerir que a bebida afeta gravemente os neurônios, tal a indigência que as caracteriza. Ninguém espera um apelo de grande rigor intelectual ou apuro estético, mas a freqüência com que se opta pela boçalidade faz supor que os publicitários têm uma péssima impressão dos consumidores do produto.

E então pergunto: “E daí?” Numa democracia, a gente testa a tolerância justamente com aquilo de que discorda, que chega mesmo a abominar — desde que esteja compreendido no arcabouço legal do país. Paris Hilton não aparecia naquela propaganda fazendo muito mais do que fazem as dublês de modelo e atriz no Carnaval ou mesmo as brasileiras morenas e brejeiras quando vendem… cerveja!!! Ou é a vulgaridade loura e importada que ofendeu as nossas feministas? Já vi propagandas oficiais de camisinha, por exemplo, considerando o sexo casual, com pessoas desconhecidas, coisa absolutamente corriqueira — desde que se use a proteção. Isso é menos “devasso” do que Paris Hilton e sua sexualidade meio plastificada?

É, meninos, a coisa não anda muito bem por essas bandas, não! Chegará o dia em que um conselho qualquer que cuida dos jovens dirá qual é a forma correta de eles aparecerem numa propaganda; depois o conselho dos negros; aí virá o dos idosos; em seguida, o dos anões; também o dos homossexuais… Até o macho branco, heterossexual e católico, essa categoria ainda sem conselho e sem ONG, aparentemente em extinção, sentirá a imperiosa necessidade de se organizar para se defender, não é mesmo?

O Conar fez muito mal em ceder a uma patrulha imbecil e, ela sim, PRECONCEITUOSA. A publicidade está na mira desses torquemadas do politicamente correto e do “partido”. Há no Congresso umas 140 propostas para “disciplinar a área”. A Anvisa já tentou controlar a publicidade de biscoito na televisão em nome da saúde das crianças: propaganda de alimentos “com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio”, e de “bebidas com baixo teor nutricional (refrigerantes, refrescos, chás)” poderiam ir ao ar apenas das 21h às 6h… Ô pátria de gente virtuosa esta! Quando os valentes não estão cuidando do nosso corpo, zelam pelo nosso espírito.

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Fontes: Reinaldo Azevedo e Youtube

terça-feira, 2 de março de 2010

JESUS CRISTO, O EVANGELHO ETERNO - Marcos 1.1

Por Gaspar de Souza

Introdução


O Evangelho é recontar (história) das Boas Novas da Obra Redentiva de Deus. Nada tem a ver com a Teologia da Prosperidade Material; com o Tradicionalismo ou Jargões evangélicos; nem com a Religião. Antes, tem a ver com uma história contada pelo próprio Deus; tem a ver com Jesus Cristo e sua Vida e Obra.

O Evangelho de Marcos, o mais conciso dos Quatro, centraliza-se nos atos de Jesus Cristo, nas suas realizações, especialmente no que diz respeito aos sofrimentos do Messias. O objetivo, portanto, deste evangelho é ensinar que “fidelidade e obediência como um discípulo de Jesus, inevitavelmente resultarão em oposição, sofrimento e, talvez, morte”(CONSTABLE, 2008, p. 4). O objetivo é pastoral.

Assim, o Evangelho também tem a ver com a relação de Jesus com os Seus Discípulos. Adolf Pohl (1998) chama a atenção para o fato de que Marcos é o único dos Evangelhos que se refere aos Discípulos como “os seus discípulos”( 2.15; 3.7; 8.10,27; 11.11; 14.14, 17; 16.7). Não há Evangelho sem Discípulos! Não se é evangélico (seguidor do Evangelho), sem ser discípulo de Jesus Cristo, o Evangelho Encarnado.

Hoje desejamos expor o primeiro verso, a abertura do Evangelho. Rogamos que a Palavra de Deus registrada neste versículo nos ajude a nos tornar verdadeiros discípulos de Jesus Cristo.

O Princípio do Evangelho (v. 1a) – Embora o título do livro de Marcos sirva para indicar a origem divina de seus escritos, ele tem outro propósito. Note-se que apenas três livros das Escrituras começam com o termo “princípio”: Gênesis, quando fala da Criação; João, quando fala da Eternidade do Verbo; e Marcos, quando fala do Evangelho. Marcos não começa a sua narrativa com a Genealogia de Jesus, pois para ele o Evangelho não começa com o ministério terreno de Cristo. O Evangelho é tão antigo quanto a Criação e, por estar relacionado com Jesus Cristo, é tão eterno quanto o Verbo. Não por menos que a Escritura chama o Evangelho de “Evangelho Eterno”(Ap 14.6) e começou no Céu; é este Evangelho que seria proclamado “aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”.

Desta forma, “as boas novas sobre Jesus Cristo fornecem um começo de uma grande importância como a Criação do Cosmos. Quando Jesus veio à terra e começou seu ministério, Deus fez nova criação. Este evangelho apresenta um novo começo no qual Deus revela boas novas sobre Jesus Cristo.”(CONSTABLE, 2008, p. 8).

