quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Esboço de um Sermão para o Natal

O Pr. Franklin Ferreira gentilmente cedeu este artigo para que eu publicasse aqui no blog. O original encontra-se no blog do próprio Franklin (aqui). Não deixem de ler esta mensagem sobre o Natal à luz de Filipenses 2. 5 - 11. Um Feliz Natal ao todos quantos o comemoram. Aos que não comemoram, boas festas e aproveitem o feriado para refletirem acerca da Encarnação do Verbo de Deus, que se manifestou para destruir as obras do diabo.
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TEMA
A celebração do drama da redenção

As imagens de Cristo no Brasil se resumem a retratá-lo como o bebê inofensivo na manjedoura, numa espécie de mágico ou guru ou na figura impotente sangrando na cruz. A partir destas caricaturas, explica-se o abismo impressionante entre o que se afirma sobre o cristianismo e a ética dos que se chamam cristãos. Na epístola aos Filipenses temos o grande apóstolo dos gentios apelando apaixonadamente por unidade (Fp 2.2), humildade (2.3) e dedicação entre os crentes (2.3-4). Para que os cristãos vivam nesta nova vida, ele coloca diante deles o drama da redenção, numa das mais magníficas passagens da Bíblia.

TEXTO Filipenses 2.5-11

ANÁLISE

v. 5: “Tende” (φρονεῖτε): Tanto um apelo como uma exortação a se imitar a Cristo, por ser esta a regra da vida cristã. “Em vós” (ἐνὑμῖν): o apóstolo tem em mente a comunidade cristã. “Mesmo sentimento”: “Em seu ser interior continuem a pôr sua mente nisto, que também (está) em Cristo Jesus” ou “isto esteja constantemente posto em sua mente e em seu interior, aquilo que também está em Cristo Jesus”: a unidade, a humildade e a solicitude (cf Fp 2.1-4). “Em Cristo Jesus” (ἐν χριστῶ ἰησοῦ): Significa o drama da salvação, em que os crentes foram “inseridos” em sua conversão e batismo, quando os eventos salvadores da história de Cristo adquiriram significado pessoal, e os crentes passaram do domínio da velha natureza para a “nova vida” inaugurada pela vitória de Cristo sobre os poderes das trevas.

v. 6: “Existindo” (ὑπάρχων): tem o sentido de permanente, isto é, Cristo Jesus existia e existe eternamente na forma de Deus. “Forma” (μορφῇ) se refere aquilo que é anterior, essencial e permanente na natureza de uma pessoa ou coisa, “sendo igual a Deus”; enquanto “reconhecido” (σχήματι) (2.7) aponta para seu aspecto externo, acidental ou aparente. “Cristo Jesus sempre foi (e continuará sendo) Deus por natureza, a expressa imagem da Deidade. O caráter específico da Divindade, segundo se manifesta em todos os atributos divinos, foi e é sua eternidade”. A fim de mostrar a grandeza do sacrifício de nosso Senhor, o ponto de partida é o Cristo pré-encarnado. E o que vem em seguida, necessariamente, é o Cristo em seu estado encarnado (cf. 2Co 8.9).

v. 6-7: Ele não considerou sua existência numa forma igual a Deus (ἴσα, “numa forma de igualdade”) como um privilégio ao qual apegar-se ou a usurpar (ἁρπαγμὸν); mas “a si mesmo se esvaziou” (ἐκένωσεν), “deu-se a si mesmo”: Se uma pessoa recusa apegar-se a uma coisa, quer dizer que se despoja dela, ou “se esvazia” dela. Ao esvaziar-se ou despojar-se, Cristo se esvazia ou se despoja de algo. “O significado da sentença ‘a si mesmo se esvaziou’ ou ‘se despojou’ se explica de forma mais detalhada nas palavras que seguem, ou seja: ‘ao tomar a forma de servo ... ele a si mesmo se humilhou e se fez obediente até à morte, sim, e morte de cruz’”. Cristo jamais deixou de ser o Possuidor na natureza divina. “Mesmo em sua morte, ele teve que ser o poderoso Deus, a fim de, por sua morte, conquistar a morte” (R. C. H. Lenski). Ele renunciou suas riquezas (2Co 8.9), sua própria vida (Mt 20.28; Mc 10.45; Jo 10.11), sua própria glória celestial (Jo 17.5) e, em liberdade, o uso de seus atributos incomunicáveis.

“Assumindo a forma de servo”: está incluído aqui o assumir a aparência e maneiras de um ser humano, se humilhando e sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Ele se fez “servo” (δούλου). Cristo identificou-se com a humanidade não-redimida, escravizada às forças malignas, porque ele nasceu à semelhança dos homens, trilhando o caminho da obediência no sofrimento. “Eis aqui uma grande notícia! De fato, é uma espantosa notícia! Ele, o soberano Dono de todas as coisas, se torna Servo de todos. E ainda mais: ele continua o Dono”. Martinho Lutero, Canção infantil para o Natal de Cristo:

    Atentem! Este é o sinal:
    No cocho, em fraldas, muito mal
    Deitado está o que mantém
    O céu e a terra, e os sustém.

Ele assumiu a forma de servo enquanto que, ao mesmo tempo, conservava a forma deDeus. Servo (dou,lou) aqui faz referência aos cânticos do Servo em Isaías (cf. 42.1-9; 49.1-9a; 50.4-11; 52.13-53.12). A única pessoa no mundo que tinha razão de fazer valer seus direitos, abri umão deles (Mt 20.28; Mc 10.45; Lc 22.27), cumprindo sua missão como Servo de Yahweh. “Tornando-se em semelhança de homens”: assumiu a natureza humana em fraqueza. No fim, δούλου é usado em antítese direta com κύριος: aquilo que ele poderia ter usurpado, ele entregou, e aceitou justamente o oposto, uma vida de total dependência de Seu Deus, como um filho obediente.

v. 8: As marcas da vida terrena de Cristo: “Se humilhou”, “se fez obediente”, “até a morte”, “morte de cruz”: dolorosa, ultrajante e maldita (cf. Is 53.12). Ele se entregou ao limite máximo da submissão, a um tipo de morte reservado para aqueles que não têm direitos na sociedade: “da luz de Deus para a escuridão da morte” (E. Lohmeyer). Todo o seu caminho é um caminho em direção a sua morte, morte de cruz.

    “Em outra passagem de Paulo, porém, existe alusão à relação da obediência de Cristo até a morte com o pecado de Adão, a saber, no hino cristológico de Fl 2.6-11. Se ali é dito a respeito de Jesus Cristo que ele não usurpou a igualdade com Deus como despojo (Fl 2.6), antes se humilhou na obediência a Deus até a morte na cruz (Fl 2.8), deverá existir
    nisso uma alusão à tentação de Eva pela serpente do paraíso, à qual também sucumbiu Adão juntamente com Eva: Sereis como Deus (Gn 3.5). A obediência filial de Jesus Cristo (Fl 2.8) se encontra, portanto, numa relação (contrária) com o ato de Adão, pelo fato de que Jesus Cristo justamente não sucumbiu à tentação de ser igual a Deus, como o primeiro ser humano – e isso apesar de ele, em sua preexistência, em contraste com Adão, com efeito, subsistiu ‘em forma de Deus’
    (Fl 2.6). Portanto, embora a obediência demonstrada por Jesus Cristo tenha outro conteúdo do que aquela outrora exigida de Adão, seu ato de obediência se encontra, não obstante, em correspondência antitética ao ato de Adão, conquanto a obediência procede da mentalidade de Cristo de não querer ser igual a Deus, mas de assumir a diferencialidade de Deus em subordinação a ele” (W. Pannenberg).

v. 9: Enquanto nos versículos 6-8 a ênfase está naquilo que Cristo fez, agora acentua-se aquilo que Deus fez para ele e por ele. “Sobremaneira” (ὑπερύψωσεν): “Deus o exaltou ao máximo”: o mesmo que se humilhou foi exaltado, mas com uma diferença: ele foi “superexaltado”, enaltecido de uma forma “transcendentemente gloriosa” ou “à mais elevada excelsitude”. Estão implícitas aqui a ressurreição, a ascensão e a coroação – temos aqui uma reascensão à glória.