O Evangelho não é um “plano B”. Antes, é a revelação do plano eterno de Deus, anunciado desde o Éden (Gn 3.15), anunciado a Abraão (Gn 12. 3; Cf. Gl 3.8). Como diz o Rev. John Charles Ryle(1994, p. 6): “Na vinda de Jesus Cristo a este mundo, nada houve de inesperado ou de improviso”. O Evangelho é a revelação do mistério que esteve oculto desde tempos eternos este mundo, “mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos Profetas, segundo o mandamento do Deus Eterno, a todas as nações para obediência da fé”(Rm 16.25, 26). Tem mais a ver com Deus do que com os Homens, a quem Deus quer bem.

A Origem e o Conteúdo do Evangelho: Jesus Cristo, o Filho de Deus (v. 1b) – Veja como isto é importante. O texto diz: “princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. No texto grego, a primeira sentença é uma frase só. Daqui é possível tirarmos três lições preciosas e esquecidas:

a. A primeira maneira de entender o texto (v. 1b) é que o Evangelho tem sua origem no próprio Jesus Cristo: “princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Ora, se o Evangelho tem mais a ver com Deus do que qualquer outra coisa, então somente Nele pode ter tido a sua origem. Leiam-se os relatos bíblicos. Ninguém elaboraria um plano perfeito; ninguém descreveria um Deus tão perfeito, santo, justo e bom, como o Deus das Escrituras; ninguém conseguiria inventar um Jesus como os das Escrituras. A história contada nas Escrituras, com um começo (Criação), um meio (Queda) e um Fim (Redenção e Consumação), seria impossível de ser inventada por homens pecadores e egoístas, que tendem a ocultar seus pecados e fracassos. Enfim, ninguém criaria uma “História de Graça”. Deus é a origem do Evangelho. Ou, como diria John Piper, se o Evangelho é a História de Deus sobre Si, então “Deus é o Evangelho”, “Jesus Cristo é o Evangelho”

b. A segunda maneira de entender a frase é: Jesus Cristo é o objeto do Evangelho, isto é, o Evangelho é sobre Jesus Cristo. É sobre a sua vida e obra. Paulo nos diz que o Evangelho é “proclamação do Messias, que foi crucificado, sepultado, ressus¬citou e apareceu aos doze”(Pohl)(Cf. 1Co 15. 1 – 11).

Quero chamar a atenção para o fato de Marcos usar a expressão “Jesus Cristo”. Isto quer dizer que o Evangelho também trata da Salvação de pecadores, pois é isto que o nome de Jesus quer dizer (Cf. Mt 1.21; Lc 2.11); Este Jesus é o “Cristo”, o “Messias”, o Ungido de Deus, aquele anunciado e prometido anteriormente aos Profetas, e agora revelado por amor de nós(8.29; 12.35; 14.61; 15.32. Cf. 1Pe 1.19, 20). Simeão, sendo-lhe revelado que não morreria antes “de ter visto o Cristo do Senhor”, quando recebeu o menino Jesus nos braços orou a Deus dizendo: “os meus olhos viram a tua salvação”(Lc 2. 30); assim foram também os anjos. Ao encontrarem os pastores no campo disseram: “eis aqui que vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”(Lc 2.11). Ele, portanto, é o Escolhido de Deus para Salvação dos Homens. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”(At 4.12). Por isso, não há como ser salvo a não ser pelo Evangelho!

c. A terceira e última lição é que ele não é somente o Salvador e Messias. Ele é mais do que um profeta, um herói, um filósofo ou um grande mestre. Ele é chamado de Filho de Deus. Este é o ápice da abertura do Evangelho de Marcos. Para os leitores ocidentais, a expressão “Filho de Deus”, talvez não diga muita coisa. Porém, para os primeiros cristãos, especialmente os judeus convertidos, equivalia a afirmar que Jesus Cristo era Deus, igual ao Pai. A divindade de Jesus Cristo é apresentada logo no início do relato evangélico. Tenho para mim que isto deveria gerar em nós uma plena segurança de que o Evangelho não pode fracassar, visto que está fundamentado no próprio Deus Filho. John Charles Ryle(1994, p. 6) faz o seguinte comentário: “nisto repousa o infinito valor de sua morte na cruz. Nisso fundamenta-se o mérito peculiar de sua morte expiadora em favor dos pecadores. Essa morte não foi a de um mero homem como nós; pelo contrário, foi a morte dAquele que é ‘sobre todos, Deus bendito para todo sempre’(Rm 9.5)”.

E Agora?

Nisto, sem dúvida, reside a beleza da obra da redenção de homens que estão debaixo da ira de Deus, que estão em rebeldia pecaminosa contra Deus: Deus mesmo veio buscá-los! Leitor, nisto reside a suficiência de Jesus Cristo para nossa salvação: Ele é Deus e Homem! Deus não enviou anjos ou homens pecadores para redimir aos pecadores. Antes, Deus Pai enviou Seu Filho para verter seu sangue por pecadores por quem Deus está irado, mas que está disposto a perdoá-los. O Evangelho começa com a Divindade de Jesus. Por isso que, qualquer um, até mesmo um anjo vindo do céu, se anunciar outro Jesus ou outro evangelho, seja anátema, isto é, seja excomungado e maldito, pois diminuiu a sublimidade do Evangelho de Jesus Cristo.

Finalizo com as palavras do J.C. Ryle(idem): “Que os crentes apeguem-se a essa doutrina, com uma zelosa vigilância. Assim, com ela, estarão firmados sobre uma rocha. Sem ela, é como se nada sólido tivessem debaixo de seus pés. Nossos corações são fracos. Nossos pecados, muitos. Precisamos de um Redentor capaz de salvar totalmente e que nos livra da ira vindoura. Nós temos esse redentor em Jesus Cristo. Ele é o ‘Deus Forte’(Is 9.6)”

Postado por Gaspar de Souza

sábado, 27 de fevereiro de 2010

ORAÇÕES E DEVOCIONAIS DE JOÃO CALVINO

13
Clamando ao Senhor

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.
Jl 2.32

Deus declara que a invocação do seu nome em momento de desespero é porto seguro infalível. O que o profeta tinha dito era certamente medonho: que a ordem inteira da natureza seria transtornada a ponto de não sobrar nenhuma centelha de vida e que todos os lugares seriam tomados pelas trevas. Agora, porém, é o mesmo que ele declarasse que, se os homens clamarem pelo nome de Deus, se achará vida [até mesmo] na sepultura. Visto que, aqui, Deus convida perdidos e mortos, não há razão para que as aflições, por maiores que sejam, obstruam o acesso, nosso ou das nossas orações. Se salvação e livramento são prometidos a todos quantos clamarem pelo nome do Senhor, conclui-se, conforme raciocina Paulo, que a doutrina do evangelho pertence também aos gentios. Teríamos em nós grande presunção se nos apresentássemos diante de Deus sem que ele nos tivesse dado a confiança e a promessa de que nos ouviria. Aprendemos daí que, por mais que Deus aflija a sua igreja, ainda assim ela se perpetuará no mundo, pois é tão impossível destruí-la quanto à própria verdade de Deus, que é eterna e imutável.

Oração
Concede, ó Deus onipotente, que assim como pela voz do teu evangelho não só nos convidas continuamente a te buscar, mas também nos dás o teu Filho como nosso Mediador, por meio de quem o acesso a ti está aberto, para que em ti achemos um Pai favorável; — ó concede que confiados no teu convite amoroso, apliquemo-nos à oração enquanto vivermos e que, ante os inúmeros males que nos perturbam por todos os lados e as múltiplas necessidades que nos oprimem, sejamos levados a clamar por ti com maior fervor e nesse ínterim jamais nos cansemos de exercitar a oração; até que, sendo ouvidos por ti no decorrer da existência, sejamos congregados ao teu reino eternal onde gozaremos da salvação que nos prometeste e da qual também testificas diariamente pelo teu evangelho, e sejamos unidos para sempre ao teu Filho unigênito, do qual agora somos membros; a fim de participarmos de todas as bênçãos que obtiveste para nós por sua morte. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 38 e 39
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

ORAÇÕES E DEVOCIONAIS DE JOÃO CALVINO

12
Admoestação

Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.
Jl 2.30, 31

Até então o profeta prometera que Deus trataria o seu povo amorosa e generosamente; tudo o que dissera intentava elevar o espírito das pessoas e enchê-las de alegria. Agora, porém, ele parece ameaçá-las novamente com a ira de Deus e a aterrorizar homens desditosos, que mal recuperavam o fôlego; porque, à época em que o profeta falava, os judeus experimentavam a pior aflição. Mas isso é uma admoestação, não uma ameaça. O profeta os advertia sobre o que estava por vir, para que os fiéis não achassem que estavam totalmente livres de cuidados e sofrimentos, pois sabemos como os homens são inclinados à autocondescendência. Joel, portanto, faz-nos ver que embora Deus alimente a sua igreja com generosidade, dê provas exteriores do seu amor paternal e derrame o seu Espírito (prova muito mais extraordinária), ainda assim os fiéis continuarão a ser afligidos com muitos dissabores. Pois Deus não pretende tratar com delicadeza exagerada a sua igreja na terra, antes, ao dar sinais da sua bondade, mistura ao mesmo tempo alguns exercícios para a paciência, de sorte que os fiéis não se rendam aos prazeres das bênçãos terrenas, nem durmam sobre elas, mas busquem sempre coisas superiores.

Oração
Concede, ó Deus onipotente, que do modo como estamos cercados de tantas angústias por todos os lados e, em sendo tal a nossa condição, que em meio a gemidos e aflições contínuas a nossa vida mal se manteria se não nos amparasses com graça espiritual; — ó concede que aprendamos a procurar a face do teu Ungido e a buscar a sua consolação em nossos infortúnios, consolação tal que não roube a atenção da nossa mente, ou ao menos nos conserve no mundo; que eleve nossos pensamentos ao céu, assegurando diariamente ao nosso coração o testemunho da nossa adoção; e que, embora tenhamos de suportar muitos males nesse mundo, persistamos em nosso rumo lutando e esforçando-nos com perseverança invencível, até que ao findar nossos labores alcancemos o descanso bendito, conquistado para nós pelo sangue do teu Filho unigênito, nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 36 e 37
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

Carta de Descartes roubada no século XIX encontrada nos EUA

Correspondência com Marin Mersenne havia sido roubada na França por um italiano e levada para a Inglaterra

NOVA YORK - Uma carta da coleção de 72 mensagens originais do filósofo e cientista René Descartes (1596-1650), roubada na França no século XIX, foi localizada em uma instituição de ensino superior do Estado americano da Pensilvânia.