v. 10: A consumação de sua glória quando, no dia de sua vinda, todo joelho se dobrará diante dele e toda língua proclamará seu senhorio universal. “Deu o nome”: ἐχαρίσατο
, graciosa e gratuitamente lhe deu não um nome, mas o nome que está acima de todo a criação. “Ao nome de Jesus”: o nome completo ainda é omitido, aguardando o clímax. “Se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”: Em seu regresso em glória, Jesus será adorado por todos – os anjos e os seres humanos redimidos farão isso com intensa alegria; os condenados farão isso com profunda tristeza e remorso, sem ocasião para arrependimento. Mas tão intensa será sua glória que todos, no céu, na terra e debaixo da terra, se sentirão impelidos a render-lhe adoração.

v. 11: O clímax: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor”. Toda a criação proclamará publicamente o soberano senhorio de Jesus, o ponto mais alto do drama da salvação. O humilde “servo” Jesus foi coroado com glória e honra, e como o grande Vencedor continua celebrando seu triunfo e governa ativamente todas as coisas no interesse de seu povo. Esta é a mais antiga confissão de fé da igreja: Jesus Cristo é o verdadeiro e único Senhor. “Pela virtude do poder e majestade de Jesus Cristo, e pelo reconhecimento de que ele é o Senhor, toda língua o proclamará”.

    “Por causa de sua obediência, o Crucificado recebe com sua exaltação por Deus (Fp 2.9) o nome de Kyrios (cf. 2.11), e com isso ele também está comprovado como o preexistente, que está com o Pai desde a eternidade” (W. Pannenberg).

Cristo rege a criação “para glória (δόξαν) de Deus Pai”, que é sempre o alvo, o propósito final de todas as coisas. Por meio da proclamação universal do senhorio de Jesus, a glória de Deus o Pai, que o ressuscitou e o exaltou soberanamente, e lhe deu o mais excelente nome, naturalmente será intensificada.

IDÉIA CENTRAL

Todo o evangelho é resumido neste “cântico de salvação” que descreve o “caminho de Cristo”. O Filho, que é Deus em plena igualdade com o Pai na glória da Trindade, assumiu a humilhação da condição humana, exposto à miséria, pobreza e tentação. Permaneceu obediente e sem pecado, algo que ninguém mais conseguiu. E por isto foi morto na cruz por amor a pecadores. Mas, por sua morte foi exaltado sobre toda a criação, como o soberano Senhor de todo o universo – para a glória de Deus o Pai.

APLICAÇÃO

1. É necessário confessar Cristo como Senhor, pois somente por meio dele podemos nos aproximar de Deus como Pai. Por isto é necessário crer em Cristo e dobrar os joelhos diante dele. Para aqueles que ainda não crêem em Cristo, é necessário que ele se torne seu Senhor pessoal. E, para toda a igreja cristã, é imperativo reafirmar sempre esta confissão, “Jesus Cristo é Senhor”, crendo neste artigo de fé e o professando em entrega obediente ao senhorio de Cristo.

2. Como aprendemos com Cristo, o poder de Deus não é simbolizado pela espada ou por uma carruagem ou palácio, símbolos do poder na época de Jesus, mas pela cruz, associada à infâmia e ao fracasso. A cruz nos ensina que Deus escolhe ficar ao lado das pessoas em sua dor. “Só o Deus que sofre é que pode ajudar” (D. Bonhoeffer), pois ele toma sobre si o peso dos nossos pecados, da nossa dor e da nossa angústia. O sentido da cruz de Cristo é que não existe sofrimento que não tenha sido padecido por Deus. E o Deus sofredor não abandona seu povo: o companheiro de nosso sofrimento triunfa sobre este na cruz, e conduz-nos a um lugar onde não haverá dor.

3. Necessitamos reconhecer que Cristo governa nossas vidas e igrejas; por isso devemos imitar a Cristo no trato com aqueles que pertencem à comunidade da fé, inaugurada em Cristo, em unidade, humildade e entrega ao próximo (cf. Fp 2.1-4).

4. Sob o senhorio de Cristo somos introduzidos numa nova dimensão da vida, recebendo a segurança e a certeza inquebrantável de que, sendo Cristo o Senhor de toda a criação, no último dia todo o universo se prostrará diante do Cristo triunfante.

5. Que nossa vida seja para o louvor, glória e exaltação de Deus o Pai – pois este é o fim e o alvo de todo o drama da redenção.

Fonte: Blog Fiel

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NOTA EXPLICATIVA IMPORTANTE!

ATENÇÃO!

Removi TODOS os vídeos acerca do D.I. Os motivos foram que, embora estejam em links do Youtube, os mesmos não podem ser publicados, pois ESTÃO SOB os direitos autorais do Discovery Institute. Fui alertado pelo Prof. Enézio Almeida, a quem gentilmente eu agradeço. Não compactuo, nem sou a favor das publicações que violem os direitos de alguém. Infelizmente, mesmo EM BLOGS CRISTÃOS, encontrei estes vídeos. Porém, o link responsável pela divulgação dos vídeos, encontra-se em um SITE NEW AGE. Visitei o Discovery Institute e, de fato, lá se encontra o DVD para venda contendo o documentário Unlocking the Mystery of Life. (clique aqui e aqui).

Assim, queridos irmãos e leitores, como entendemos que devemos ser modelos na conduta, solicito a TODOS que, porventura, sentirem-se desrespeitados em seus direitos, não se constranjam em comunicar-me, pois só terei a agradecer.

Só assim faremos um BLOG que reflita os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que zela pela ética e compromisso com a verdade.

Agradeço ao Prof. Enézio Almeida, especialmente por conceder-me a autorização para postagem se seus artigos aqui no blog. Também agradeço a todos os leitores e visitantes que nos ajudam a fazer um blog mais sério e sadio.

Em Cristo Jesus,

Postado por Gaspar de Souza

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FAMÍLIA FICA SEM "FELIZ NATAL"

Calma lá. Feliz Natal é o nome de uma senhora de 44 anos que foi presa depois de agredir outra mulher e resistir à prisão na Flórida!
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Não deve ser fácil carregar o nome de Merry Christmas (sim, Feliz Natal), em qualquer feriado e época do ano. A americana Merry Christmas, 44 anos, que ouve desaforos e piadinhas desde que se entende por gente, surtou no último domingo (13). Moradora de West Palm Beach, na Flórida, Merry, nascida no dia 28 de dezembro de 1964, não vai passar o Natal de 2009 mais feliz de sua vida. Nem o aniversário de 45 anos.

Uma policial local foi chamada para interrogar uma mulher na praia de Boynton. Ela estaria brigando com outra.

Quando a oficial chegou ao local, encontrou Merry Christmas enfurecida. É que outra moça tinha chamado a Feliz Natal de Boas Férias, entre outras ironias e xingamentos impublicáveis. Merry Christmas não estava nem um pouco em clima natalino. E partiu para a briga.

Merry se recusou a ser interrogada pela policial. Acabou brigando também com a guarda, que então algemou Feliz Natal e a levou para a delegacia.

Foi liberada depois de algumas horas no xadrez. Mas terá de comparecer à corte local por causar distúrbios e desacato. Merry pode ter de pagar multa pesada por esses incidentes que antecederam o Natal.


Fonte: O Verbo

ENTREVISTA COM UM NOBEL DE FÍSICA


Teoria de cordas sairá logo da "lona", diz Nobel de Física

RAFAEL GARCIA

da Folha de S.Paulo, em Águas de Lindóia

A controversa teoria de cordas, que tenta explicar os componentes fundamentais de tudo o que existe no Universo, mas que até agora não foi comprovada experimentalmente, está para sair do papel. Quem diz é David Gross, Prêmio Nobel de Física de 2004. Ele é um dos cientistas que adotam essa abordagem para resolver o grande enigma da física atual: encontrar uma teoria que englobe tanto o mundo microscópico explicado pela física quântica quanto o Universo descrito pela relatividade de Einstein.