A carta, de quatro folhas e escrita em 27 de maio de 1641, é uma amostra da extensa correspondência que o francês trocou com seu amigo Marin Mersenne e que fazia parte do arquivo do Instituto da França até que o italiano Guglielmo Libri a roubasse, junto com milhares de outros documentos, em meados do século XIX.

A descoberta foi anunciada pela pequena Haverford College, que abrigava a carta sem saber que fazia parte da relação de artigos roubados. O item foi doado há mais de um século pela viúva de um ex-aluno, junto com outros bens.

Segundo a instituição, o exemplar será devolvido à França.

O responsável pela descoberta foi o pesquisador Erik-Jan Bos, da Universidade de Utrecht (Holanda), que se deparou com uma referência à carta enquanto navegava pela internet e, após pedir uma cópia ao Haverford College, viu que se tratava de uma "autêntica e desconhecida" carta de Descartes.

Bos entrou em contato com a instituição americana e, quando esta soube que se tratava de uma das cartas roubadas por Libri, comunicou o Instituto da França sobre a existência do documento e se ofereceu para devolvê-lo.

A entidade francesa pagará ao Haverford College uma recompensa de 15 mil euros (US$ 20.300) por recuperar um texto que, segundo especialistas, "joga luz sobre alguns elementos-chave da filosofia de Descartes" e oferece detalhes sobre a publicação de sua obra Meditações Metafísicas (1641).

"A carta mostra que a forma original de Meditações Metafísicas tinha uma ordem diferente da publicada", diz o Haverford College.

O roubo de Libri, professor de matemática e responsável pelo catálogo geral de manuscritos das bibliotecas públicas francesas, foi um dos maiores do século XIX. Ele conseguiu levar para a Inglaterra uma coleção de 30 mil livros e manuscritos entre os quais havia obras de Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Pierre de Fermat.

Libri, que evitou a Justiça francesa ao entrar no Reino Unido como refugiado político, vendeu os artigos a livreiros e colecionadores. Com isso, as peças correram o mundo.

Até agora, das 72 cartas de Descartes que desapareceram, 45 foram recuperadas pelas autoridades francesas.

Fonte: Estadão Online

Reunidos fragmentos de texto bíblico separados há séculos


Texto reconstituído permite acompanhar evolução do relato bíblico do Êxodo ao longo dos milênios

JERUSALÉM - Duas partes de um antigo manuscrito bíblico, separadas por séculos, foram reunidas pela primeira vez numa mostra conjunta nesta sexta-feira, 26, graças a uma descoberta acidental que está ajudando a iluminar um período obscuro na história da Bíblia hebraica.

Os fragmentos, de 1.300 anos, que são alguns dos poucos manuscritos bíblicos hebraicos que sobreviveram à era em que foram escritos, existiram separadamente e com sua relação mútua ignorada até que uma fotografia de um, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos estudiosos que acabaram por ligá-os.

Juntos, compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho.

Uma mostra no museu nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora está unindo as duas peças.

Uma página do cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa biblioteca de livros raros na universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007.

Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular.

"A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba... ficou muito claro para mim", disse Engel.

A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito melhor preservado.

Mas após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho.

Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito.

O museu em Israel providenciou para que o Londres fosse levado a Jerusalém. A nova mostra descreve como o Cântico do Mar foi composto por meio de vários manuscritos antigos, dos Manuscritos do Mar Morto, que têm 2.000 anos, até o chamado Códice de Alepo, escrito quase mil anos mais tarde.

A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período "silencioso" - entre os séculos terceiro e décimo - do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico.

O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.


Fonte: Estadão Online

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Culto para nudistas! Pastor com bilau de fora no Púlpito!


O que se segue é uma coisa bizarra! Porém, a ausência de censura ao comportamento do "pastor"(????) é justificada quase no final: LUCRO! Já afirmara o Apóstolo Pedro: "E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita"(2Pd 2.3). Assista também o vídeo no final do post.
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Uma igreja no Estado americano da Virginia (nordeste dos Estados Unidos) está causando polêmica ao receber fiéis nus. Até o pastor celebra o culto como veio ao mundo. Na capela de Whitetail - uma comunidade nudista fundada em 1984, na cidade de Ivor, roupas são um item opcional.
"Eu não acredito que Deus se importe com a maneira como você se veste quando você faz suas orações. O negócio é fazer as orações", diz Richard Foley, um dos frequentadores.
Mas, entre os que não fazem parte da congregação, a ideia de uma igreja nudista não agrada muito. Várias pessoas ouvidas nas ruas de Ivor se surpreenderam e disseram achar o conceito de uma igreja nudista desrespeitoso. O pastor Allen Parker discorda:
"Jesus estava nu em momentos fundamentais de sua vida. Quando ele nasceu estava nu, quando foi crucificado estava nu e quando ressuscitou, ele deixou suas roupas sobre o túmulo e estava nu. Se Deus nos fez deste jeito, como isso pode ser errado?"
Lucro

A comunidade nudista de Whitetail vai de vento em popa apesar dos tempos de crise. Segundo a administração do resort, mais de dez mil pessoas visitaram o local no último ano e os lucros subiram 12% no período. Os visitantes dizem que ser nudista é algo libertador. Para eles, em um ambiente como este não há julgamento de classe social e todos ficam livres para ser quem realmente são. Além disso, o clima seria de igualdade. Um frequentador exemplificou isso dizendo que, na comunidade, não é possível dizer quem está desempregado, quem é alto-executivo e quem é encanador. "Aqui, todos participam, todos são compreensivos e preocupados com a comunidade e com a família. Temos uma das congregações mais ativas da região. Eu considero isso um presente de Deus e um privilégio", disse o pastor Parker.




Fonte: Genizah Virtual

PROFESSORES DO SEMINÁRIO PRESBITERIANO DO NORTE ENDOSSAM PUBLICAÇÕES DE EDIÇÕES VIDA NOVA


Convidado pelo presidente do Conselho Editorial de Edições Vida Nova, Pr. Jonas Madureira, dois professores que fazem parte do corpo docente dos SPN endossaram duas obras importantíssimas, da referida editora.


A primeira delas é uma obra de referência para crítica textual. Trata-se de Merece Confiança o NT?, em sua terceira edição revisada, do famoso teólogo escocês F. F. Bruce. A sinopse do livro é a seguinte, divulgada pela própria editora:

Merece confiança o Novo Testamento? é sem dúvida uma das mais importantes obras de apologética dos textos neotestamentários. Sua importância se deve ao fato de demonstrar a confiabilidade e a autenticidade dos documentos do Novo Testamento, a partir de provas e evidências textuais e arqueológicas, tanto dos evangelhos como das epístolas paulinas, dos escritos de Lucas e assim por diante.

Essa nova edição passou por uma completa revisão, tanto de conteúdo e estilo quanto de adaptação ao novo acordo ortográfico. Uma obra imprescindível para aqueles que desejam encontrar uma apologética consistente do Novo Testamento.

Quem endossou a terceira edição revisada, foi o Rev. prof. Gaspar de Souza, professor de Hermenêutica e Exegese do AT e NT do SPN, que assim se expressou sobre a obra:

Esta nova edição do clássico Merece confiança o Novo Testamento? veio em boa hora. Ela reaparece no cenário teológico brasileiro como um contraponto às recentes publicações em português das antigas obras versadas no criticismo bíblico.

Trata-se de uma das mais concisas e sólidas defesas dos documentos neotestamentários. Nesta obra, o leitor encontrará fortes argumentos capazes de demonstrar a confiabilidade do Novo Testamento, bem como uma das defesas mais bem elaboradas a favor do cristianismo como revelação histórica de Jesus, o Cristo.

A segunda obra, também uma reedição, é uma obra na área da Teologia Sistemática. Escatologia: a polêmica em torno do milênio, do teólogo luterano Millard J. Erickson, que havia sido editada anteriormente, com o título de Opções Contemporâneas na Escatologia em 1982.

A sinopse dessa obra divulgada pela editora afirma que: Se você ainda não se decidiu a respeito das “últimas coisas”, este livro é para você. Se já se decidiu, mas tem procurado uma apresentação imparcial de outros conceitos sobre o Milênio e sobre a Tribulação, esta obra irá fornecer as informações necessárias de que você precisa.

Millard J. Erickson oferece um tratamento imparcial do amilenismo, pós-milenismo e pré-milenismo, seguido por capítulos sobre dispensacionalismo, pré-tribulacionismo, pós-tribulacionismo, e pontos de vista tribulacionistas intermediários (mesotribulacionismo, o conceito do arrebatamento parcial, e o pós-tribulacionismo iminente).

Pastores, seminaristas e demais cristãos que aceitaram o desafio de responder às questões cruciais de seu tempo têm agora em suas mãos uma ferramenta valiosíssima para auxiliá-los no ensino da Palavra e na proclamação do Reino de Deus.

O endosso da obra foi feito pelo Pr. Franklin Ferreira e pelo Rev. Marcos André Marcos, Diretor, coordenador e professor de Teologia Sistemática do SPN, que escreveu:

Nesta obra, Dr. Erickson apresenta de forma panorâmica, porém não superficial, as principais correntes do pensamento teológico sobre esse importante tema que tem dividido teólogos ao longo da história. Sua abordagem é atual, de fácil leitura e compreensão. Com certeza, seus leitores serão conduzidos a um conhecimento mais amplo a respeito dessa relevante matéria. Considero de extremo valor para estudantes de teologia a reedição desta obra.

As referidas obras já se encontram a venda nas livrarias especializadas de todo o país.