Para Gross, as cordas não são mais um "castelo de cartas" de especulações, como adversários costumavam defini-la. A teoria já pode produzir hipóteses passíveis de teste em experimentos ou observações, algo que qualquer teoria que se preze precisa fazer cedo ou tarde.

A ajuda às cordas, segundo Gross, cairá literalmente do céu, na forma de observações do Cosmo. Elas poderiam detectar as chamadas cordas cósmicas, "fósseis" da origem do Universo previstos matematicamente pela teoria.

Em entrevista à Folha em Águas de Lindóia, onde participa do 27º Encontro Nacional de Física de Partículas, ele resume o que espera da ciência nos próximos anos.

Folha - A física está ficando cada vez mais especulativa e carente de evidências experimentais. Essa ciência vai entrar numa idade de trevas?

David Gross - Acredito que não, mas não sei a resposta. Os tipos de experimento que fazemos hoje eram inimagináveis 30 anos atrás, mas houve desenvolvimentos formidáveis em tecnologia, com novas idéias e novos métodos para experimentadores. Ninguém achava que teríamos o poder de computação que temos hoje, por exemplo. Sem ele, nenhum desses experimentos poderia ser realizado, assim como boa parte da ciência moderna. É muito difícil prever a tecnologia. Na verdade, é mais difícil do que prever avanços em física fundamental.

Folha - Alguns físicos têm manifestado impaciência com a demora da teoria de cordas em fazer previsões "testáveis". Como o sr. acha que ela poderá trazer uma revolução?

Gross - Bom, apareceram mesmo alguns livros que não são particularmente bons para nós. Mas, na verdade, o ceticismo e a oposição às cordas era muito maior 20 anos atrás. E é preciso mesmo ter ceticismo com qualquer tipo de especulação. Porém, não é totalmente verdade que a teoria de cordas não faça previsões que possam ser testadas. O que tentamos explicar é que ela ainda não é uma teoria completa, e não a entendemos muito bem para fazer o tipo de previsão que tem papel mais importante em ciência: aquela que você faz e, se ela não se demonstrar, significa que a teoria está incorreta e a única saída é mudar suas premissas ou jogar sua teoria fora. Por outro lado, a teoria de cordas rendeu vários fenômenos e cenários que levaram a observações e experimentos que podem ser feitos --e estão sendo. Há novos efeitos que podem ser descobertos e podem ser muito sugestivos para a teoria, mas eles não são previsões quantitativas.

Folha - Quais são essas previsões?

Gross - Um exemplo é o de dimensões extras do espaço, que prevêem fenômenos espetaculares. Pode ser que nunca sejam vistos, mas vale a pena procurar por eles. Outro cenário previsto por teóricos de cordas são as cordas cósmicas [leia o glossário abaixo].

Folha - Como se pode detectá-las?

Gross - Há dois modos. Um deles se baseia no fato de que elas são muito finas, mas muito maciças: quando a luz passa perto delas ela é defletida, como no fenômeno de lente gravitacional previsto por Einstein. A outra forma seria por meio de radiação gravitacional. As cordas se movem livremente e, quando elas se movimentam para um lado e para o outro, podem produzir estalos como um chicote, mas que geram ondas gravitacionais em vez de som. Mas pode ser que não existam muitas cordas cósmicas, por isso não podemos dizer que elas têm necessariamente de ser detectadas.

Folha - Na Wikipédia, o sr. é definido como físico "e" teórico de cordas. As pessoas já não acreditam que uma categoria engloba a outra?

Gross - Isso é uma bobagem. A primeira parte da minha carreira eu passei fazendo física de partículas e física nuclear. Depois, como muitos outros, comecei a trabalhar em cordas. É tudo a mesma coisa.

Folha - O sr. tem se mostrado muito entusiasmado com a possibilidade de o LHC, o novo acelerador de partículas europeu que será inaugurado no ano que vem, detectar a supersimetria, um dos componentes atuais da teoria das cordas. Isso seria uma prova?

Gross - A detecção da supersimetria seria uma excelente notícia para a teoria das cordas, porque ela foi descoberta dentro da teoria de cordas. Mas, também nesse caso, não conhecemos muito bem a teoria a ponto de saber se a supersimetria tem de ser detectada nos níveis de energia alcançados pelo LHC. Encontrá-la certamente nos daria novas pistas.

Folha - Há algo mais que o LHC possa fazer pelas cordas?

Gross - Há muitas possibilidades especulativas. As cordas deixariam efeitos drásticos no LHC, como a produção de pequenos buracos negros. Pode ser que se produzam excitações "cordais" observáveis, e aí de fato começaríamos a ver as cordas. Mas, de novo, como a teoria não tem poder de dizer que isso precisa necessariamente ocorrer nesse nível de energia, há toda uma gama de parâmetros e possibilidades. Acredito que a chance de acharmos a supersimetria é muito boa, maior do que 50%. Já a chance de achar esses buracos negros ou estados "cordais" talvez seja de um em milhão, mas não significa que não devemos procurar.

Folha - Teorias novas envolvem matemática cada vez mais sofisticada. O sr. acredita que a resposta final sobre o que são matéria, energia, tempo e espaço será mais fácil de entender no futuro?

Gross - As pessoas não entendem as teorias hoje porque nós, físicos, não as explicamos bem. E não o fazemos bem porque é tudo muito novo. Hoje nós entendemos a mecânica clássica muito melhor do que Newton. Ele tinha acabado de inventar aquilo, afinal. E nós entendemos hoje a relatividade geral de maneira muito mais fácil do que Einstein. Em teoria de cordas a matemática é mesmo muito difícil. Eu tive de aprendê-la muito tarde, mas meus colegas mais jovens já a consideram mais fácil. Daqui a cem anos, se ela estiver no ensino médio, também vai parecer fácil. Se as novas idéias sobrevivem, elas se tornam mais fáceis de entender para as gerações futuras.

Confira o glossário:

Teoria de cordas
Teoria que tenta unir a relatividade geral (que explica a gravidade) com a mecânica quântica (que explica forças nucleares e o eletromagnetismo); nela, entidades fundamentais não são partículas, mas "fios" num espaço de muitas dimensões.

Acelerador de partículas
Máquina que move partículas a grandes velocidades e depois as faz colidir, a fim de estudá-las.

Supersimetria
Hipótese de que cada tipo de partícula conhecida teria uma "irmã", com apenas uma propriedade quântica diferente.

Cordas cósmicas
São uma espécie de "dobra" no espaço; apareceriam como fios maciços esticados entre galáxias.

Leia mais no site www.superstringtheory.com.

Fonte: Folha Online

A LIBERDADE CUBANA

Nosso Governo flerta e apoia abertamente ditaduras. No Brasil não será diferente, caso continue o desgaste que vem ocorrendo às Instituições democraticamente estabelecidas. Em Cuba, a do "Coma Andante" e tão admirada por muitos que VIVEM no Brasil (deveriam ir morar em Cuba!), não há o menor sinal de liberdade. O Leviatã domina sobre tudo. Leiam a matéria abaixo e concluam.
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Cuba dissolve grupo que defendia liberdade na ilha

Autoridades cubanas usam lei da moradia para bloquear casa onde dissidentes se reuniam e impedem publicação de revista independente

O governo cubano fecha mais uma vez o cerco contra os dissidentes e dissolve um dos principais grupos de defensores da liberdade de expressão que ainda mantinha suas atividades na ilha. O grupo liderado pelo dissidente Dagoberto Valdés teve sua sede invadida em uma operação que ainda impediu a circulação da revista independente Convivencia, a organização de encontros e de debates que vinham sendo realizados de forma clandestina.


Há menos de um mês, Valdés recebeu o Estado em sua casa. Na ocasião, já alertava que a repressão contra os dissidentes estava cada vez mais violenta. "A verdade está sendo enterrada em Cuba", alertou, enquanto um segurança vigiava a porta de sua casa. "Há uma Cuba virtual e uma real e a real não é nada bonita", disse. Valdés admitiu que "temia pelo pior".

Na sexta-feira, Valdés respondeu por SMS questões enviadas pelo Estado e confirmou que havia sido alvo de um cerco do governo. O dissidente, um religioso da região de Piñar del Rio, apelou por mensagem: "Divulgue o que está ocorrendo por aqui, por favor."

A forma encontrada pelo governo cubano para acabar com as reuniões consideradas ilegais foi declarar que a casa usada para o encontro entre os dissidentes não tinha uma construção apropriada. Com base em uma lei de moradia, Havana ordenou no dia 15 que um muro fosse construído no local para impedir o acesso dos dissidentes e evitar as reuniões. A medida foi seguida por um monitoramento constante de cada membro do grupo.

Entre os pontos na agenda dos dissidentes estava até mesmo um plano econômico para Cuba após a eventual queda do regime, ainda que o grupo insista que a única arma que tinha era a difusão de suas ideias por websites registrados no exterior ou revistas entregues no submundo cubano.

Segundo o grupo, todo o material para a publicação da revista clandestina também foi confiscado. "Um de nossos integrantes foi detido numa estação de ônibus por dois homens que o colocaram à força em um carro", explicou Valdés. "Levaram-no a um local distante e retiraram todas as informações de seu computador. Depois, deixaram-no em um local abandonado'', explicou o dissidente.

"Os muros em Cuba vão cair um dia. Isso não tem como sobreviver", escreveu ao Estado. Valdés disse que não podia falar por telefone porque suas ligações estão sendo grampeadas.

As notícias sobre Valdés e seu grupo também chegaram à Casa Branca, confirmou um alto funcionário do Departamento de Estado. A diplomacia americana já havia alertado o governo cubano sobre violações à liberdade de expressão, principalmente no caso de violência contra blogueiros que começam a se espalhar pela ilha. Há três semanas, dois deles foram atacados por homens que não se identificaram.

A crise econômica que atingiu a ilha e o temor do governo de que o descontentamento entre a população aumente fez com que o controle das autoridades sobre grupos de opositores aumentasse. Para a Human Rights Watch, os problemas de violações de liberdade de expressão são cada vez mais sérios durante o regime de Raúl Castro.

Fonte: Estadão Online


sábado, 19 de dezembro de 2009

DEVOCIONAIS E ORAÇÕES DE JOÃO DE CALVINO

Meu irmão e amigo Marcos Vasconcelos tem traduzido as "Devocionais de João Calvino". São pequenos comentários e orações proferidas pelo reformador genebrino. Tem sido traduzido do livro ""Devotions and Prayers of John Calvin", uma compilação de 52 breves textos devocionais e orações do Reformador. Solicitei ao Marcos a permissão para publicar aqui no blog e ele, prontamente, concedeu-me autorização. Ele é tradutor literário, especialmente, de obras teológicas. Quem desejar entrar em contato com ele o e-mail é: mv.tradutor@gmail.com.
Hoje, publicarei a primeira devocional e oração de Calvino. Baseada no Profeta Oséias 4.16. Aproveitem. Cada semana terminaremos com uma página. Queira Deus abençoar estas leituras.
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O CORDEIRO SOLITÁRIO

Que o Senhor nos permita contemplar os mistérios da sua sabedoria celestial com real e crescente devoção, para a glória dele e a nossa edificação. Amém.

Oração que Calvino costumava fazer ao começar suas preleções.
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Como vaca rebelde, se rebelou Israel; será
que o SENHOR o apascenta como a um
cordeiro em vasta campina?
Os 4.16

Sabemos que é peculiar às ovelhas estarem continuamente sob o cuidado do pastor e que se uma ovelha for obrigada à solidão, seus balidos denunciam o quanto é medrosa e ela fica como que à procura do seu pastor e do seu rebanho. Resumindo, as ovelhas não são animais solitários. Para elas, e para os cordeiros, comer juntas, à vista daquele que as apascenta, é quase parte da própria alimentação. Ora, parece haver aqui uma mudança de cena de grande impacto. O profeta diz que os israelitas são como vacas indomáveis, pois são tão dissolutos que não há pastagem que baste à libertinagem deles; é como se uma única vaca ocupasse um pasto inteiro. “Nesse caso”, diz ele, “tão afrontosa é a desobediência desse povo que outra coisa não querem senão que se dê a cada um deles um lugar espaçoso. Sendo assim, vou lhes dar um lugar espaçoso, mas para que cada um deles seja como o cordeiro que procura ao redor e não vê nenhum rebanho ao qual se juntar”.
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Oração

Concede, ó Deus onipotente, visto que em tua misericórdia te dignaste nos congregar à tua Igreja e nos cercaste nos limites da tua palavra, mediante a qual nos resguardas na verdadeira e reta adoração à tua majestade, ó concede que permaneçamos contentados nessa obediência a ti. E ainda que Satanás tente, de muitas maneiras, nos arrastar para cá e para lá, e ainda que também sejamos por natureza inclinados ao mal, ó concede, que sendo confirmados na fé e unidos a ti por esse laço sagrado, nos submetamos sempre à limitação da tua palavra e assim nos liguemos a Cristo, teu filho unigênito, que nos uniu a si mesmo para sempre, e que nunca, de modo nenhum, nos apartemos de ti, antes sejamos confirmados na fé do evangelho de Cristo, até que finalmente ele nos receba a todos no seu reino. Amém.

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Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected prayers on facing pages.Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press.
Tradução: Marcos Vasconcelos, maio/2009.(mv.tradutor@gmail.com.)


A COMPRA DE VOTOS NO PRÓXIMO ANO

Já prevendo a derrota nas urnas em 2010, como deixou claro a Pesquisa Vox Populi (ver abaixo) desta semana (mesmo depois de ir ao ar o programa eleitoral de Lula e Dilma, Serra ganha em todos os cenários em que ele aparece!), o Governo Federal, de modo descarado e contrário à lei eleitoral, ampliará o Bolsa-Cabresto, digo o Bolsa Família para atender mais 1 milhão de famílias. Há algo errado em ampliar a distribuição de recursos? Claro que não! Ao lado disso, também será ampliado os recursos do mitológico PAC, aquele que tem a Dilma como mãe.

Ou seja, como não está dando para vencer na antecipação da corrida eleitoral, o Governo do PT parte para "compra de votos". Ora, não ver estratégia de compra de votos nesta proposta, é, no mínimo, ingenuidade política. Pretende-se, sim, impingir medo na população que vive exclusivamente daquilo que seria apenas um paliativo ou um amparo temporário. Porém, como sou testemunha(tive problemas com alguém que cuidaria de minha filha, mas não quis me deixar assinar sua Carteira de Trabalho para não perder a Bolsa Família que recebia pelos 5 filhos! Não fiquei com a moça!), muitos que estão recebendo tais recursos não pretendem mais trabalhar, pois estão garantidos os "merréis" do fim do mês.

O que se poderia esperar de um partido que procura apenas fazer com que seus dirigentes vivam nababescamente? Que, descaradamente, mantém e manterá a pobreza como fonte estratégica para perpetuar-se no poder?

Está mais do que patente que esta é a proposta deste Governo: ao invés de trabalho e frentes de trabalho, deseja manter a miséria e a pobreza. E aquele que não QUER trabalhar (não o que não pode, mas que não quer mesmo), também não coma. O Governo não está ensinando a pescar; antes, deu, dá e dará a vara, o peixe, o lago. Adivinha quem é a isca para manter os tubarões no poder???

Postado por Gaspar de Souza
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Pesquisa Vox Populi

CENÁRIO 1 - SERRA E CIRO
Candidato 4 a 7/12 11 a 14/12
Serra 39 39
Dilma 17 18
Ciro 13 17
Marina 8 8

CENÁRIO 2 - AÉCIO E CIRO
Candidato 4 a 7/12 11 a 14/12
Aécio 25 24
Ciro 19 23
Dilma 15 17
Marina 10 11


CENÁRIO 3 - SERRA, SEM CIRO
Candidato 4 a 7/12 11 a 14/12
Serra 43 46
Dilma 20 21
Marina 10 11


CENÁRIO 4 - AÉCIO, SEM CIRO
Candidato 4 a 7/12 11 a 14/12
Aécio 29 28
Dilma 21 24
Marina 13 15
Fonte da Pesquisa: Reinaldo Azevedo
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Bolsa Família e PAC podem ter mais recursos no próximo ano

Brasília - A pedido do governo, o relator-geral do Orçamento para 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), reservou R$ 12 bilhões para o programa Bolsa Família, R$ 1 bilhão a mais que o valor orçado para este ano. De acordo com Magela, os recursos a mais serão suficientes para atender a pretensão do governo de estender o programa para mais 1 milhão de famílias no próximo ano. Ele também vai aumentar os recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Magela informou que a orientação que segue para fechar o relatório final é de manutenção dos programas já existentes. “Não estamos propondo efetivamente nada de novo. Não há intenção do governo de lançar nada novo. A perspectiva é de concluir e de ampliar o que já está funcionando. No caso do Bolsa Família, o governo está propondo ampliar o programa para atender de 900 mil a 1 milhão de famílias”, disse o deputado que pretende entregar na segunda-feira (21) seu relatório final à Comissão Mista de Orçamento.