Em Cristo Jesus,

Fonte: Rev. Marcos André Marques

Postado por Gaspar de Souza

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Apologética Evidencialista: O Caminho Correto

Há uma crítica aos apologistas pressuposicionalistas que eles sejam contr o uso das evidências. Nada mais equivocado sobre aqueles, como eu, que adotam esta corrente de defesa. No artigo abaixo, o Dr. Bahnsen explica qual o uso correto das evidências na defesa da Fé Cristã.
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por Dr. Greg Bahnsen

Na crença popular, hoje, na escolha de um método apologético, um Cristão-Bíblico defronta-se entre argumentar pressuposicionalmente OU apelar para evidências histórica ou natural em favor do Cristianismo. Mas, isto é inteiramente errado. A Apologética Pressuposicional endossa e, até mesmo, encoraja o uso das evidências – mas não oferece as evidências da forma “tradicional”, como um recurso à autoridade da (alegadamente) razão autônoma do incrédulo. Incrédulos que estão autoconscientes em sua autonomia, geralmente lutarão com todas as suas forças contra os “fatos” que nós possamos utilizar a favor da veracidade da Bíblia[1]

Quando incrédulos resistirem aos argumentos fatuais que o apologista pode e deve prontamente colocar diante deles para confirmar ou defender a posição Cristã, Van Til diz que devemos, então, entender e levar seriamente que “a batalha não é primariamente sobre este ou aquele fato. A batalha é, basicamente, à respeito da filosofia dos fatos.... Ninguém pode ser um cientista de maneira inteligente sem ao mesmo tempo ter uma filosofia da realidade como um todo” .

O uso pressuposicional das evidências na apologética reconhece que, no final das contas, o conflito intelectual entre Crentes e Incrédulos é uma questão de Cosmovisões Antitéticas. Devemos mostrar que a Cosmovisão Incrédula, pelo qual ele deseja opor-se às reivindicações da fé, não apenas exclui os fatos da Escritura, mas [exclui] a completa inteligibilidade de quaisquer fatos sobre qualquer assunto. Por esta razão, Van Til não desistiu de que o apologista não cometesse o engano de pretender ser neutro ou autônomo no raciocínio, mas apresenta-se sua defesa fatual de modo correto e de modo claro ao Incrédulo. “Cristianismo, então, não precisa refugiar-se sob o teto de um método cientifico independente de si mesmo. De preferência, oferece-se como um teto para métodos que seriam científicos.” [2]

Se a inteligibilidade do raciocínio indutivo, empírico usado pelo Incrédulo se opor à Fé faz algum sentido filosófico, o Incrédulo precisará afirmar a Fé Cristã como sua pressuposição ou cosmovisão[3]! O esforço do dos Incrédulos devem ser voltados contra sua própria incredulidade. Isso é simplesmente a maneira pressuposicional de defender a fé e pressionar os argumentos evidenciais.

A força evidencial da, digamos, ressurreição de Cristo é perdida quando o argumento da evidência para isto é apresentada ao incrédulo dentro do contexto das pressuposições bíblicas? De modo algum! A Apologética Pressuposicional convoca o Cristão e o Não-Cristão a colocarem-se suas cosmovisões lado a lado e fazer um exame interno de ambas (e suas respectivas “lógicas internas”). Em tal comparação, a força evidencial da ressurreição de Cristo é facilmente estabelecida.

Mas alguém poderia perguntar-se: “se os pressupostos já requerem que a Bíblia seja verdade e, portanto, que Cristo já ressuscitou dentre os mortos, como poderia a evidência ser exercer influência?” Bem, depois que a buzina apita após a bola ser lançada na cesta[4], o apito torna-se uma questão do passado e nós, mesmo sabendo o resultado do jogo, ainda estamos estarrecidos pelo arremesso e podemos assistir impressionados quando observamos o replay do jogo. O arremesso é ainda impressionante, mesmo quando você sabe o contexto e o resultado.

E a ressurreição do nosso Senhor é muito mais impressionante, mesmo quando a abordamos dentro do contexto das verdades pressupostas pela Bíblia. Os Cristãos prontamente diriam aos Incrédulos: “Dentro de nossa cosmovisão, as evidências mostram que Deus ressuscitou Cristo dentre os mortos! (ainda mais surpreendente, Ele o fez por amor para salvar pecadores como nós) – sua cosmovisão não tem nada tão impressionante como isto, mas, realmente, causa absurdo dentro da história, ciência e raciocínio.” A escolha deveria ser óbvia.


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Notas

[1] The Protestant Doctrine of Scripture, p. 51.

[2] Christian Theistic Evidences, p. 56.

[3] Aqui está um exemplo da “Impossibilidade do Contrário”. Como o Incrédulo não possui, na sua Cosmovisão, uma estrutura adequada à Realidade, ele precisará pedir do “capital emprestado” do Cristianismo. Por exemplo, temas como Moral, Verdade, Ordem, Harmonia, Unidade e Diversidade etc, são encontradas na base da fé cristã. Um Incrédulo não poderá falar em humildade, por exemplo, pois não existe base garantida para tal conceito. É impossível para a Cosmovisão Incrédulo sustentar-se sem as bases epistêmicas do Cristianismo.[N.T]

[4] O Dr. Bahnsen fala do game-winning, quando, no basquete, faltando poucos segundos para o fim do jogo, o jogador faz um lançamento e, a bola no ar em direção à cesta, a buzina toca (zero tempo), mas a cesta é válida. Você já sabe o final do jogo, mas o lance é tão impressionante que você ainda assiste o replay. Veja um exemplo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PkjbaNFmt-M [N.T]