A expectativa de Magela é que o relatório seja votado ainda na segunda-feira na comissão e na terça-feira pelo Congresso Nacional.

O PAC também será reforçado. O relator vai destinar R$ 29 bilhões para a área de infraestrutura logística do programa, mais do que o dobro do orçado em 2009 que foi de R$ 12 bilhões. Neste valor, está incluído R$ 7,3 bilhões para o programa Minha Casa Minha Vida.

Ontem, a Comisão Mista do Orçamento aprovou uma segunda reestimativa de receitas primárias para o Orçamento 2010, de R$ 1,7 bilhão, apresentada pelo relator das receitas, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Os recursos adicionais serão usados por Magela, para atender parte das emendas de bancadas.

“Esse recurso terá que servir para corrigir distorções já que a prioridade foi atender as emendas individuais”, disse o relator que aumentou de R$ 10 milhões para R$ 12,5 milhões o montante destinado a atender emendas apresentadas individualmente por deputados e senadores.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Mau Exemplo do "Bom Velhinho" Noel

Essa até meus amigos Pr. Jonas e o Pr. Eliseu vão gostar. Já disse para os dois em um programa de TV: o "Papai" Noel é um mau exemplo. Agora vem a confirmação. Tá provado! Ele é um mau exemplo para a garotada. Quem disse isso foi o especialista em saúde pública, Natha Grills e, por cima, ainda publicou suas considerações em revista especializada, caracterizando, assim, a cientificidade da pesquisa...rssss. Pronto, Jonas e Eliseu, agora, além do "bom velhinho" ser considerado um usurpador do Aniversariante de Dezembro, também é um mau exemplo de conduta e hábito.

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Papai Noel, um vilão?

Nathan Grills, especialista em saúde pública da Monash University, da Austrália, afirmou que o Papai Noel é um mau exemplo para as crianças.

Em um artigo publicado na revista especializada British Medical Journal, Grills ressalta que os serviços de saúde pública ainda não analisaram como os hábitos do Papai Noel — com sua figura avantajada e barriga grande — podem ter impacto sobre as pessoas, principalmente as crianças.

O especialista propõe que o Papai Noel ganhe uma imagem mais saudável, a fim de garantir uma influência positiva. Grills diz também que o Papai Noel estimula atitudes perigosas, pois “apesar dos riscos da viagem aérea em alta velocidade, ele nunca foi visto usando cinto de segurança, ou um capacete”.

Para o especialista, a tradição de deixar um copo de conhaque ou vinho para o Papai Noel na noite de Natal incentiva o alcoolismo, e os biscoitos, tortinhas ou copo de leite também deixados para ele promoveriam a obesidade.


Fonte: Opinião e Notícia

A TARA DO PETISMO - CALAR A BOCA DA IMPRENSA!

Não são poucos os Jornalistas que anteveem a destruição e algemas da Imprensa. O Jornal Estadão já está há mais de 140 dias sob ação judicial que o proíbe de noticiar, previamente, qualquer assunto sobre o filho de José Sarney, Fernando Sarney, na operação Boi Barrica. Agora, a tal CONFECOM (não é pra rir!), anuncia que supervisionará a Imprensa por meio de um órgão: Conselho Nacional de Jornalismo (CNJ). Leiam abaixo
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A IMPRENSA PÕE A CORDA À VOLTA DO PRÓPRIO PESCOÇO

A Confecom, a tal Conferência Nacional de Comunicação, que reuniu esquerdistas das mais variadas tonalidades e até algumas empresas interessadas em usar esses bocós como instrumentos para vencer disputas comerciais, terminou ontem. Tratou-se de um verdadeiro show de horrores, conforme o esperado. As propostas aprovadas, que serão tornadas projetos de lei, buscam instituir a ditadura de esquerda na “mídia”. Vale dizer: eles ainda não estão contentes: exigem mais submissão.

As propostas aprovadas submeteriam o jornalismo a um verdadeiro tribunal partidário. E isso não é força de expressão, não. Deve ser entendido literalmente. Os valentes querem criar uma estrovenga que atenderia pelo nome de Observatório Nacional de Mídia e Direitos Humanos. Seu trabalho seria monitorar a “mídia”, com ênfase nas questões ligadas a racismo, diversidade sexual, deficientes, crianças, adolescentes, idosos, movimentos sociais, comunidades indígenas e quilombolas. Só isso.

Parece bacana? É a velha tara dos esquerdistas. Acreditam que os indivíduos não têm discernimento e capacidade de julgar o que vêem, ouvem ou lêem. É necessário que exista uma entidade para fazer a justa interpretação. Vamos a um exemplo aplicado: um comitê como esse certamente consideraria preconceituoso e atentatório ao “movimento social” exibir a imagem em que o MST destrói milhares de pés de laranja numa fazenda invadida.

A Federação Nacional dos Jornalistas, um aparelho do PT coalhado de gente que nunca pisou numa redação, conseguiu aprovar por consenso a criação do Conselho Nacional de Jornalismo, que fiscalizaria os jornalistas pra evitar — e punir, claro! — os desvios éticos. Sim, você entendeu: a ética dos profissionais seria avaliada por um tribunal petista.

É pouco? Para eles, é. Seria também criado um Código de Ética — por quem? Certamente pelos aparelhos da CUT e do PT — que orientaria as punições. Esse código, naturalmente, seria orientado pelo respeito àquilo que as esquerdas consideram a “diversidade”. Os valentes querem ainda que o diploma de jornalista volte a ser obrigatório, o que já foi derrubado pelo STF. E exigem que metade da programação das TVs pagas seja composta de “conteúdo nacional”. Mas há tanto “conteúdo nacional” assim? Eles resolvem o problema: o estado financiaria a “produção regional” — “de qualidade”, evidentemente.

Haveria ainda medidas contra o suposto monopólio da mídia — que têm um único endereço: atingir a Rede Globo. Nesse caso, os “empresários” que participaram daquela porcaria se juntaram aos esquerdistas: já que não conseguem competir com quem é mais competente, apelam ao cartório, coisa típica de estados fascistas, em que os piores triunfam porque são amigos do rei.

Sovietes da mídia
Mas isso ainda não diz tudo. Foi aprovada também uma proposta para a criação de “mecanismos” que servirão para garantir a “participação popular no controle da mídia”. Sim, leitor, eles querem que a vida financeira das empresas de comunicação esteja submetida a seu controle, bem como o conteúdo da programação. Seria, assim, um “soviete da mídia”. Aquele censor cheio de reumatismo da ditadura militar e aquela censora com dores nas varizes seriam substituídos pelos Remelentos & Mafaldinhas do partido.

Tudo isso vai virar projeto de lei. Hoje, não passariam no Congresso. No futuro, não se sabe. Se querem saber como essa gente quer a imprensa, olhem para a Venezuela, a Bolívia, o Equador e a Argentina.

Sujeição voluntária
A julgar pelo que se vê por aí, antes mesmo que a ditadura petista seja oficialmente instituída na imprensa, já se deu a rendição. Rendição? Não! Trata-se de sujeição voluntária, levada a efeito pelos esbirros do partido infiltrados nas redações e pelos bobos.