Fonte: Covenant Media Foundation

Traduzido por Gaspar de Souza

sábado, 20 de fevereiro de 2010

ORAÇÕES E DEVOCIONAIS DE JOÃO CALVINO

11
O Derramamento do Espírito

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões
Jl 2.28

Depois de lhes expor os rudimentos como se eles fossem crianças, o profeta agora lhes apresenta uma doutrina mais completa (pois deviam ser conduzidos assim) e antecipa-lhes o gozo do favor de Deus nos sinais externos desse mesmo favor. “Agora, pois”, diz ele, “ascendei à vida espiritual, porque a fonte é exatamente a mesma, embora com certeza profanais esses benefícios terrenos quando a vossa atenção é dominada e absorvida por eles. Mas Deus não vos alimenta para vos saciar nem amimar, pois ele não vos considera como animais irracionais. Sabei que o vosso corpo é alimentado e que Deus vos sustenta para que possais anelar por vida espiritual, pois é com esse propósito que ele vos conduz pela mão. Portanto, tal deve ser o vosso objetivo”. O profeta começa falando dos benefícios temporais, pois era indispensável que um povo sem instrução fosse, por isso mesmo, conduzido gradualmente, porquanto, em razão da sua fraqueza, indolência e obtusidade, eles assim progrediriam melhor até entenderem que Deus, com isso em vista, seria um Pai para eles.

Oração
Concede, ó Deus onipotente, visto carecermos de tanto socorro nesta vida frágil e também sombria, que não passemos um instante sequer sem que, pelo teu favor, supras de contínuo e sempre o indispensável; — ó concede que desfrutemos de teus abundantes benefícios de maneira que aprendamos a elevar a nossa mente ao alto, anelando sempre pela vida celestial à qual o teu evangelho nos convida tão amorosa e docemente todos os dias, para que, congregados no teu reino celestial, gozemos da perfeita felicidade que foi adquirida para nós pelo sangue do teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 34 e 35.
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

ORAÇÕES E DEVOCIONAIS DE JOÃO CALVINO

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Soando o Alarme
Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo
Jl 1.16

Este capítulo apresenta graves exortações em meio a ameaças, mas o profeta ameaça a fim de corrigir a indiferença do povo, que era tardo demais para considerar o juízo divino. O alvo da narrativa, então, é sensibilizar o povo para o fato de que não era hora de descansar.

O profeta começa com uma exortação. Sabemos, de fato, que ele se refere aos costumes normais sancionados pela lei, pois assim como tocavam-se as trombetas nos festivais para convocar o povo, o mesmo era feito quando acontecia algo incomum. É por isso que o profeta não fala às pessoas individualmente, mas como todos tinham cometido impiedade, do menor ao maior, ele manda convocar a assembléia toda, para que, em comum, todos se reconheçam culpados diante de Deus e evitem a sua vingança. Essa passagem mostra que, se algum juízo de Deus é iminente e seus sinais começam a aparecer, é indispensável tomar o seguinte remédio: todos devem se reunir publicamente e se confessar dignos de punição, ao mesmo tempo em que buscam se refugiar na misericórdia de Deus. Isso, conforme sabemos, foi imposto ao povo antes e tal prática não foi abolida pelo evangelho.

Oração
Concede, ó Deus onipotente, que assim como nos convidas diariamente com tanta benevolência e amor e nos fazes conhecer tua boa vontade paternal, que mostraste cabalmente para conosco em Cristo, teu Filho; — ó concede que sendo atraídos pela tua bondade nos rendamos a ti e sejamos ensináveis e submissos de tal modo que, a todo lugar que nos guies com o teu Espírito, tu nos faças acompanhar de toda bênção. Não nos deixes, porém, ensurdecer às tuas exortações e sempre que nos desviarmos da vereda da justiça, concede que despertemos imediatamente ao teu aviso e retornemos à via da retidão; digna-te também em acolher-nos e reconciliar-nos contigo, mediante Cristo, nosso único Senhor. Amém.

Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.
Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 32 e 33.
Tradução: Marcos Vasconcelos, julho/2009.
(mv.tradutor@gmail.com)

A Imoralidade da Neutralidade


por Dr. Greg L. Bahnsen

Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento devem ser encontrados em Cristo; assim, se alguém for tentar chegar à verdade aparte de um compromisso com a autoridade epistêmica de Jesus Cristo, ele será roubado através de uma vã filosofia e enganado por sutilezas astutas (veja Colossenses 2:3-8). Consequentemente, quando o cristão se aproxima da erudição, da apologética ou do campo dos estudos, ele deverecusar firmemente aquiescer às demandas errôneas da neutralidade em sua vida intelectual; ele nunca deve consentir em render suas crenças distintivas religiosas “por um tempo”, como se alguém pudesse através disso chegar a um conhecimento genuíno de maneira “imparcial”. O princípio da sabedoria é o temor do Senhor (Provérbios 1:7).