Com algumas exceções, as empresas de comunicação estão botando a corda à volta do próprio pescoço ao ceder à patrulha e ao não denunciar com a devida firmeza as ameaças óbvias à liberdade de expressão. Em vez disso, há hoje uma penca de gente ocupada unicamente em provar para os petistas que não serve à “oposição”. Servir à oposição significa noticiar qualquer coisa que não seja do interesse do PT e que possa, eventualmente, beneficiar o “outro lado”. Além desses inocentes, há, é claro, os infiltrados mesmo, cujo trabalho é difamar os adversários do “partido”, protegendo a legenda da sanha dos “reacionários”.

Teoria conspiratória? Uma ova! A evidência está naquilo que se lê, se vê e se ouve. A existência da Conferência, suas propostas, o patrocínio oficial ao evento, tudo demonstra a escalada do governo e das esquerdas contra a liberdade de expressão.

Em discurso recente, Lula, que inventou a Confecom junto com Franklin Martins, saudou a liberdade de imprensa. Essa hipocrisia faz parte do jogo. Para todos os efeitos, os esforços para submeter o setor à vontade do PT não partem dele, mas da “sociedade”, dos “movimentos sociais”, das ONGs que lutam “pela cidadania” — todas elas franjas de uma mesma coisa: “o partido”.

No ano que vem, não duvidem, também a liberdade de imprensa estará nas urnas. Franklin Martins, o cardeal Richelieu de Lula e candidato a Jdanov de Dilma, está à espreita. Ele tentou criar uma TV para concorrer com a “imprensa burguesa”. Naufragou.

Só lhe resta tentar destruir a imprensa burguesa, o que fazia parte de seus planos, membro que era do MR-8, quando tinha uma arma na mão e as mesmas idéias torpes na cabeça.

Fonte: Reinaldo Azevedo

Dissonância Cognitiva - Um Obstáculo à Verdade

Leitura altamente recomendade.
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Os judeus Gershon Robinson e Mordechai Steinman escreveram um livro bastante interessante, intitulado A Prova Evidente (São Paulo: Editora Colel, 1996). Recebi-o de presente do amigo e leitor Jackson Leal, de Salvador, BA. Li-o de uma assentada e gostei do conteúdo. Os autores trabalham com aquilo que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva – típico bloqueio que acomete pessoas que investiram muito em suas convicções e que muitas vezes as impede de aceitar facilmente ideias novas.

Eles começam explicando: “Estar certo provoca uma sensação de superioridade, ao passo que estar errado ocasiona uma sensação de inferioridade. Portanto, qualquer coisa que sugira que estamos errados é irritante e ocasiona mal-estar; é uma ameaça à nossa autoestima. Quando reconhecemos que estávamos errados e aceitamos a nova informação, é inevitável que nosso ego saia machucado. ... A dissonância cognitiva e algum tipo de reação física sempre ocorrem toda vez que alguém é criticado por algo a que se sente ligado ou é desafiado sobre o que considera verdadeiro. ... Sempre que surge algo que não se enquadra, logo surge a dissonância cognitiva no subconsciente humano. ... A dissonância consegue anular completamente o desejo humano de verdade. Se alguém ‘investiu tudo numa compra’, se fez um grande investimento em certo produto, crença ou ideia, então qualquer sugestão de que o investimento foi ruim tem grande probabilidade de ser ignorada, mesmo se for verdadeira” (p. 15, 16, 17).

Os autores citam alguns exemplos, entre os quais o de Einstein. Tudo indicava, para o físico, que o Universo estava em expansão, embora essa ideia fosse considerada por ele como “irritante” e “insensata”. Por quê? Porque “o homem [até o mais inteligente] parece ter uma necessidade subconsciente de ‘proteger’ seus investimentos, até mesmo da verdade. ... Justificada ou não, a irritação pode impedir que uma pessoa tenha qualquer percepção da verdade” (p. 30, 37). Para Einstein, o Universo era estático, e pronto.

A partir da página 39, Robinson e Steinman apresentam cinco motivos pelos quais algumas pessoas rejeitam a Deus, devido à dissociação cognitiva:

1. As pessoas suspeitam que, se Deus de fato existe, então enquanto seres humanos não poderíamos ser tão livres quanto gostaríamos. Como as pessoas são muito apegadas à ideia de liberdade, em um nível subconsciente os indícios de Deus incomodam, pois a ideia de Deus é percebida como ameaça à liberdade. Uma pessoa poderia, subconscientemente, tender a preferir que Deus não existisse por causa da ameaça à sua própria “soberania pessoal” [aqui foi inevitável não pensar em Richard Dawkins que, apesar do título de seu livro Deus, Um Delírio, afirma que vive na “predisposição de que Deus não exista”]. Em resumo, os indícios de Deus são emocionalmente irritantes, pois fazem o homem parecer pequeno; implicam que o homem talvez seja limitado em sua liberdade pessoal (p. 38).

2. As pessoas também abrigam o temor de descobrir que não passam do fruto da imaginação de um criador. O homem é uma força expressiva e criativa no Universo, e orgulha-se disso. Nada abala mais um ser humano que a ideia de que todo o seu ser é, na realidade, produto de outra força criativa e expressiva do Universo, de um Ser muito mais elevado e poderoso (p. 39).

3. Se Deus existe e é, de fato, um Pai espiritual para nós, por que Ele permanece tão distante e obscuro? Os indícios de Deus também podem ocasionar um sentimento de impotência e desimportância porque tal ideia provoca um sentimento de abandono e rejeição. Assim como temem a ideia de perder a liberdade pessoal, as pessoas temem a ideia de serem rejeitadas e abandonadas (p. 40).

4. Se uma pessoa aceita a existência de Deus, deve também admitir uma falta de compreensão. Em vez de aceitar uma ideia nova abstrata que parece conflitar com o óbvio, e assim admitir nossa falta de compreensão, nossa propensão é a ideia subconscientemente e nos livrarmos do incômodo (p. 41).

5. Quanto mais uma pessoa vive de acordo com a ideia de que Deus não existe, mais dissonância haverá como resultado da prova em contrário; pois esta faz com que a pessoa se sinta muito “menor”. Por causa da dissonância, tais indícios [de Deus] são automaticamente rejeitados no subconsciente antes mesmo que o intelecto consciente os examine (p. 41).

O capítulo 3, que dá nome ao livro – A Prova Evidente – procura demonstrar que existem evidências bastante sólidas de um projeto inteligente que aponta para o Criador, e que, portanto, a rejeição desses fatos e de Deus se deve mais à dissonância cognitiva do que a qualquer outra coisa.

Fazendo alusão aos monólitos alienígenas presentes no livro/filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, os autores perguntam: “Que nível de complexidade é necessário para que se considere intuitivamente que algo foi criado de maneira proposital? É necessário achar um computador na Lua? Não. Um carro? Não. Um relógio? Não! Basta uma simples rocha negra” (p. 58).

E então arrematam o pensamento: “Se o projeto do Universo é superior ao encontrado na rocha [monólito], se é maior do que o mínimo, seremos forçados a concluir que há indícios suficientes de um Mestre Autor. E, se não fosse por preconceito pessoal, social e outros, ou em uma palavra, pela dissonância, as pessoas reconheceriam isso intuitivamente... a dúvida seria baseada no irracional e no ‘não consigo suportar isso’ subconsciente” (p. 59).

A argumentação avança pelo fino ajuste das constantes universais, pela complexidade da vida em nível genético, embriológico e neurológico, cita cientistas de peso que admitem o design inteligente, e tenta justificar por que, a despeito de tanta complexidade específica observada no Universo, a negação de Deus e a sobrevivência da ideia do acaso cego ainda persistem:

“A impressionante longevidade do darwinismo, apesar de suas muitas falhas, é uma extraordinária confirmação da tese deste livro. Sem a evolução, o homem está ‘condenado’ a Deus. De maneira subconsciente e consciente, cientistas, jornalistas e outros se agarram à evolução com todas as suas forças. Como a ideia da evolução permite que as pessoas imaginem um universo sem Deus, a teoria evolucionária sobrevive e floresce em muitas versões, e todas as objeções a ela são descartadas com desprezo” (p. 93).

De fato, em Evolution From Space, o mais eminente astrônomo britânico, sir Fred Hoyle, aponta problemas gritantes na teoria da evolução e conclui que a sobrevivência desse paradigma se deve apenas ao fato de ele ser considerado “socialmente desejável e mesmo essencial para a paz mental das pessoas” (Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe. Evolution From Space. Londres: Hutchinson and Co., 1969, p. 66 – citado por Robinson e Steinman, p. 94).

Aliás, é de Hoyle que vem outra análise interessante sobre a probabilidade de surgimento da vida na “sopa química”. Ele lembra que há cerca de duas mil enzimas [um tipo de proteína essencial à vida] diferentes, e cada uma tem estrutura própria. Segundo ele, a probabilidade de se obter todas as duas mil enzimas ao acaso é de uma em dez elevado a 40 mil, “quase a mesma probabilidade de se obter uma sequência ininterrupta de 50 mil números 6 com um dado não viciado”, compara. Esses cálculos não chegam nem perto da probabilidade de se produzir ao acaso os “programas” pelos quais as células se dividem e se organizam. Hoyle conclui: “Para a vida ter surgido na Terra seria necessário que instruções bem explícitas tivessem sido fornecidas para sua formação” (Ibidem, p. 109).

Então, por que essa ideia persiste? Em seu livro Origins, Robert Shapiro afirma que o motivo pelo qual os cientistas alimentam o público com a ideia da “sopa química” por tanto tempo é que ela serve para preencher aquele “vácuo” horrível. Os cientistas e a mídia querem, de qualquer maneira, que a hipótese da sopa seja verdadeira. Em vez de aceitar a ideia “religiosa” sobre a origem da vida, empenham-se em vestir um mito e fazê-lo parecer científico (Robert Shapiro. Origins: A Skeptic’s Guide to the Creation of Life on Earth. Nova York: Bantam Books, 1986 – citado por Robinson e Steinman, p. 107).

No capítulo “O Judaísmo e a crença em Deus”, os autores escreveram: “De acordo com o rei Salomão [Ec 8:17; 3:11], muitos dos enigmas que hoje confrontam a ciência permanecerão enigmas até o fim dos tempos, porque a Sabedoria Suprema por trás deles está muito além da sabedoria e do alcance da humanidade. ... A abordagem mais saudável, e mais conectada com a realidade, é a proposta pelos cientistas da Escola de Pensamento Antrópica. Estes cientistas reconhecem Deus, admitem que certos enigmas nunca serão resolvidos, e ainda assim continuam a aplicar o método científico à natureza, tentando decifrar o que for possível” (p. 134, 135).

O antigo filósofo grego Alexandre Afrodísio relaciona três diferentes fatores que funcionam como “obstáculos” para que alguém enxergue a verdade: a arrogância, a presunção e o amor à liberdade; a sutileza, profundidade e dificuldade do assunto; a ignorância humana, a insuficiência da capacidade intelectual. Crentes ou não, todos estamos sujeitos a esbarrar num ou mais desses obstáculos, mas não nos esqueçamos de que “o maior obstáculo entre uma pessoa e a verdade pode ser ela mesma” (p. 141), e sua dissonância cognitiva.

(Michelson Borges, jornalista e mestrando em Teologia pelo Unasp)

KUNG FU - O GOLPE DO MACACO

Embora eu tenha praticado defesa pessoal, não vou ensinar nenhum "golpe" aqui. A matéria trata de um grupo de macacos que atacou seu treinador com golpes de artes marciais. Seria trágico, se não fosse cômico. Yahhhh!

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Macacos se revoltam e aplicam golpes de artes marciais em treinadorIncidente inusitado foi fotografado por Hu Luang.

"Foi melhor do que um filme de Bruce Lee", afirmou ele.


Um grupo de macacos se revoltou contra seu treinador, o chinês Lo Wung, de 42 anos, e aplicou uma surra no homem durante um show de rua no centro de Enshi, na província chinesa de Hubei, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Telegraph".

O incidente inusitado foi fotografado pelo espectador Hu Luang, de 32 anos. Ele contou para o periódico inglês que um dos macacos deu um soco no olho de Wung. O treinador regiu e pegou outro pelas orelhas, mas esse respondeu agarrando seu nariz.

“Eles estavam pulando e saltando em todo o lugar. Foi melhor do que um filme de Bruce Lee", afirmou Huang, que tirou uma foto que mostra um dos macacos aplicando um chute na cabeça de Wung, em um típico golpe de artes marciais.

Fonte: G1

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A CARTA DE AÉCIO NEVES

“Belo Horizonte, 17 de dezembro de 2009.

Presidente Sérgio Guerra,

Companheiros do PSDB,

Há alguns meses, estimulado por inúmeros companheiros e importantes lideranças da nossa sociedade, aceitei colocar meu nome à disposição do nosso partido como pré-candidato à Presidência da República.

Como parte desse processo, defendi a realização de prévias e encontros regionais que pudessem levar o PSDB a fortalecer a sua identidade e integridade partidárias.

Assim o fiz, alimentado pela crença na necessidade e possibilidade de construirmos um novo projeto para o país e um novo projeto de País.

Defendi as prévias como importante processo de revitalização da nossa prática política. Não as realizamos, como propus, seja por dificuldades operacionais de um partido de dimensão nacional, seja pela legítima opção da direção partidária pela busca de outras formas de decisão. Ainda assim, acredito que teria sido uma extraordinária oportunidade de aprofundar o debate interno, criar um sentido novo de solidariedade, comprometimento e mobilização, que nos seriam fundamentais nas circunstâncias políticas que marcarão as eleições do ano que vem.

A realização dos encontros regionais foi uma importante conquista desse processo. O reencontro e a retomada do diálogo com a nossa militância, em diversas cidades e regiões brasileiras, representaram os nossos mais valiosos momentos. A eles se somaram outros encontros, também sinalizadores dos nossos sonhos, com trabalhadores, empresários e outros setores da nossa sociedade.

Ouvindo-os e debatendo, confirmei a percepção de um País maduro para vivenciar um novo ciclo de sua história. Pronto para conquistar uma inédita e necessária convergência nacional em torno dos enormes desafios que distanciam nossas regiões umas das outras, e em torno das grandes tarefas que temos o dever de cumprir e que perpassam governos e diferentes gerações de brasileiros.

Ao apresentar o meu nome, o fiz com a convicção, partilhada por vários companheiros, de que poderia contribuir para uma construção política diferente, com um perfil de alianças mais amplo do que aquele que se insinua no horizonte de 2010. E as declarações de líderes de diversos partidos nacionais demonstraram que esse era um caminho possível, inclusive para algumas importantes legendas fora do nosso campo.

Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o “nós e eles”, que tanto atraso tem legado ao País.

Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o País ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam.

O que me propunha tentar oferecer de novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele…

Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições. Quando, em 28 de outubro, sinalizei o final do ano como último prazo para algumas decisões, simplesmente constatava que, a partir deste momento, o quadro eleitoral estaria começando a avançar em um ritmo e direção próprios, e a minha participação não poderia mais colaborar para a ampla convergência que buscava construir.

Durante todo esse período, atuei no sentido de buscar o fortalecimento do PSDB.

Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar, com meu esforço e minha lealdade, para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira.

Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010.

No curso dessa jornada, mantive intactos e jamais me descuidei dos grandes compromissos que assumi com Minas, razão e causa a que tenho dedicado toda minha vida pública.

Ao deixar a condição de pré-candidato à Presidência da República, permito-me novas reflexões, ao lado dos mineiros, sobre o futuro.

Independente de nova missão política que porventura possa vir a receber, continuarei trabalhando para ser merecedor da confiança e das melhores esperanças dos que partilharam conosco, neste período, uma nova visão sobre o Brasil.

É meu compromisso levar adiante a defesa intransigente das reformas e inovações que juntos realizamos em Minas e que entendemos como um caminho possível também para o País. Continuarei defendendo as reformas constitucionais e da gestão pública, aguardadas há décadas; a refundação do pacto federativo, com justa distribuição de direitos e deveres; e a transformação das políticas públicas essenciais, como saúde, educação e segurança, em políticas de Estado, acima, portanto, do interesse dos governos e dos partidos.

Devo aqui muitos agradecimentos públicos.