Tentar ser neutro nos seus esforços intelectuais (seja a investigação, argumentação, raciocínio ou ensino) é equivalente a tentar apagar a antítese entre o cristão e o incrédulo. Cristo declarou que o primeiro foi separado do último pela verdade da palavra de Deus (João 17:17). Aqueles que desejam ganhar dignidade aos olhos dos intelectuais do homem usando o emblema de “neutralidade”, somente farão isso à custa de recusar ser separado pela verdade de Deus. No reino intelectual eles seriam absorvidos para o mundo, de forma que ninguém poderia lhes dizer a diferença entre o seu pensamento e suposições dos pensamentos e suposições apóstatas. A linha entre o crente e o incrédulo seria obscurecida.

Tal indiscriminação na vida intelectual de uma pessoa não somente impede o conhecimento genuíno (cf. Provérbio 1:7) e garante o engano vão (cf. Colossenses 2:3-8), mas também é absolutamente imoral.

Em Efésios 4:17-18, Paulo ordena aos seguidores de Cristo que eles “não mais andem como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração”. Os crentes cristãos não devem andar, nem devem se comportar ou viver, numa forma que imite o comportamento daqueles que não são redimidos; especificamente, Paulo proíbe o cristão de imitar a vaidade[1] de mente dos incrédulos. Os cristãos devem rejeitar pensar ou raciocinar de acordo com uma tendência ou perspectiva mundana. O agnosticismo culpável dos intelectuais do mundo não deve ser reproduzido por cristãos, alegando-se neutralidade; esta perspectiva, esta abordagem da verdade, este método intelectual evidencia um entendimento obscurecido e um coração duro. Ele recusa se curvar diante do Senhorio de Jesus Cristo em todas as áreas da vida, incluindo a erudição e o mundo do pensamento.

Uma pessoa deve fazer esta escolha básica em seu pensamento: ser separado pelaverdade de Deus ou ser alienado da vida de Deus. Não se pode escolher os dois caminhos. Uma pessoa será separada, posta contra, ou alienada do mundo ou da palavra de Deus. Ele permanecerá em contraste com o método intelectual que ele recusa seguir.

Ele recusará seguir a palavra de Deus ou recusará seguir a tendência vã dos gentios. Ele distingue a si mesmo e ao seu pensamento por contraste para com o mundo ou para com a palavra de Deus. O contraste, a antítese, a escolha é clara: ser separado pela palavra verdadeira de Deus ou ser alienado da vida de Deus. Ou se tem “a mente de Cristo” (1Coríntios 2:16) ou “a mente vã dos gentios” (Efésios 4:17, versão do autor). Ou “levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Coríntios 10:5) ou continuamos como “inimigos [de Deus] no entendimento” (Colossenses 1:21).

Aqueles que seguem o princípio intelectual da neutralidade e o método epistemológico da erudição incrédula não honram o soberano Senhorio de Deus como deveriam; como resultado, o raciocínio deles é tornado vão (Romanos 1:21). Em Efésios 4, como temos visto, Paulo proíbe o cristão de seguir esta tendência vã. Paulo continua ensinando que o pensamento do crente é diametralmente contrário ao pensamento ignorante e obscurecido dos gentios. “Mas não foi assim que aprendestes a Cristo” (v. 20).

Enquanto os gentios são ignorantes, “a verdade está em Jesus” (v. 21). Diferentemente dos gentios que são alienados da vida de Deus, o cristão colocou de lado o velho homem e foi “renovado no espírito do seu entendimento” (v. 22-23). Este “novo homem” é distinto em virtude da “santidade [procedente] da verdade” (v. 24, versão do autor). O cristão é completamente diferente do mundo quando diz respeito ao intelecto e erudição; ele não segue os métodos neutros da incredulidade, mas pela graça de Deus ele tem novos comprometimentos, novas pressuposições, em seu pensamento.

Portanto, o cristão que busca a neutralidade em seu pensamento na realidade se encontra num esforço de apagar o fato de que ele é cristão! Negando seu compromisso religioso distintivo, ele se reduz aos padrões apóstatas de pensamento e é absorvido pelo mundo da incredulidade. Tentar encontrar um compromisso entre as demandas da neutralidade do mundo (agnosticismo) e as doutrinas da palavra de Cristo resulta na rejeição do Senhorio distintivo de Cristo, ao destruir o grande abismo que existe entre o pensamento do velho homem e aquele do novo homem.

Nem sequer tal compromisso é possível. “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mateus 6:24). Não deveria ser surpresa que – num mundo onde todas as coisas foram criadas por Cristo (Colossenses 1:16) e são sustentadas pela palavra do seu poder (Hebreus 1:3), e onde todo conhecimento está, portanto, depositado naquele que é A Verdade (Colossenses 2:3; João 14:6) e que deve ser o Senhor sobre todo pensamento (2Coríntios 10:5) – a neutralidade seja nada menos que imoralidade. “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4).

Você tem a coragem de defender seus distintivos cristãos na erudição, apologética e nos estudos, ou você está tentando eliminar o contraste entre o pensamento cristão e o apóstata ao seguir as demandas da neutralidade? Posta na perspectiva bíblica, esta pergunta pode ser reformulada da seguinte forma: o seu pensamento opera debaixo do Senhorio de Jesus Cristo ou você tem se tornado um inimigo de Deus através de padrões de pensamentos neutros, agnósticos e incrédulos? Escolha hoje a quem você servirá!

Tradução: Felipe Sabino
Fonte: Monergismo