À direção do meu partido e, em especial, ao senador Sérgio Guerra pelo equilíbrio e firmeza com que vem conduzindo esse processo.

Aos companheiros do PSDB, pelas inúmeras demonstrações de apoio e confiança.

Manifesto a minha renovada disposição de estar ao lado de todos e de cada um que julgar que a minha presença política possa contribuir, seja no plano nacional ou nos planos estaduais, para a defesa das nossas bandeiras.

Aos líderes de outras legendas partidárias, pela coragem com que emprestaram substantivo apoio não só ao meu nome, mas às novas propostas e crenças que defendemos nesse período.

Nos reencontraremos no futuro.

A tantos brasileiros, pelo respeito com que receberam nossas ideias.

E a Minas, sempre a Minas e aos mineiros, pela incomparável solidariedade.

Aécio Neves”

TREMEI, PETISTAS!


Agora vai começar a baixaria pela disputa eleitoral em 2010. O PT e seu presidente virão com todas as armas que eles têm: mentira, chatagem, dossiês, quebra de sigilo bancário, difamação, o "nunca antes neste país" e outras tantas. Honestidade? Não, isto não faz para do programa deles. A Tropa de Elite Petista estará nas ruas, pois na Mídia já está: jornais, internet, rádio, TV. Que diga a criação do Conselho Nacional de Jornalismo, uma estrovenga que planeja intervir no Meio de Comunicação no Brasil. É a KGB do Jornalismo. Por que este comentário? Porque o Governador Aécio Neves desistiu de ser candidato à Presidência em 2010, deixando a disputa para aquele que está na frente em todas as pesquisas de opinião, José Serra! Havia um "joguete" dos petistas para que Aécio concorresse, mas ele não engoliu o papinho de Ciro (pit bull) Gomes. É Serra quem mais preocupa o PT; é o Governador de São Paulo que está na frente nas pesquisas; O PT teme ao José Serra! E a coisa ficará pior se Aécio aceitar ser vice de Serra. Ah, Tremei, petistas!
Sou serrista? Sou pesedebista? Não, não sou. Sou a favor do jogo democrático e da alternância de poder. O governo que aí está planeja perpetua-se no poder, e conta com os caraminguás distruídos nas mais diversas esferas do país: de banqueiro a barraqueiro.
Aguardem e vejam se não será assim.
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Aécio desiste de pré-candidatura à presidência pelo PSDB

Desistência, anunciada ao lado do presidente do partido, abre o caminho para a candidatura de José Serra

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou na tarde desta quinta-feira, 17, a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSDB, abrindo o caminho para a consolidação da candidatura do seu colega paulista, José Serra.Acompanhado do presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, do secretário-geral, deputado Rodrigo de Castro e do vice-governador Antonio Anastasia, Aécio leu uma carta que foi entregue ao senador Sergio Guerra numa reunião realizada nesta manhã, em Belo Horizonte.

"Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar com meu esforço e minha lealdade para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira".

Aécio havia estipulado o início de janeiro como prazo final do anuncio de sua candidatura ao Senado, mas acabou por antecipar a decisão de desistir da disputa interna que trava com o governador José Serra.

Embora Serra negue que seja pré-candidato à Presidência, o governador paulista aparece como favorito à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva em todas as pesquisas eleitorais.

Fonte: Estadão Online

ÚLTIMO DIA

Também gosto de música: forró, baião, certa modalidade de samba, rock, MPB, blue, pop, balada reggae e.....RAP. Em termos musicais sou eclético. Embora não vá com a cara do brega e do tal do forró eletrônico. Pra mim tem que ter triângulo, zabumba e sanfona. Sei que tudo que vem do gospel, especialmente aqueles que se tornaram gospel, tá cheio de problemas teológicos e musicais. Como diz Michael Horton em seu livro "O Cristão e a Cultura"(Ed. Cultura Cristã), quando isso acontece, o cara nem faz boa música nem boa teologia. Dentre a turma do RAP gospel, pra mim, sem dúvida o APC 16 e o Provérbio X estão no top. Tenho CD's da turma. É em homenagem a eles que coloco os dois vídeos abaixo. Os "manos" tem boa rima, boa batida e, muitas vezes, boa teologia. Então, "vai um salve ae pros manos".









PS: Antes que alguém recleme, também gosto, gente, de Logos, VPC, João Alexandre.....etc....heheheh

Postado por Gaspar de Souza

O dia em que o sexo entre homens e meninos não mais chocar

Filme brasileiro pretende quebrar “tabu” do incesto e sexo homossexual entre meninos, apresentando ambas as condutas como “amor”

Julio Severo
Dois homens se abraçando e se beijando. Que tipo de cenário é esse? É um cenário que, para o público, é condenável, mas para a mídia, com seu número desproporcionalmente elevado de gays, é lindo.
Apesar de toda a doutrinação sistemática do governo e da mídia, esse cenário ainda choca o público. A propaganda estatal onipresente do programa federal Brasil Sem Homofobia ainda não alcançou o nível de mudança da mentalidade total do povo. O choque ainda persiste.
Para evitar o choque, os ativistas gays são obrigados a enfeitar ao máximo esse cenário, utilizando tudo o que traga a memória inocência e pureza: crianças, anjos, Jesus, etc. Nada é isento de exploração quando o assunto é avançar a agenda gay.
Essa foi exatamente a estratégia dos produtores do filme brasileiro “Do Começo Ao Fim”, que começa usando o cenário de dois meninos para alcançar seu objetivo maior de quebrar toda barreira e resistência ao incesto e ao sexo homossexual. Os produtores avisam: “Se a intenção for quebrar um grande tabu ou causar impacto, certamente este filme vai alcançar seu objetivo”. O trailer do filme está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=3DVa2DKSnU0


“Do Começo Ao Fim” procura passar a mensagem de que são os próprios meninos de 6, 7 ou 8 anos que buscam experiências homossexuais. Grupos homossexuais como a NAMBLA há muitos anos pregam que os meninos têm interesse no sexo homossexual. “Do Começo Ao Fim” vem para confirmar essa pretensão.
Mais cedo ou mais tarde virá um cineasta, abusando igualmente do direito de livre expressão, para promover um filme do “amor entre um homem e um menino”. Na verdade, o campo já está aberto para quebrar esse “tabu”. O maior líder homossexual do Brasil, Luiz Mott, tem sido acusado de defender a pedofilia. Mas ele não é o único homossexual brasileiro a fazer isso. Anos atrás, Denilson Lopes, um professor universitário homossexual, escreveu e publicou o artigo ”Amando Garotos: Pedofilia e a Intolerância Contemporânea”. Ele é autor do livro “O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios” (RJ, Aeroplano, 2002).
Eu denunciei publicamente essa defesa à pedofilia, mas o Ministério Público Federal — que a um estalar de dedos dos ativistas gays vem sempre correndo contra meu blog — nunca tomou nenhum tipo de medida contra o artigo ”Amando Garotos: Pedofilia e a Intolerância Contemporânea”, demonstrando que um “tabu” já está sendo quebrado. A pedofilia homossexual está vindo, provando sua inseparabilidade das entranhas do movimento homossexual.
O Brasil, na fase em que está de elevada doutrinação homossexual, não ficará por muito tempo só no “Do Começo Ao Fim” de sexo homossexual entre menino e menino. Esse filme é apenas uma preparação para a fase mais avançada, onde outro cineasta oportunista lançará outro “quebrador de tabus”. Esse será o “O Começo do Fim”. Nesse futuro mais sombrio, a apresentação do sexo homossexual entre menino e menino será coisa do passado. A moda então será apresentar a normalidade do sexo homossexual entre homens e meninos.
Contudo, você acha que os ativistas homossexuais são bobos de mostrar o Fim logo no Começo? Eventualmente, eles falarão abertamente, porém só no Fim. Mas, até lá, com todos os tabus quebrados, ninguém mais se importará se a moda então for pensar que são os próprios meninos de 6, 7 ou 8 anos que buscam “amor sexual” de homossexuais adultos.
“Do Começo Ao Fim” é uma das primeiras sementes para a construção dessa nova maneira de pensar.

Fonte: Julio Severo